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sexta-feira, 2 de julho de 2021

O Monstro (1994)


Um assassino-maníaco-sexual está à solta, e o ingênuo jardineiro paisagista e vendedor de vitrine Loris (Roberto Benigni - A VIDA É BELA), é o principal suspeito, graças ao seu infeliz hábito de ser pego em situações comprometedoras (para o qual há sempre uma explicação totalmente inocente). 


A policial disfarçada Jessica (Nicoletta Braschi - esposa de Benigni na vida real), é designada pela excêntrica psicóloga policial Taccone (Dominique Lavanant), a seguir Loris, e fornecer evidências para sua prisão - mas as coisas não saem como planejado ....Um bom exemplo de bobagem européia, "Monstro" trabalha bem em cima do senso de humor italiano. 


Muitos comparam Roberto Benigni com Charlie Chaplin, o que é um pouco forçado, é claro, mas temos em Benigni uma referência forte, fora dos Estados Unidos. É mais fácil você curti-lo, se já esteve na Itália, mas isso não é obrigatório. Como Fellini e os irmãos Bertolucci, Benigni reflete muito da cultura italiana. "Monstro" apresenta literalmente Roberto, como são ditas suas palavras, a linguagem corporal, e seu domínio cênico. Você pode se apaixonar pela cultura deste país, e depois aprender a língua, se quiser. 


Uma produção muito divertida, mas indicada apenas para os adultos, pois apresenta situações sexuais e insinuações, em abundância. No geral, "The Monster" é um ótimo filme-comédia-pseudo-suspense, e os fãs de Benigni vão gostar muito, pois traz o ator em seus melhores momentos. Nota 8.

Direção de Roberto Benigni.


sábado, 16 de novembro de 2019

Psicose 4 - A Revelação (1990)

Psycho IV: The Beginning. Norman Bates (Anthony Perkins) retorna para este episódio final, mais uma vez tendo problemas com sua figura materna (Olivia Hussey). Desta vez, ele é convidado a conversar com um apresentador de rádio, compartilhando suas antigas e pertubadoras memórias. Estaria Norman arrependido, e recuperado de seus transtornos? Eu gostei de como este filme mergulhou no passado conturbado de Norman Bates. Esse foi provavelmente o melhor aspecto dele. Anthony Perkins mais uma vez reprisa seu papel, depois de sofrer aquela horrível humilhação do terceiro episódio. Olivia Hussey interpreta de forma maléfica a mãe de Norman. 


O jeito que ela grita com ele e retira sua masculinidade é simplesmente horrível. Mas, no entanto, ela consegue permanecer humana em algumas cenas. Henry Thomas fez um bom trabalho ao interpretar Norman Bates na adolescência, mas seu desempenho carece do charme nerd e infantil, que Anthony Perkins tinha no filme original. Quanto ao resto dos atores, bem, a maioria deles não vale a pena mencionar. 


Exceto Thomas Schuster, que interpretou Chet Rudolph, o cowboy da meia-noite de Norman Bates. Seu personagem era muito arrogante e rude, aquele cara que você gosta de odiar. O tipo de homem que a mãe traria para casa e espera que você ligue para a polícia. O diretor Mick Garris não é Alfred Hitchcock. Ele também não é Richard Franklin. Mas ele consegue oferecer uma boa experiência à série PSICOSE. 


Não é tão bom quanto Psycho ou Psycho II, mas funciona bem, como o último episódio clássico da franquia. Infelizmente, o ator Anthony Perkins acabaria morrendo dois anos depois do lançamento do filme, vitima do HIV. Fica aqui, nossa homenagem a este monstro sagrado do cinema. Nota 9.

Direção de Mick Garris.

sábado, 19 de outubro de 2019

Os Pássaros 2 (1994)

The Birds II: Land's End. Um professor de biologia e sua família, decide passar um tempo em uma casa de veraneio, localizada em uma ilha. Neste local, ele pretende escrever uma tese importante, enquanto supera a morte de um de seus filhos. Enquanto eles estão lá, um grande bando de pássaros aparecem e começam a atacar humanos individualmente, sem motivo aparente. O prefeito da cidade (que também é o médico local) se recusa a acreditar que os pássaros são os responsáveis, ​​pela avalanche de ferimentos que estão ocorrendo. Porém, em pouco tempo, ele não tem outra opção, a não ser se defender destes mesmos pássaros que começam, a atacar grupos maiores de civis. 


