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quinta-feira, 30 de julho de 2020

Cemitério Maldito (1989)

Cemitério Maldito (1989). Pet Sematary. Ansioso para recomeçar sua vida, o jovem médico Louis Creed (Dale Midkiff) e sua família - sua esposa Rachel (Denise Crosby), sua filha Ellie (Blaze Berdahl) e seu bebê de três anos, Gage (Miko Hughes) - se mudam para uma nova casa, em uma pequena cidade rural, perto de uma alarmante estrada movimentada. No entanto, após a morte do querido gato de Rachel, em um acidente terrível, Louis desesperado, segue o conselho de seu vizinho amigável, para enterrá-lo em um cemitério antigo de Micmac (um santuário místico, imbuído de supostos poderes de reanimação) para trazê-lo "de volta". 


Agora, vitima de outra tragédia, Louis não tem outra escolha, senão voltar ao cemitério local, com grandes esperanças de que, desta vez, as coisas sejam diferentes para a felicidade de sua família. No entanto, este retorno sepulcral poderá trazer terríveis consequências....Esta adaptação assustadora e sangrenta de Stephen King, apresenta excelentes performances de Dale Midkiff, Fred Gwynne (que morreu tristemente, há alguns anos), Denise Crosby e alguns efeitos realmente horríveis. 


A diretora Mary Lambert tem um maravilhoso senso de estilo visual, conseguindo fazer desta, uma das poucas versões da obra de King, que não só vale a pena ver, mas também cultuar. A representação da criança zumbi Gage (Miko Hughes - participou também de "New Nightmare") é igualmente digna de elogios, ou melhor, conseguem transformar um personagem meigo, em algo ameaçador e assustador. 


Se você acha que o filme não é assustador - assista sozinho no escuro, e garanto que "Pet Sematary" é tão poderoso quanto "O Massacre da Serra Elétrica". Um clássico, recomendado para qualquer tipo de fã de horror e ficção. Nota 9.

Direção de Mary Lambert.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

Delírios de um anormal (1978)

Produção Nacional. Postagem em homenagem, a um dos melhores cineastas do terror, falecido recentemente. Dr. Hamilton (Jorge Peres), um psicólogo interessado em assuntos  sobrenaturais, é casado com sua amada esposa Tânia (Magana Miller). Com o passar do tempo, Hamilton passa a ter pesadelos com Zé do Caixão, que quer levar Tânia para gerar seu descendente perfeito. Seu colega de clínica, Dr. Adolfo Hansen (Jayme Cortez) convida José Mojica Marins, criador de Zé do Caixão, para convencer  Hamilton, de que o personagem não existe, sendo um fruto de sua imaginação hiperativa. 


Para este filme em particular, Mojica reuniu inúmeras cenas de seu trabalho, e juntou-as com uma pequena filmagem para contar a história do cientista Dr. Hamilton, que sofre de pesadelos terríveis, nos quais vê o ícone do terror cult "Coffin Joe" (interpretado por Zé do Caixão) tentando fugir com sua esposa Tânia. O médico que trata Hamilton, convida Zé para auxiliá-lo, acreditando que o criador de Coffin Joe pode ter a chave para curar seus pesadelos, o que, por sua vez, acaba dando a Mojica uma ideia para seu próximo filme. 


Com a maior parte do tempo gasto pelos pesadelos de Hamilton, que são essencialmente uma compilação de imagens esquisitas aleatórias, tiradas de contexto (imagens essas, que jamais fariam sentido em qualquer contexto). Para a maioria dos fãs de terror nacional, "Delírios de um anormal" é uma experiência incrivelmente tediosa, sem sentido e colossal perda de tempo, especialmente para quem já viu a maioria dos filmes mais conhecidos de Mojica, porém, para nós do blog que sempre conseguimos extrair alguma coisa positiva, "Delírios" serve bem para aqueles iniciantes na obra do grande mestre (me lembro de ter comprado o DVD nas Lojas Americanas por apenas 5 reais!). 


