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quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

A Casa Maluca (1990)

 


A Casa Maluca (1990). Madhouse. Uma típica comédia de humor negro. Mark (John Larroquette) e Jessie Bannister (Kirstie Alley) têm um problema. Na verdade, vários problemas. Ou seja, seus primos, sua irmã/sobrinho, e os vizinhos ao lado resolveram passar alguns dias de verâneio, na residência do jovem casal. Somado a isso, surgem problemas no trabalho, e um gato maluco que volta sempre da morte (Cemitério Maldito é você?). "Madhouse" é uma comédia rara, com um humor garantido pela presença de seus dois atores principais - Laroquette e Alley. 



Ambos possuem química juntos, e criam os contrapesos necessários para uma comédia de situação. Esta é a história de um casal californiano, que acaba de comprar uma casa em Los Angeles. Em pouco tempo, Mark recebe a notícia de que seu primo fracote, e sua esposa irritante (John Deihl e Jessica Lundy) estão vindo visitá-los. Por mais pedante e que seja a esposa, essas são as menores preocupações, já que surgirão outros personagens igualmente pertubadores, dos quais os Bannister simplesmente não conseguem se livrar. É uma comédia descompromissada, mas à medida que a situação se torna mais ultrajante, e os visitantes se tornam mais numerosos, os Bannister se desesperam para se livrar de seus hóspedes infernais, que tomaram seu lar confortável, e estão lentamente invadindo e destruindo suas vidas (incluindo o trabalho deles). 


A esta altura, o filme apresenta mais risadas, especialmente quando os Bannister se tornam completamente neuróticos. Os fãs de comédias do final dos anos 80/início dos anos 90 irão adorar essa produção. É um bom filme de soneca, para uma tarde de fim de semana. Foi exibido a exaustão na antiga Sessão da Tarde, garantindo sempre aquela distração saudável. Nota 9.



Direção de Tom Ropelewski.


quarta-feira, 7 de junho de 2023

Deu a louca nos monstros (1987)


Deu a louca nos monstros (1987). The Monster Squad. Nesta comédia/paródia de terror, Drácula (Duncan Regehr) está vivo novamente. Na verdade, ele planeja governar o mundo e é por isso que ele procura a ajuda de outros monstros lendários, como Frankenstein e a criatura do lago. No entanto, várias crianças consideradas "nerds" descobrem o plano macabro, e se preparam para defender sua cidade natal.



Este grupo de jovens, possuem um clube na casa da árvore, e se autoproclamam fanáticas por terror. Mal sabem que o entusiasmo no gênero, se tornará útil quando sua cidade for subitamente invadida por Drácula e alguns outros vilões de terror memoráveis. O vampiro começa a aterrorizar as ruas, tentando localizar um poderoso amuleto, com potencial para causar desastres graves. 

Quando ninguém mais acredita nas crianças, ou quando os métodos tradicionais de combate ao crime não funcionam (prender o Lobisomen em uma cadeia normal, nos parece um pouco estúpido, não é?), a patrulha monstro (com a ajuda do vizinho "alemão assustador" e de Frankenstein, que resolve mudar de lado e ajudar os garotos) assume as coisas para salvar o dia. Este filme foi ótimo porque, embora os monstros possam parecer toscos (sem esquecer que é tecnicamente um filme de terror familiar), ele ainda tem grandes qualidades. As crianças são realmente muito legais (especialmente Rudy, mesmo que ele use as calças excessivamente apertadas). 


"The Monster Squad" é uma produção cult muito divertida, com uma história engraçada que envolve aventura, comédia sombria e horror. Uma bela trilha sonora, um grande elenco (Andre Gower, Robby Kiger, Ryan Lambert, Stephen Macht e Jon Gries) e muita diversão! Os fãs de filmes obscuros dos anos 80, certamente terão um ótimo material por aqui e sem contra-indicação. Nota 9.