Nós sabemos muito bem, que fazer qualquer "alteração" no trabalho de um gênio como Alfred Hitchcock, é praticamente impossível, porém a atuação dos atores que compõem a família do filme (Brad Johnson e Chelsea Field como Ted e May; e duas atrizes menos conhecidas como suas filhas) pelo menos compensam até certo ponto, um desdobramento cinematográfico ruim. A história da agressão de pássaros e as reações irracionais das pessoas ao inesperado, não muda neste roteiro. 


No entanto, as linhas de diálogos entre os personagens, principalmente com as pessoas da vila atacada, poderia ter sido muito mais inteligente. A única característica melhor do que a do filme original, foram as paisagens. Alfred Hitchcock concentrou-se no suspense, enquanto este filme tem tempo para se concentrar mais na estética. É certo que isso ainda não o aproxima de ser um clássico, mas ainda é bastante agradável. Outro ponto questionável, é que o diretor Rick Rosenthal (HALLOWEEN 2), resolveu usar um pseudônimo - Alan Smithee. 


Com base nisso, você não pode contar com uma boa direção - e eu certamente não culpo Rick Rosenthal por negar esta produção, afinal de contas, ainda estamos falando de um dos trabalhos do gênio imortal Alfred Hitchcock, sendo impossível quaquer comparação.....ainda assim, esta continuação (e não um remake!) diverte, e serve como curiosidade para fãs de terror, no geral. Nota 8,5.

Direção de  Alan Smithee.

terça-feira, 18 de junho de 2019

O Rei dos Kickboxers (1990)

Kahn (Billy Blanks) é um campeão peso-pesado, que muitas vezes mata seus oponentes na frente da câmera, para promover a venda de fitas de vídeo. Jake (Loren Avedon) testemunhou seu irmão ser morto por ele, e agora deseja se vingar. Mas primeiro ele precisa melhorar suas habilidades de luta; ele pede conselhos a Phang (Keith Cooke), a única pessoa em todo o mundo que já sobreviveu a Khan, para treiná-lo até que ele seja páreo para o assassino. O enredo é perfeito - simples e limitado. A maior parte do script é dedicado às cenas de ação, enquanto o resto da trama é interrompida para ajudar na construção dos personagens, desenvolvendo sentimentos para e sobre eles. 


O filme todo parece um videogame. O protagonista enfrenta seus inimigos e trabalha/evoluindo até alcançar quem é o cara mau, e o derrota. O bandido até tem seu próprio movimento de finalização, que o herói deve procurar se esquivar. Este é de longe o melhor filme de luta de todos os tempos, e eu já vi milhares deles. "O Rei..." foi outra coprodução dos EUA-Hong Kong da N.G./Seasonal Films. Como a maioria das produções da N.G., seus filmes de kung-fu costumam ser bregas, com uma forte dose de alta energia. Esse é o lado bom dessa produtora. 


Eles nem tentam ser sérios ou elevar o material de origem. Aqui não é exceção. Ele é preenchido com muitas referências ao Kickboxing (termo muito usado nos anos 80, e que agora está em desuso) e paródias de outras produções. 


Os cineastas e os atores parecem estar se divertindo muito fazendo ele. Então sente-se e relaxe. Filmes como estes já não são mais produzidos e nós sentimos muito a falta deles. Nota 8,5.

Direção de Lucas Lowen.

sábado, 8 de junho de 2019

Ataque dos vermes malditos (1990)

Uma pequena cidade está gradualmente sendo engolida, por uma criatura estranha que elimina as pessoas uma a uma. Mas o que é essa criatura e onde ela está? Ao mesmo tempo, uma sismóloga está trabalhando na área e detecta estranhos tremores. O causador desse fenômeno está no subsolo, e pode "aparecer" sem aviso prévio. Presos em sua cidade, o povo da cidade não tem como escapar. Valentine Mckee (Kevin Bacon) e Earl Bassett (Fred Ward) são dois trabalhadores braçais, "presos" na pequena cidade sem futuro, em Nevada. Eles sonham em se tornar ricos, então decidem finalmente sair de lá. 


Porém, a descoberta de cadáveres de humanos e animais, os seguram por lá, por mais algum tempo. Há também a estrada, que foi bloqueada por um grande pedregulho. Para estudar a atividade sísmica estranha, é chamada Rhonda (Finn Carter), uma estudante de graduação que ajuda a chegar à conclusão de que tanto as mortes, quanto as vibrações estranhas no solo, estão conectadas. 