Se ainda não viu "A meia-noite levarei sua alma"/"A meia-noite encarnarei no teu cadáver"; "Delírios" pode funcionar muito bem como aperitivo inicial, para a apreciação do maior ícone do terror, que já existiu fora do eixo EUA/Europa. Nota 8. 

Direção de José Mojica Marins .

quinta-feira, 19 de março de 2020

Isto é SPINAL TAP! (1984)

Comédia musical, estilo falso documentário. Em 1982, a lendária (pseudo) banda de heavy metal inglesa Spinal Tap, tenta uma turnê americana de retorno, acompanhada por um fã que também é cineasta. O (pseudo) documentário resultante, intercala performances musicais poderosas, aliado as letras profundas do conjunto (que concentra um grande elenco: Rob Reiner, Christopher Guest, Michael McKean, Harry Shearer....mais o elenco de apoio: Billy Crystal, Dana Carvey, Fran Drescher, Paul Shaffer, Howard Hesseman, Ed Begley, Jr., Fred Willard, Angelica Huston); além de mostrar abertamente um grupo de rock indo em direção à crise (e talvez ao seu fim), culminando no infame (e hilário) caso do indesejado cenário de Stonehenge, de dezoito polegadas de altura. 


O filme é quase uma "tragédia", de tão bem que narra os fatos envolvendo uma banda profissional (Beatles e LED Zeppelin tiveram finais parecidos). Apesar de, a melhor parte ser os argumentos de bastidores e entrevistas sinceras, o diálogo é fantástico do começo ao fim, e é feito por um elenco excelente, que oferece linhas absurdas, com uma "cara-de-pau" séria. McKean, Guest e Shearer são os mais fortes aqui, com a maioria dos melhores textos. 


O elenco de apoio também é abarrotado de aparições de pessoas como: Bruno Kirby, Billy Crystal, Begley Jr., Macnee, Paul Shaffer, Anjelica Huston etc.. O fato de os membros da banda não serem muito brilhantes torna tudo engraçado. Especialmente a cena, em que o vocalista fala sobre um amplificador que vai para onze em vez de dez e, portanto, produz sons mais altos (ou qualquer tolice nesse sentido). 


Robin Reiner se destaca como diretor, escritor e documentarista. No geral, este é uma ótima produção, tanto foi dito sobre isso que ainda vale a pena conferir na tela, caso não conheça. Embora não seja uma paródia como "Apertem os cintos...", esse filme é mais interessante, já que a comédia vem do diálogo tolo, e da pura imaginação da escrita. Nota 9.

Direção de Robin Reiner.  

sábado, 16 de novembro de 2019

Psicose 4 - A Revelação (1990)

Psycho IV: The Beginning. Norman Bates (Anthony Perkins) retorna para este episódio final, mais uma vez tendo problemas com sua figura materna (Olivia Hussey). Desta vez, ele é convidado a conversar com um apresentador de rádio, compartilhando suas antigas e pertubadoras memórias. Estaria Norman arrependido, e recuperado de seus transtornos? Eu gostei de como este filme mergulhou no passado conturbado de Norman Bates. Esse foi provavelmente o melhor aspecto dele. Anthony Perkins mais uma vez reprisa seu papel, depois de sofrer aquela horrível humilhação do terceiro episódio. Olivia Hussey interpreta de forma maléfica a mãe de Norman. 


O jeito que ela grita com ele e retira sua masculinidade é simplesmente horrível. Mas, no entanto, ela consegue permanecer humana em algumas cenas. Henry Thomas fez um bom trabalho ao interpretar Norman Bates na adolescência, mas seu desempenho carece do charme nerd e infantil, que Anthony Perkins tinha no filme original. Quanto ao resto dos atores, bem, a maioria deles não vale a pena mencionar. 