Direção de Fred Dekker. Nota 8.

terça-feira, 5 de abril de 2022

Meus vizinhos são um terror (1993)


The Burbs. Em um bairro típico dos EUA, uma nova família se muda, ao lado do desconfiado vizinho Ray Peterson (Tom Hanks). Essas novas pessoas são realmente estranhas; ninguém os vê, sua casa é uma verdadeira bagunça, e durante a noite você pode ouvir barulhos suspeitos no porão. A única coisa que se sabe é o nome deles: Klopeks. Um dia, o personagem Walter (Gale Gordon), um velho do bairro, desaparece subitamente e todos começam a suspeitar dos Klopeks. 


O enredo não é tão relevante neste filme, mas sim os personagens que se enredam nele. No elenco fantástico, temos Tom Hanks, que interpreta o vizinho cético, da nova família no quarteirão (um monte de excêntricos que nunca saem de casa); Rick Ducommun, que interpreta Art, o amigo guloso de Hanks, convencido de que os novos vizinhos são assassinos que sugam cérebros; Bruce Dern, é Mark, o ex-soldado que ainda não deixou suas raízes militares para trás; e por último, mas não menos importante, Corey Feldman, que interpreta Rick, o vizinho idiota adolescente, que basicamente assiste os eventos do filme se desenrolarem, no conforto de sua varanda da frente. 


Esses personagens são tão bem-humorados e tão malucos, que você só precisa acreditar que há um bairro em algum lugar, com pessoas como essas. A química entre todos os personagens é simplesmente impressionante, e muito do humor do filme, vêm da maneira ridícula, em que o diretor retrata suas interações. Eu desafio qualquer pessoa que tenha visto esse filme nos anos 90 (passava direto na Globo), a assisti-lo novamente, desta vez prestando pouca atenção à história, e concentrando-se nos personagens soberbamente interpretados. 



Apesar de alguns pequenos problemas, continua sendo um filme extremamente engraçado, com um diálogo fantástico e performances muito boas de seu elenco. Para os fãs de humor negro, "Meus vizinhos..." é um antídoto perfeito, para o excesso atual de comédias desagradáveis ​​de Hollywood. Nota 8,5.

Direção de Joe Dante.


terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Garoto do Futuro (1984)


Michael J. Fox interpreta um típico estudante do ensino médio, que descobre possuir um pedigree familiar incomum, que acaba o transformando em um lobisomem juvenil. Eu acho que as pessoas podem se identificar com esta produção de muitas maneiras, certos personagens apesar de serem clichês, apresentam os mesmos problemas de popularidade, solidão, intimidação, relacionamentos, etc ... coisas comuns de adolescentes. Com toda a justiça, este filme não difere muito do vasto leque de produções descartáveis sobre o ensino médio, e a figura do lobisomem é apenas uma representação diferente da angústia juvenil. 



Não é realmente um filme perfeito, e o que você vê não é original, e não há efeitos especiais deslumbrantes (quando Fox se transforma no "lobo adolescente" vestido com seu uniforme de basquete, ele parece um cruzamento entre o Chewbacca, e o lendário ator Gene Wilder), é mais uma fantasia baseada em personagens escolares. Fox está brilhante aqui - engraçado, natural e uma estrela em início de carreira. 


Há performances atraentes por toda a parte, especialmente a de Jerry Levine (ÁGUIA DE AÇO) como Stiles, e a de Matt Adler (SURFE NO HAVAI) como Lewis. Tudo isso aliado a uma trilha sonora interessante, fizeram desta produção, uma sólida jóia cult. Ainda gerou uma continuação, GAROTO DO FUTURO 2, de 1987. 



Curiosidade: o titulo brasileiro, faz menção ao fato do ator Michael J. Fox ter participado da trilogia DE VOLTA PARA O FUTURO, ou seja, apenas uma maneira caça-níquel que as produtoras de vídeo arranjaram de divulgar o filme, pois de futuro, a história não tem absolutamente nada. Recomendável. Nota 8,5.