Vermes gigantes de 30 pés, quatro deles para ser exato, estão atacando os moradores em suas casas, incluindo o casal Burt e Heather Gummer (Michael Gross e Reba Mcentire). O resto do filme, se torna uma luta desesperada para enfrentar os vermes, e sair da cidade com vida. O que realmente faz o filme funcionar são os personagens: todos eles parecem pessoas reais, com muito carisma, e presos em uma situação insana. 


Apesar da limitação de elenco, temos Kevin Bacon e Fred Ward, que não permitem o tédio ao longo da trama. Mais um bom exemplo de produção de baixo custo, com efeitos especiais razoáveis e que ainda se tornou uma franquia de relativo sucesso, principalmente no período das video-locadoras. Nota 9.

Direção de  Ron Underwood.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Fome Animal (1992)

Braindead. Nas profundezas das exuberantes selvas da isolada "Ilha da Caveira", encontra-se o habitat do indescritível e ameaçador "Simian Raticus", ou mais conhecido por seu nome comum, o Rato-macaco-de-Sumatra (?), que transmite um hediondo vírus contagioso, vindo de ratos de navio, e de macacos de árvore. Atualmente, em Wellington, Nova Zelândia, o oprimido Lionel Cosgrove (Timothy Balme), que vive com sua mãe despótica Vera (Elizabeth Moody), finalmente encontrou sua alma gêmea, a personagem Paquita (Diana Peñalver), mas infelizmente, seu mundo vai mudar rapidamente quando, depois de um passeio no zoológico local, um espécime raro acaba mordendo sua mãe Vera. 


Agora que ela está contaminada, e com uma infecção se espalhando, Vera se transforma em um ser apodrecido e voraz por carne, fazendo a situação ficar fora de controle, estocando uma coleção cada vez maior de corpos rígidos e outras partes. Os desajustados e fanfarrões zumbis, detidos no porão da casa de Lionel, exigirão ação imediata por parte dele, que ainda precisa reunir coragem e enfrentar um mal realmente "grande e pertubador". 


Este é de longe o melhor filme de terror da década de 90. Ele tem tudo - um rato-macaco horripilante, um bebê bizarro, zumbis fazendo sexo, violência gratuita, gore extremo, um padre-ninja, uma mãe chata que se transforma em um zumbi, um parente mulherengo que é um perdedor patético, um velho psíquico que prevê o futuro e, finalmente, alguém que cuida de todos eles. Ah, não podemos esquecer de mencionar a cena inspiradora com um cortador de grama também. Braindead é um splattermovie realmente sangrento, mas com um pé na comédia também. 


Todos os atores são terríveis, mas é justamente isso que torna essa produção tão legal. O que realmente faz com que este filme seja uma obrigação para todos os zumbi-fãs, é a maneira extremamente ultraviolenta que eles são abatidos. É o rei dos filmes zombie-cult. Como você pode entender agora, é necessário um senso de humor doentio para assistir a este filme. No geral, esta obra-prima cinematográfica merece a mais alta crítica, sem esquecermos toda a loucura criativa e viagem inspiradora de seu diretor Peter Jackson (SENHOR DOS ANÉIS; KING KONG). Nota 10.

Direção de Peter Jackson.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

O Massacre da Serra Elétrica 3 (1990)

O Massacre da Serra Elétrica 3 (1990). A história do primeiro filme, praticamente se repete. O casal Michele e Benny (Kate Hodge & William Butler) se depara com um atendente de posto de gasolina pervertido, que os ameaça portando uma espingarda. Eles fogem para um caminho deserto no Texas em busca de ajuda, mas só encontram um clã canibalista, interessado em se servir de carne fresca. O primeiro episódio da franquia é clássico. O segundo foi completamente diferente em estilo, mas tinha bastante sangue e insanidade. 


Este aqui parece uma versão diluída do primeiro filme. Algumas cenas são decentes, como o vilão Leatherface (R.A. Mihailoff) espreitando as pessoas na mata, armado de sua motosserra. O diretor original de "Massacre...", Tobe Hooper (POLTERGEIST; FORÇA SINISTRA), não teve nada a ver com esta película, dessa forma, fica claro entender porque a produção ficou abaixo da média. 