Exceto Thomas Schuster, que interpretou Chet Rudolph, o cowboy da meia-noite de Norman Bates. Seu personagem era muito arrogante e rude, aquele cara que você gosta de odiar. O tipo de homem que a mãe traria para casa e espera que você ligue para a polícia. O diretor Mick Garris não é Alfred Hitchcock. Ele também não é Richard Franklin. Mas ele consegue oferecer uma boa experiência à série PSICOSE. 


Não é tão bom quanto Psycho ou Psycho II, mas funciona bem, como o último episódio clássico da franquia. Infelizmente, o ator Anthony Perkins acabaria morrendo dois anos depois do lançamento do filme, vitima do HIV. Fica aqui, nossa homenagem a este monstro sagrado do cinema. Nota 9.

Direção de Mick Garris.

sábado, 19 de outubro de 2019

Os Pássaros 2 (1994)

The Birds II: Land's End. Um professor de biologia e sua família, decide passar um tempo em uma casa de veraneio, localizada em uma ilha. Neste local, ele pretende escrever uma tese importante, enquanto supera a morte de um de seus filhos. Enquanto eles estão lá, um grande bando de pássaros aparecem e começam a atacar humanos individualmente, sem motivo aparente. O prefeito da cidade (que também é o médico local) se recusa a acreditar que os pássaros são os responsáveis, ​​pela avalanche de ferimentos que estão ocorrendo. Porém, em pouco tempo, ele não tem outra opção, a não ser se defender destes mesmos pássaros que começam, a atacar grupos maiores de civis. 


Nós sabemos muito bem, que fazer qualquer "alteração" no trabalho de um gênio como Alfred Hitchcock, é praticamente impossível, porém a atuação dos atores que compõem a família do filme (Brad Johnson e Chelsea Field como Ted e May; e duas atrizes menos conhecidas como suas filhas) pelo menos compensam até certo ponto, um desdobramento cinematográfico ruim. A história da agressão de pássaros e as reações irracionais das pessoas ao inesperado, não muda neste roteiro. 


No entanto, as linhas de diálogos entre os personagens, principalmente com as pessoas da vila atacada, poderia ter sido muito mais inteligente. A única característica melhor do que a do filme original, foram as paisagens. Alfred Hitchcock concentrou-se no suspense, enquanto este filme tem tempo para se concentrar mais na estética. É certo que isso ainda não o aproxima de ser um clássico, mas ainda é bastante agradável. Outro ponto questionável, é que o diretor Rick Rosenthal (HALLOWEEN 2), resolveu usar um pseudônimo - Alan Smithee. 


Com base nisso, você não pode contar com uma boa direção - e eu certamente não culpo Rick Rosenthal por negar esta produção, afinal de contas, ainda estamos falando de um dos trabalhos do gênio imortal Alfred Hitchcock, sendo impossível quaquer comparação.....ainda assim, esta continuação (e não um remake!) diverte, e serve como curiosidade para fãs de terror, no geral. Nota 8,5.

Direção de  Alan Smithee.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

O Bebê de Rosemary (1968).


Rosemary's Baby. Rosemary e Guy (Mia Farrow e John Cassavetes), são casados e se mudam para um novo apartamento, cercado por vizinhos excêntricos e ocorrências estranhas. Quando a esposa fica "misteriosamente grávida", a paranóia sobre a segurança do bebê, começa a afetar a vida do casal. Com toda certeza, é uma das maiores produções de todos os tempos. A força do filme é o roteiro, que através da trama e do diálogo, implica e sugere. Somente perto do fim, descobrimos a verdade presumida. O suspense aumenta no final, enquanto Rosemary se aventura, no interior do apartamento diabólico, de seus vizinhos "do mal". A atuação é ótima, e reforça o roteiro bem elaborado. Gostei particularmente da atriz Ruth Gordon (no papel de Minnie), com seu comportamento e maneirismos excêntricos. 