Direção de Rod Daniel.


quinta-feira, 30 de julho de 2020

Cemitério Maldito (1989)

Cemitério Maldito (1989). Pet Sematary. Ansioso para recomeçar sua vida, o jovem médico Louis Creed (Dale Midkiff) e sua família - sua esposa Rachel (Denise Crosby), sua filha Ellie (Blaze Berdahl) e seu bebê de três anos, Gage (Miko Hughes) - se mudam para uma nova casa, em uma pequena cidade rural, perto de uma alarmante estrada movimentada. No entanto, após a morte do querido gato de Rachel, em um acidente terrível, Louis desesperado, segue o conselho de seu vizinho amigável, para enterrá-lo em um cemitério antigo de Micmac (um santuário místico, imbuído de supostos poderes de reanimação) para trazê-lo "de volta". 


Agora, vitima de outra tragédia, Louis não tem outra escolha, senão voltar ao cemitério local, com grandes esperanças de que, desta vez, as coisas sejam diferentes para a felicidade de sua família. No entanto, este retorno sepulcral poderá trazer terríveis consequências....Esta adaptação assustadora e sangrenta de Stephen King, apresenta excelentes performances de Dale Midkiff, Fred Gwynne (que morreu tristemente, há alguns anos), Denise Crosby e alguns efeitos realmente horríveis. 


A diretora Mary Lambert tem um maravilhoso senso de estilo visual, conseguindo fazer desta, uma das poucas versões da obra de King, que não só vale a pena ver, mas também cultuar. A representação da criança zumbi Gage (Miko Hughes - participou também de "New Nightmare") é igualmente digna de elogios, ou melhor, conseguem transformar um personagem meigo, em algo ameaçador e assustador. 


Se você acha que o filme não é assustador - assista sozinho no escuro, e garanto que "Pet Sematary" é tão poderoso quanto "O Massacre da Serra Elétrica". Um clássico, recomendado para qualquer tipo de fã de horror e ficção. Nota 9.

Direção de Mary Lambert.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

CHERRY 2000 (1987)


CHERRY 2000 (1987). No distante e futurístico ano de 2017, Sam (David Andrews), um homem rico, tem uma vida artificialmente feliz, ao lado de uma mulher perfeita e robótica. Em um fatídico dia, a esposa animatrônica de Sam, chamada Cherry 2000 (a bela atriz-modelo Pamela Gidley , que infelizmente morreu jovem aos 53 anos) sofre um acidente aquático e acaba ficando com danos permanentes em seu sistema. 


Desesperado por um novo modelo de boneca-robô, Sam acaba descobrindo que o último modelo existente, se encontra em uma fábrica abandonada, em uma zona desértica, tomada por rebeldes-mutantes. Para ter acesso a ela, ele contrata a sensual "guerreira-renegada-estilo-mad-max" E. Johnson (Melanie Griffith), para encontrar este modelo robótico tão raro. Esta jornada, os levarão à região traiçoeira e sem lei chamada "Zona 7", sob o soberano tirano Mr Lester (Tim Thomerson). 


Durante sua jornada, Sam aprende da maneira mais difícil, que a mulher perfeita não é feita de chips e miolos de computador, mas sim de carne e ossos reais (sem spoilers ok?). Bom, CHERRY 2000 finalmente alcançou o status de "filme cult". Mas, diferentemente de muitos outras produções, ela realmente merece o título. Há muitas coisas positivas por aqui. O ator Ben Johnson tem um bom e trágico papel (com que frequência você consegue isso em um filme b?). A bela Griffith é alternadamente rústica e delicada ao mesmo tempo. 


Claro, Tim Thomerson como Lester quase rouba a cena, proporcionando um vilão verdadeiramente estranho e cruel. Os efeitos são bregas, com certeza, mas eles nunca parecem falsos, ao contrário de muitos filmes lançados atualmente. Quando você vê o carro da E. Johnson sendo pendurado na barragem Hoover, é um carro real, e não um efeito digital estúpido. O filme deixa sua mensagem de forma muito óbvia, mas, considerando as claras restrições orçamentárias com as quais eles estavam trabalhando, isso é uma dádiva e não um defeito. 


