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sábado, 16 de novembro de 2019

Psicose 4 - A Revelação (1990)

Psycho IV: The Beginning. Norman Bates (Anthony Perkins) retorna para este episódio final, mais uma vez tendo problemas com sua figura materna (Olivia Hussey). Desta vez, ele é convidado a conversar com um apresentador de rádio, compartilhando suas antigas e pertubadoras memórias. Estaria Norman arrependido, e recuperado de seus transtornos? Eu gostei de como este filme mergulhou no passado conturbado de Norman Bates. Esse foi provavelmente o melhor aspecto dele. Anthony Perkins mais uma vez reprisa seu papel, depois de sofrer aquela horrível humilhação do terceiro episódio. Olivia Hussey interpreta de forma maléfica a mãe de Norman. 


O jeito que ela grita com ele e retira sua masculinidade é simplesmente horrível. Mas, no entanto, ela consegue permanecer humana em algumas cenas. Henry Thomas fez um bom trabalho ao interpretar Norman Bates na adolescência, mas seu desempenho carece do charme nerd e infantil, que Anthony Perkins tinha no filme original. Quanto ao resto dos atores, bem, a maioria deles não vale a pena mencionar. 


Exceto Thomas Schuster, que interpretou Chet Rudolph, o cowboy da meia-noite de Norman Bates. Seu personagem era muito arrogante e rude, aquele cara que você gosta de odiar. O tipo de homem que a mãe traria para casa e espera que você ligue para a polícia. O diretor Mick Garris não é Alfred Hitchcock. Ele também não é Richard Franklin. Mas ele consegue oferecer uma boa experiência à série PSICOSE. 


Não é tão bom quanto Psycho ou Psycho II, mas funciona bem, como o último episódio clássico da franquia. Infelizmente, o ator Anthony Perkins acabaria morrendo dois anos depois do lançamento do filme, vitima do HIV. Fica aqui, nossa homenagem a este monstro sagrado do cinema. Nota 9.

Direção de Mick Garris.

sábado, 19 de outubro de 2019

Os Pássaros 2 (1994)

The Birds II: Land's End. Um professor de biologia e sua família, decide passar um tempo em uma casa de veraneio, localizada em uma ilha. Neste local, ele pretende escrever uma tese importante, enquanto supera a morte de um de seus filhos. Enquanto eles estão lá, um grande bando de pássaros aparecem e começam a atacar humanos individualmente, sem motivo aparente. O prefeito da cidade (que também é o médico local) se recusa a acreditar que os pássaros são os responsáveis, ​​pela avalanche de ferimentos que estão ocorrendo. Porém, em pouco tempo, ele não tem outra opção, a não ser se defender destes mesmos pássaros que começam, a atacar grupos maiores de civis. 


Nós sabemos muito bem, que fazer qualquer "alteração" no trabalho de um gênio como Alfred Hitchcock, é praticamente impossível, porém a atuação dos atores que compõem a família do filme (Brad Johnson e Chelsea Field como Ted e May; e duas atrizes menos conhecidas como suas filhas) pelo menos compensam até certo ponto, um desdobramento cinematográfico ruim. A história da agressão de pássaros e as reações irracionais das pessoas ao inesperado, não muda neste roteiro. 


No entanto, as linhas de diálogos entre os personagens, principalmente com as pessoas da vila atacada, poderia ter sido muito mais inteligente. A única característica melhor do que a do filme original, foram as paisagens. Alfred Hitchcock concentrou-se no suspense, enquanto este filme tem tempo para se concentrar mais na estética. É certo que isso ainda não o aproxima de ser um clássico, mas ainda é bastante agradável. Outro ponto questionável, é que o diretor Rick Rosenthal (HALLOWEEN 2), resolveu usar um pseudônimo - Alan Smithee. 


Com base nisso, você não pode contar com uma boa direção - e eu certamente não culpo Rick Rosenthal por negar esta produção, afinal de contas, ainda estamos falando de um dos trabalhos do gênio imortal Alfred Hitchcock, sendo impossível quaquer comparação.....ainda assim, esta continuação (e não um remake!) diverte, e serve como curiosidade para fãs de terror, no geral. Nota 8,5.

Direção de  Alan Smithee.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Pacto Sinistro (1951)


Clássico do suspense e do mestre Alfred Hitchcock. O roteiro gira em torno do personagem Haines, conhecido tenista, casado com a infiel Miriam. Ele deseja se divorciar para ficar com Anne Morton, a mulher que ama de verdade, e que é filha de um respeitado senador. Para isso, Haines viaja até Metcalf, sua terra natal, para conseguir a assinatura do divórcio de sua primeira esposa. 



Ao fracassar nas negociações, se torna ressentido e sem esperanças. Em uma viagem de trem, encontra casualmente um estranho chamado Bruno Antony, que o reconhece dos jornais e sabe de toda sua história. A certa altura, durante a viagem, Bruno propõe um pacto: ele mataria a mulher de Haines e em troca Haines mataria o pai dele. Embora Haines não tenha aceitado, Bruno realiza a sua parte, executando Miriam em um parque de diversões, passando a cobrar o pacto feito com Haines, tudo regado a muito suspense e tensão. No filme, ainda é possível notar a curiosa participação de seu diretor Hitchcock, que aparece no trem ao parar em Metcalf, levando consigo seu instrumento musical. 



Com Farley Granger, Ruth Roman e Patrícia Hitchcock, filha de Hitchcock, que faz o papel da irmã de Anne Morton.