O design de produção e especialmente os figurinos, são luxuosos e coloridos. Já as roupas e penteados, como seriam de esperar, são típicos da década de 1960. Os efeitos visuais são mínimos, e são usados ​somente ​para aprimorar a história. Dado o ponto de vista do filme, a trama é bastante subjetiva. Sua interpretação é baseada nas percepções, imagens e medos do personagem Rosemary. 


Pode-se dizer que ela sofre de delírios, ou, alternativamente, pode-se explicar que o que acontece é real. Está tudo na interpretação!. De qualquer forma, é um ótimo filme. Ele se mantém bem, mesmo quarenta anos depois. Causou uma revolução no cinema de terror/suspense da época, em um período onde os filmes de horror sofriam de uma certa ingenuidade, com excessos de "dráculas", e monstros de borracha com ziper nas costas. Ele também demonstra, um outro aspecto da cultura norte-americana, que já começava a preocupar as autoridades: o surgimento das seitas satânicas nos EUA, um problema que afetou bem o país, naquele período. 


Existe também uma "maldição" envolvendo os artistas participantes do filme. A atriz Sharon Tate (esposa do diretor na época; e que faz uma ponta não creditada), acabou sendo assassinada pouco tempo depois na vida real, pela seita diabólica, do maníaco Charles Manson. Mia Farrow teve inúmeros problemas pessoais em toda sua vida;  John Cassavetes morreu em circunstâncias misteriosas; e por fim, o ex Beatle John Lennon foi assassinado na frente do prédio, que serviu de locação para o filme, entre outros acontecimentos ruins. Coincidências a parte, trata-se de uma obra prima, digna de apreciação e que sempre habitará a lista das produções mais impactantes de todos os tempos. Nota 10.

Direção de Roman Polanski.

sábado, 21 de setembro de 2019

Poltergeist: O Fenômeno (1982)

Clássico do terror, verdadeiramente assustador e perturbador, do início dos anos 80. Uma família típica é visitada por fantasmas em sua casa. A princípio, os espíritos parecem amigáveis, movendo objetos pela casa para a diversão de todos. Depois se tornam desagradáveis, ​​e começam a aterrorizar a família, "sequestrando" a filha mais nova. O casal Steve (Craig T. Nelson) e Diane (JoBeth Williams) parecem levar uma vida normal. Ele é um agente imobiliário de sucesso, e ela é uma dona de casa amorosa. Eles têm três filhos saudáveis (Rob - Oliver Robins; Dana - Dominique Dunne (infelizmente, essa atriz foi assassinada na mesma época do lançamento do filme); e Carol - Heather O'Rourke), mas uma noite tudo isso muda lentamente. 


Carol Anne, a criança mais nova (a inesquecível Heather O'Rourke; infelizmente, ela também morreu, alguns anos depois, de problemas cardíacos, com apenas 12 anos) começa a conversar com espíritos invisíveis, através de uma estação de televisão embaralhada. Os pais não se preocupam muito com isso, até os móveis começarem a se mover por conta própria. No entanto, o verdadeiro terror começa, quando Carol Anne é levada para outra dimensão, pelo "pessoal da TV". Agora, paranormalistas liderados pela doutora Lesh (a bela Beatrice Straight) e pela desacreditada médium Tangina (a carismática atriz anã, Zelda Rubinstein), devem entrar nesse submundo espiritual, e tentar trazer Carol Anne de volta à sua família. Tobe Hooper, diretor mais conhecido por "Massacre da Serra Elétrica", altamente avaliado, fez um trabalho admirável aqui com a direção do filme. 


No entanto, há rumores de que Steven Spielberg participou, durante sua folga de "E.T", e fez a maior parte do trabalho. Isso faz mais sentido, pois o filme é realmente brilhante e inesquecível. 