O filme é mal iluminado e às vezes tende a se parecer com um filme tosco, feito para a TV. Ele desiste já na sua metade, de suas intenções perturbadoras, aparentemente demonstrando sua total inépcia. É um estranho híbrido de horror/ação, bem abaixo do esperado. O que mais me surpreende, é o fato de ter sido proibido em alguns países, mesmo não tendo excesso de violência em suas cenas.


Vale a pena assistir, se você realmente ama os dois primeiros filmes da franquia, e não se importa com um episódio que não seja tão bom e nem tão clássico. Nota 6.

Direção de Jeff Burr.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Double Dragon (1994)

Filme de ação obscuro, inspirado em game de sucesso mundial. Passado ​​vários anos no futuro, na Califórnia pós-terremoto, onde San Diego e Los Angeles se fundem em uma cidade só, dois irmãos adolescentes - Jimmy (Mark Dacascos - ator e campeão mundial de artes marciais) e Billy Lee (Scott Wolf - NIGHT SHIFT, CSI NY), possuem a metade de um poderoso talismã chinês antigo. O milionário Koga Shuko (Robert Patrick - TERMINATOR 2) tem a outra metade, e decide usar seus capangas para pegar a parte que resta dos irmãos, obtendo o amuleto completo e o poder absoluto do Dragão Duplo. 


Para enfrentar esse exército maligno, os irmão contam com a ajuda de um grupo de jovens rebeldes, liderados pela bela garota loira Marian (Alyssa Milano - COMMANDO). Eu serei justo, há poucos pontos positivos no filme, mas eles são extremamente triviais. Um deles é a pintura usada nos cenários da cidade devastada pelo terremoto, elas são bastante agradáveis ​​e adicionam um pouco de atmosfera. 


O segundo é Mark Dacascos, um ótimo artista marcial e um ator decente também. Em terceiro lugar e, finalmente, é Robert Patrick, que genuinamente parece estar se divertindo em cena. Quando ele aceitou esse papel, o Sr. Patrick estava desesperado por trabalhar, ou não se importava com papéis constrangedores, eu suspeito que seja o último porque ele parece ter muita alegria em atuar no filme. A sensação que se tem, é que tentaram fazer aqui uma versão moderna do clássico WARRIORS, SELVAGENS DA NOITE....com tecnologia, mas sem um roteiro cativante. 


De resto podemos dizer que temos uma grande e fumegante pilha de besteiras, que praticamente não tem nenhuma semelhança com o grande jogo produzido pela TECHNOS em que se baseia, e é um exemplo absolutamente terrível de produção cinematográfica em si. Têm um grande elenco (ainda temos as belas Kristina Wagner e Julia Nickson) mas que não funciona na prática. Serve mais como nostalgia mesmo. Nota 7.

Direção de James Yukich.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

O Exorcista III (1990)

O tenente Kinderman (George C. Scott) e o padre Dyer (Ed Flanders), relembram o aniversário da morte de seu amigo em comum, padre Damien Karras, ao verem a peça teatral "Uma vida maravilhosa", em Georgetown. Mas não há o que comemorar, pois há um serial killer particularmente cruel, e horripilante à solta. Seus assassinatos, que envolvem tortura, decapitação e a profanação de ícones religiosos, são bastante agressivos e complexos; lembrando muito o "assassino dos gêmeos " (Brad Douriff), que está morto há quinze anos. Temos mais uma tentativa de fazer a sequência de "O Exorcista" ... vale lembrar que a segunda parte havia fracassado... O diretor Blatty, deu um grande passo para fazer a sequência real do primeiro filme. 


Depois de ver a parte 1, e descobrir que esse filme foi feito pelo criador original, eu já sabia que tinha que ser bom. E vejam só? Foi bem melhor do que bom. Esta produção está diretamente ligada a primeira, mas não parece nada com uma repetição. É totalmente diferente, apesar das histórias estarem todas conectadas. 


Você entenderá se ver os dois (I e III). Brad Douriff faz um excelente trabalho no filme, ele também é famoso por ser o dublador de "Chucky", nos filmes da série "Brinquedo Assassino". Douriff é muito assustador e aparece sempre do nada, para "aprontar". 


Os outros atores (Nancy Fish no papel de enfermeira; e Scott Wilson como Dr Temple) cumprem bem sua parte, não deixando esta produção se tornar mais um clichê de possessões cinematográficas. Não se sente completamente preenchido pelo Exorcista original? Quer mais? Pode pular o "Exorcista II" e conferir esta terceira parte, com certeza não ficará desapontado. Nota 8.

Direção de William Peter Blatty.