A sátira às vezes é hilária (observe Larry Fishburne, como advogado de óculos refletivos, no melhor estilo Morpheus; e a irônica derrocada final do vilão). Se você é fã de filmes apocalípticos como MAD MAX e FUGA DE NOVA IORQUE, não irá  se arrepender de apreciar este clássico, que era exibido a exaustão, na Tv global dos anos 90. Nota 8,5.

Direção de Steve De Jarnatt.

quinta-feira, 19 de março de 2020

Isto é SPINAL TAP! (1984)

Comédia musical, estilo falso documentário. Em 1982, a lendária (pseudo) banda de heavy metal inglesa Spinal Tap, tenta uma turnê americana de retorno, acompanhada por um fã que também é cineasta. O (pseudo) documentário resultante, intercala performances musicais poderosas, aliado as letras profundas do conjunto (que concentra um grande elenco: Rob Reiner, Christopher Guest, Michael McKean, Harry Shearer....mais o elenco de apoio: Billy Crystal, Dana Carvey, Fran Drescher, Paul Shaffer, Howard Hesseman, Ed Begley, Jr., Fred Willard, Angelica Huston); além de mostrar abertamente um grupo de rock indo em direção à crise (e talvez ao seu fim), culminando no infame (e hilário) caso do indesejado cenário de Stonehenge, de dezoito polegadas de altura. 


O filme é quase uma "tragédia", de tão bem que narra os fatos envolvendo uma banda profissional (Beatles e LED Zeppelin tiveram finais parecidos). Apesar de, a melhor parte ser os argumentos de bastidores e entrevistas sinceras, o diálogo é fantástico do começo ao fim, e é feito por um elenco excelente, que oferece linhas absurdas, com uma "cara-de-pau" séria. McKean, Guest e Shearer são os mais fortes aqui, com a maioria dos melhores textos. 


O elenco de apoio também é abarrotado de aparições de pessoas como: Bruno Kirby, Billy Crystal, Begley Jr., Macnee, Paul Shaffer, Anjelica Huston etc.. O fato de os membros da banda não serem muito brilhantes torna tudo engraçado. Especialmente a cena, em que o vocalista fala sobre um amplificador que vai para onze em vez de dez e, portanto, produz sons mais altos (ou qualquer tolice nesse sentido). 


Robin Reiner se destaca como diretor, escritor e documentarista. No geral, este é uma ótima produção, tanto foi dito sobre isso que ainda vale a pena conferir na tela, caso não conheça. Embora não seja uma paródia como "Apertem os cintos...", esse filme é mais interessante, já que a comédia vem do diálogo tolo, e da pura imaginação da escrita. Nota 9.

Direção de Robin Reiner.  

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Além da Imaginação (1983)

The Twilight Zone: The Movie (1983). Twilight Zone foi uma série de televisão norte-americana da década de 50, criada por Rod Serling e dirigida por Stuart Rosenberg, apresentando histórias de ficção científica, suspense, fantasia e terror. Em 1983, os produtores americanos decidem fazer um filme, em homenagem ao seriado. Com produção de Steven Spielberg, tinha no elenco Dan Aykroyd, Albert Brooks, Vic Morrow, John Lithgow e Scatman Crothers. A produção trazia três episódios clássicos da série original, e incluia uma nova história. John Landis dirige o prólogo e o 1º segmento, Steven Spielberg dirige o 2º, Joe Dante o 3º, e George Miller dirige o segmento final. O episódio dirigido por Landis se tornou notório porque ocorreu um acidente fatal de helicóptero durante a filmagem, com a morte do ator Vic Morrow e de dois atores infantis. 


O enredo dele envolve um homem amargo e racista (Vic Morrow) experimentando seu próprio veneno. Pelas três mortes reais que causou - (o ator Vic Morrow foi decapitado pela queda de um helicóptero, e dois artistas mirins vietnamitas que estavam juntos, foram esmagados), John Landis (que dirigiu isso) chegou a ser acusado, mas foi considerado inocente pelas mortes. O segundo episódio é dirigido por Steven Spielberg. Envolve um homem velho (Scatman Crothers) trazendo suavemente à vida, os idosos em uma pousada. Esse talvez é o mais fraco deles. O terceiro episódio é dirigido por Joe Dante. É um remake de um menino que pode realizar todos os seus desejos. 