Os efeitos especiais também são impressionantes, e "Poltergeist" acaba sendo uma daquelas produções que ficam com você, por um longo tempo, mesmo depois de assisti-lo pela primeira vez. Nota 10.

Direção de Tobe Hooper.

Lost Boys, Os Garotos Perdidos (1987)

Uma mãe e seus dois filhos se mudam para uma pequena cidade costeira, na Califórnia. O lugar é atormentado por motociclistas, e algumas mortes misteriosas. O menino mais novo (Corey Haim), faz amizade com dois outros garotos, que afirmam ser caçadores de vampiros, enquanto o rapaz mais velho (Jason Patric), é atraído para a gangue de motoqueiros, por causa de uma garota bonita. Michael começa a passar várias noites fora de casa, enquanto Sam começa a ter problemas por causa da obsessão de seus amigos. Mais um sucesso oitentisa, estrelando a dupla de Coreys (o Haim, e o Feldman). 


Com certeza, é provavelmente o melhor filme de vampiro daquele período, e com um elenco muito sólido (Jason Patric, Corey Haim, Kiefer Sutherland, Jami Gertz, Corey Feldman, Dianne Wiest, Edward Herrmann, Alex Winter, Jamison Newlander, e Barnard Hughes).  The Lost Boys é como o "Crepúsculo" do final dos anos 80. 


A diferença entre os dois, é que aqui se constrói uma trama "vampiro rock-n-roll cult", enquanto que Crepúsculo é só um filme bobo para meninas adolescentes. De qualquer forma, a produção é absolutamente linda, e o diretor Joel Schumacher soube como filmar cenas noturnas. Este filme é tanto um horror, quanto uma comédia ao mesmo tempo. 


Qualquer produção que apresente Corey Haim e Corey Feldman, será um filme interessante, sem poder levar muito a sério alguns pequenos detalhes, é claro. Se você não sabe quem são esses dois caras, é melhor procurar descobrir. Apenas assista o filme e aproveite sua trilha sonora, com muito INXS, Run DMC e The Doors. Nota 9.

Dirigido por Joel Schumacher.

domingo, 30 de junho de 2019

Sangue no Sarcófago da Múmia (1971)

Uma expedição arqueológica, traz de volta a Londres, o caixão de uma rainha egípcia, conhecida por seus poderes mágicos. Seu espírito retorna na forma de uma bela jovem, mas coisas estranhas começam a acontecer. No elenco temos James Villiers, como Corbeck, um vilão suave e sagaz; Andrew Keir em uma boa performance como o sombrio Fuchs; enquanto George Coulouris (Berigan) e Hugh Burden (Dandridge) são ambos muito bons em retratar personagens perturbados. A alta e elegante Valerie Leon, é perfeita, com a beleza e a qualidade onírica necessária para o duplo papel da bela Margaret/Tera. O cenário parece ser moderno, mas o tom e a sensação dele são eduardianos. 


O diretor principal Seth Holt morreu durante os últimos dias de filmagens, então o produtor Michael Carreras teve que finalizá-lo, com as cenas no asilo, e que  estão entre as mais impressionantes. Fãs atuais de terror, provavelmente vão achar este filme incrivelmente antiquado, mas se você está cansado do centésimo filme sobre Jason/Freddy, ou mais um filme asiático de espíritos, dê uma segunda chance para "Sangue...". 


Talvez o único elemento que falta é o humor, mas ao assistir o filme você não perceba isso; seria legal se houvesse um tom mais cômico, mas ainda assim, é muito agradável de se apreciar. "Sangue..." é o quarto e último filme da franquia "The Mummy", da produtora Hammer Horrors, e se destaca dos demais por ter uma bela atriz (a inglesa Valerie Leon), no lugar de uma múmia feita de trapos. 


Recomendado para os amantes de produções de terror inteligentes, e de atmosfera exótica. Nota 8,5.

Direção de Seth Holt.

sábado, 23 de março de 2019

A Hora do Espanto (1985)

Para o jovem Charley Brewster (William Ragsdale), nada é melhor, do que assistir a um velho filme de terror, tarde da noite. Um certo dia, dois homens se mudam para a casa ao lado, e para Charley (devido a sua experiência com filmes de horror) não há dúvida, de que o comportamento estranho deles, é explicado pelo fato de que são um vampiro, e seu guardião morto-vivo. O único que pode ajudá-lo a caçá-los, é Peter Vincent (Roddy McDowall), apresentador favorito de Charley, do programa noturno "Fright Night". 


Vincent, realmente não acredita em vampiros, e está mais interessado no marketing televisivo, porém, algo irá mudar em breve na vida de ambos. Além de ser um dos melhores filmes de terror, acho que também, é um dos melhores filmes de toda a década de 1980. Ele é recheado de grandes atuações, especialmente Chris Sarandon como Jerry, e Roddy McDowall como Peter. 


Tem efeitos fantásticos de maquiagem, e que estão em falta, nos filmes de terror atuais (CREPÚSCULO não vale, é claro). E também combina uma grande sensação de medo, com um toque realista de comédia e drama. O melhor e mais engraçado aspecto do filme para mim, é como eles retratam o personagem vampiro. Eu não vou estragar a surpresa, mas o cara gosta de usar roupas de gosto duvidoso, come "frutas" o tempo todo, e tem um companheiro de quarto suspeito. Este filme é clássico!, além de possuir uma sequência igualmente  boa, e definitivamente acho que vale a pena assitir a ambos. 


Não podemos esquecer de citar a curiosa participação da atriz Amanda Bearse como Amy (a chatíssima Mercy, do seriado UM AMOR DE FAMILIA); e do ator Stephen Geoffreys no papel de Evil Ed (lendário astro da comédia FÉRIAS DA PESADA, e que também desenvolveu carreira no cinema pornô gay!). Se você é um fã de terror e vampiros, este é um belo exemplo a ser admirado. Agarre o seu punhal/crucifixo, e seja bem vindo ao Fright Night baby! Nota 9.

Direção de Tom Holland.

quarta-feira, 20 de março de 2019

Gremlins (1984)

O garoto Billy (Zach Galligan), ganha de presente, um exótico animal de estimação, de origem asiática, chamado Gizmo. Seu novo amiguinho, possui algumas regras importantes, que jamais devem ser quebradas: ele não pode ser molhado e nem alimentado em horários noturnos. Infelizmente, Billy acaba vacilando e descuidando de seu novo pet. Agora, como consequência maligna, seu amiguinho começa a reproduzir uma horda de monstros malevolentes e mal-intencionados, que pretendem dominar toda a pequena cidade. O conceito dos próprios Gremlins é intrigante e divertido, e Gizmo é uma das criaturas mais fofas da história do cinema. 


Enquanto, os primeiros 20 minutos do filme são um pouco chatos, o restante da história é uma loucura absoluta. Logo, você estará se divertindo tanto, que nem perceberá o tempo passar . Eu conheço Gremlins, desde tenra idade, e com certeza ele representa o melhor do termo nostalgia. O filme foi um sucesso, porque consegue produzir uma comédia e um horror de uma só vez, o que nem sempre é fácil (o melhor termo para isso, é "Terrir", um termo tosco, mas bem explicativo). 


A maioria dos filmes de terrir, carecem de humor verdadeiro (como a franquia "Ghoulies", que imitava a série Gremlins), mas, Gremlins é ao mesmo tempo engraçado e assustador. É cômico ver os Gremlins causarem danos, mas também causam medo - eles não são exatamente criaturas bonitas, e são bem bizarros também. No elenco ainda temos Corey Feldman (GOONIES) e a belíssima atriz Phoebe Cates (Picardias Estudantis), que abandonou a carreira para se dedicar a família. 