É bem dirigido com alguns efeitos especiais verdadeiramente incríveis, e uma boa performance de Kathleen Quinlan no papel de Helen. Infelizmente acabou sendo prejudicado por um final feliz e bobo (o original não tinha isso). Billy Mumy (a estrela do original) faz uma participação, e Dante Dick Miller aparece como Walter Paisley. O quarto é o melhor. Dirigido por George Miller, é um remake do episódio de William Shatner, onde ele vê um monstrinho-gremlin rasgando o avião em que está voando. O gremlin no original parecia bastante ridículo - como um ursinho de pelúcia. Aqui John Lithgow interpreta o passageiro, e o gremlin é bem mais diabólico. Em suma, um filme agradável. Eu gostei quando vi na sessão da tarde, no final dos anos 80 (quem diria, que filmes como esse eram exibidos no horário da tarde). 


Com belos efeitos e um grande roteiro, infelizmente este clássico ficou manchado pelas mortes envolvidas, porém ele também possui seus valores de produção e alguma distração. Eu recomendo para fãs de terror e para aqueles que admiram programas como "Arquivo X" e outras ficções. Nota 8,5.

Direção de Joe Dante, John Landis etc.

sábado, 16 de novembro de 2019

Psicose 4 - A Revelação (1990)

Psycho IV: The Beginning. Norman Bates (Anthony Perkins) retorna para este episódio final, mais uma vez tendo problemas com sua figura materna (Olivia Hussey). Desta vez, ele é convidado a conversar com um apresentador de rádio, compartilhando suas antigas e pertubadoras memórias. Estaria Norman arrependido, e recuperado de seus transtornos? Eu gostei de como este filme mergulhou no passado conturbado de Norman Bates. Esse foi provavelmente o melhor aspecto dele. Anthony Perkins mais uma vez reprisa seu papel, depois de sofrer aquela horrível humilhação do terceiro episódio. Olivia Hussey interpreta de forma maléfica a mãe de Norman. 


O jeito que ela grita com ele e retira sua masculinidade é simplesmente horrível. Mas, no entanto, ela consegue permanecer humana em algumas cenas. Henry Thomas fez um bom trabalho ao interpretar Norman Bates na adolescência, mas seu desempenho carece do charme nerd e infantil, que Anthony Perkins tinha no filme original. Quanto ao resto dos atores, bem, a maioria deles não vale a pena mencionar. 


Exceto Thomas Schuster, que interpretou Chet Rudolph, o cowboy da meia-noite de Norman Bates. Seu personagem era muito arrogante e rude, aquele cara que você gosta de odiar. O tipo de homem que a mãe traria para casa e espera que você ligue para a polícia. O diretor Mick Garris não é Alfred Hitchcock. Ele também não é Richard Franklin. Mas ele consegue oferecer uma boa experiência à série PSICOSE. 


Não é tão bom quanto Psycho ou Psycho II, mas funciona bem, como o último episódio clássico da franquia. Infelizmente, o ator Anthony Perkins acabaria morrendo dois anos depois do lançamento do filme, vitima do HIV. Fica aqui, nossa homenagem a este monstro sagrado do cinema. Nota 9.

Direção de Mick Garris.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

A Volta dos Mortos-Vivos (1985)

The Return of the Living Dead. Franquia de baixo-orçamento e de grande sucesso nos anos 80. Funcionários desajeitados de um armazém químico, acidentalmente liberam um gás mortal no ar. Esses vapores tóxicos chegam até as pessoas  mortas,  que voltam a vida na forma de estúpidos zumbis, que acabam causando um grande tumulto por Louisville, Kentucky, buscando sua comida favorita, o cérebro dos vivos!. Muitos anos antes da internet, Tv-a-cabo e joguinhos de PC, "Return...'' nos apresentou zumbis velozes, que podiam correr, pular e trabalhar em grupo, atacando pessoas e fazendo disso uma atividade "tragicômica". Estes monstros não são nada lentos; eles falam, pensam e resolvem problemas. 


Os personagens adultos deste filme são bem mais interessantes, do que os adolescentes (a gangue teen, é bem fraca e clichêzinha para falar a verdade). James Karen (Frank) é absolutamente histérico em seu papel como o gerente do depósito médico, cuja irresponsabilidade desastrosa leva à liberação dos monstros. Clu Gulager (Burt) é um idiota corporativo estressado, que fará de tudo para salvar o nome e a reputação do armazém que possui. E Don Calfa (Ernie) está excelente como o agente funerário sombrio, que pode ou não ser um ex-nazista. 


O grupo de personagens é incompatível na trama, mas se reúne e forma um vínculo, revidando e ficando mais desesperado, à medida que os zumbis se tornam mais fortes. Este filme nunca desacelera, nem por um minuto. Não há cenas de explicação longas, nenhuma configuração chata, apenas "emoção-killig-zumbi", desde a primeira cena. 


É a homenagem perfeita aos filmes de Romero; não existe um final feliz aqui, apenas uma reviravolta irônica que fará sorrir até o mais cínico pessimista. Este filme já é um clássico cult e merece seu status, não foi um sucesso estrondoso como "Sexta-feira 13", ou a "Hora do pesadelo", mas conseguiu uma boa parcela de fãs, até os dias atuais. Nota 8.

Direção de Dan O'Bannon.

sábado, 21 de setembro de 2019

Poltergeist: O Fenômeno (1982)

Clássico do terror, verdadeiramente assustador e perturbador, do início dos anos 80. Uma família típica é visitada por fantasmas em sua casa. A princípio, os espíritos parecem amigáveis, movendo objetos pela casa para a diversão de todos. Depois se tornam desagradáveis, ​​e começam a aterrorizar a família, "sequestrando" a filha mais nova. O casal Steve (Craig T. Nelson) e Diane (JoBeth Williams) parecem levar uma vida normal. Ele é um agente imobiliário de sucesso, e ela é uma dona de casa amorosa. Eles têm três filhos saudáveis (Rob - Oliver Robins; Dana - Dominique Dunne (infelizmente, essa atriz foi assassinada na mesma época do lançamento do filme); e Carol - Heather O'Rourke), mas uma noite tudo isso muda lentamente. 


Carol Anne, a criança mais nova (a inesquecível Heather O'Rourke; infelizmente, ela também morreu, alguns anos depois, de problemas cardíacos, com apenas 12 anos) começa a conversar com espíritos invisíveis, através de uma estação de televisão embaralhada. Os pais não se preocupam muito com isso, até os móveis começarem a se mover por conta própria. No entanto, o verdadeiro terror começa, quando Carol Anne é levada para outra dimensão, pelo "pessoal da TV". Agora, paranormalistas liderados pela doutora Lesh (a bela Beatrice Straight) e pela desacreditada médium Tangina (a carismática atriz anã, Zelda Rubinstein), devem entrar nesse submundo espiritual, e tentar trazer Carol Anne de volta à sua família. Tobe Hooper, diretor mais conhecido por "Massacre da Serra Elétrica", altamente avaliado, fez um trabalho admirável aqui com a direção do filme. 


No entanto, há rumores de que Steven Spielberg participou, durante sua folga de "E.T", e fez a maior parte do trabalho. Isso faz mais sentido, pois o filme é realmente brilhante e inesquecível. 


Os efeitos especiais também são impressionantes, e "Poltergeist" acaba sendo uma daquelas produções que ficam com você, por um longo tempo, mesmo depois de assisti-lo pela primeira vez. Nota 10.

Direção de Tobe Hooper.