Podemos finalizar, dizendo que Gremlins merece a atenção, de qualquer pessoa interessada em ver um bom filme "de terror de comédia". Não é uma produção instigante, e nem vai mudar a sua vida, mas é um passeio bem divertido, que traz excelentes recordações. Nota 8,5.

Direção de Joe Dante.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Colheita Maldita (1984)

Colheita Maldita (1984). Franquia de sucesso escrita por Stephen King e estrelada pela dupla Linda Hamilton (EXTERMINADOR DO FUTURO) e Peter Horton (VIDA DE SOLTEIRO). Um garoto chamado Isaac (John Franklin), que atua como pregador-religioso-satânico, vai para uma cidade em Nebraska chamada Gatlin. Lá, usando seu poder de hipnose sinistra, ele faz com que todas as crianças matem os adultos da cidade. Um jovem casal, depois de testemunhar um assassinato, resolve procurar a cidade mais próxima (Gatlin) em busca de ajuda, mas a mesma parece deserta. Eles logo ficam presos lá, com poucas chances de saírem vivos. 


Exemplo clássico, daquele filme muito mais assustador quando se é criança (afinal de contas, temos crianças assassinas por aqui). É claro que está longe de ser um filme ruim, e eu recomendo a apreciação de toda a franquia. Ele tem seus momentos, Isaac e Malachai ainda são bem assustadores (ambos interpretados por John Franklin e Courtney Gains). 


A trilha musical com as crianças cantando, também é um efeito misterioso. A cena do café, e os rituais no milharal, são os destaques do filme, coisas bem horríveis. O resto é praticamente normal. Peter Horton e Linda Hamilton, são muito bons como o jovem casal tentando escapar das crianças assassinas. Temos também, a aparição do ator R.G. Armstrong (ator de clássicos como EL DORADO, ao lado de John Wayne) como Diehl, fazendo um belo papel. 


A produção é uma adaptação "livre" de um conto de Stephen King, mas as seqüências são apenas equívocos com a obra de King. Então não se incomode muito com isso. O filme era figurinha fácil na sessão de filmes do SBT, "Cinema em casa", nos anos 80/90, ainda viva em nossas memórias. Nota 8.

Direção de Fritz Kiersch.

sábado, 19 de janeiro de 2019

A Profecia (1976)

Suspense/Horror estrelado por dois astros da época, Gregory Peck e Lee Remick. Robert (Peck) e Katherine Thorn (Remick) são um típico casal de classe média alta. Ele é embaixador dos EUA na Grã-Bretanha, e aparentemente tem uma vida perfeita. Quando sua esposa  Katherine sofre um aborto, Robert é abordado por um misterioso padre no hospital, que sugere a ele, a adoção de um recém-nascido saudável chamado Damien (Harvey Stephens), cuja a mãe desconhecida acabou de morrer no parto. 

Sem pedir autorização de sua esposa, ele concorda. Depois de se mudarem para Londres, eventos estranhos, aliados aos avisos ameaçadores de um religioso - o levam a acreditar que a criança que ele tirou daquele hospital italiano, sofre de algum tipo de maldição que atinge todos a sua volta. O primeiro e melhor da série de filmes sobre o filho do diabo, uniu um grande elenco: Gregory Peck, Lee Remick, David Warner, Patrick Troughton e Billie Whitelaw, além de Harvey Stephens, em uma excelente performance como a criança maldita. 


As mortes que a maioria dos personagens sofrem são criativas e, em alguns casos, memoráveis ​​por muitos anos depois de ver o filme - dando a oportunidade para alguns efeitos visuais incomuns e marcantes. Os outros episódios da série, infelizmente são ruins em comparação com este, mas podemos dizer facilmente que "The Omen", é o melhor suspense de terror da década de setenta. 


Era exibido constantemente na sessão de filmes CORUJÃO, da falida e decadente Rede Globo de televisão. Nota 10. 

Direção de Richard Donner.