Lost Boys, Os Garotos Perdidos (1987)

Uma mãe e seus dois filhos se mudam para uma pequena cidade costeira, na Califórnia. O lugar é atormentado por motociclistas, e algumas mortes misteriosas. O menino mais novo (Corey Haim), faz amizade com dois outros garotos, que afirmam ser caçadores de vampiros, enquanto o rapaz mais velho (Jason Patric), é atraído para a gangue de motoqueiros, por causa de uma garota bonita. Michael começa a passar várias noites fora de casa, enquanto Sam começa a ter problemas por causa da obsessão de seus amigos. Mais um sucesso oitentisa, estrelando a dupla de Coreys (o Haim, e o Feldman). 


Com certeza, é provavelmente o melhor filme de vampiro daquele período, e com um elenco muito sólido (Jason Patric, Corey Haim, Kiefer Sutherland, Jami Gertz, Corey Feldman, Dianne Wiest, Edward Herrmann, Alex Winter, Jamison Newlander, e Barnard Hughes).  The Lost Boys é como o "Crepúsculo" do final dos anos 80. 


A diferença entre os dois, é que aqui se constrói uma trama "vampiro rock-n-roll cult", enquanto que Crepúsculo é só um filme bobo para meninas adolescentes. De qualquer forma, a produção é absolutamente linda, e o diretor Joel Schumacher soube como filmar cenas noturnas. Este filme é tanto um horror, quanto uma comédia ao mesmo tempo. 


Qualquer produção que apresente Corey Haim e Corey Feldman, será um filme interessante, sem poder levar muito a sério alguns pequenos detalhes, é claro. Se você não sabe quem são esses dois caras, é melhor procurar descobrir. Apenas assista o filme e aproveite sua trilha sonora, com muito INXS, Run DMC e The Doors. Nota 9.

Dirigido por Joel Schumacher.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

O Cristal Mágico (1986)

Mo Fe Cui. Filme de ação feito em Hong Kong, estrelado pela dupla de atores/lutadores  Andy Lau e Cynthia Rothrock (uma espécie de versão feminina de Chuck Norris). Aproveitando a popularidade dos mega-hits de Steven Spielberg, E.T. e INDIANA JONES, o cineasta chinês, Wong Jing, dirigiu esse filme sobre Andy (Andy Lau) que, juntamente com os amigos Pin (Bin Bin) e Pancho (Jing Wong), se aventuram na Grécia para encontrar seu amigo Shen (Phillip Ko), perdido há muito tempo. Eles logo descobrem que Shen está sendo seguido tanto pela KGB, quanto pela Interpol, depois de encontrar algumas jóias raras, em uma escavação arqueológica. 


Após uma série desagradável de eventos, Andy acaba em Hong Kong com as pedras, que, ao que parece, não são jóias, mas uma forma de vida alienígena. Enquanto isso, Karov (Richard Norton, MAD MAX 4), um mágico do mal, está decidido a colocar as mãos na gema-alienígena, fazendo o que for necessário. Cynthia Rothrock é Cindy, uma agente da Interpol que procura o cristal mágico, junto com Andy Lau, que  também é algum tipo de agente especial. 


O cristal tem o poder de projetar imagens e até de fazer uma lavagem cerebral, a uma certa distância. Richard Norton é um russo ganancioso, que procura usar o cristal para seu próprio prazer. A mistura de gêneros diferentes - ficção científica e artes marciais - não é 100% eficaz, mas às vezes é interessante, principalmente durante as cenas de luta, que são ágeis e ferozes. Os destaques ficam por conta de Cynthia Rothrock (seu kung-fu de águia), Richard Norton (a maneira como ele lida, com suas armas afiadas duplas), Andy Lau (usando um guarda-chuva como arma!), e a atriz que interpreta sua irmã (com habilidades surpreendentes, de flexão de corpo), são excelentes exemplos de ação. 


Eu recomendo esse filme para admiradores da bela atriz Cynthia, bem como para qualquer fã de cinema de artes marciais, dos anos 80 de Hong Kong. Não é uma super-produção, mas possui bons momentos. Nota 8,5.

Direção de Jing Wong.