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quinta-feira, 19 de março de 2020

Isto é SPINAL TAP! (1984)

Comédia musical, estilo falso documentário. Em 1982, a lendária (pseudo) banda de heavy metal inglesa Spinal Tap, tenta uma turnê americana de retorno, acompanhada por um fã que também é cineasta. O (pseudo) documentário resultante, intercala performances musicais poderosas, aliado as letras profundas do conjunto (que concentra um grande elenco: Rob Reiner, Christopher Guest, Michael McKean, Harry Shearer....mais o elenco de apoio: Billy Crystal, Dana Carvey, Fran Drescher, Paul Shaffer, Howard Hesseman, Ed Begley, Jr., Fred Willard, Angelica Huston); além de mostrar abertamente um grupo de rock indo em direção à crise (e talvez ao seu fim), culminando no infame (e hilário) caso do indesejado cenário de Stonehenge, de dezoito polegadas de altura. 


O filme é quase uma "tragédia", de tão bem que narra os fatos envolvendo uma banda profissional (Beatles e LED Zeppelin tiveram finais parecidos). Apesar de, a melhor parte ser os argumentos de bastidores e entrevistas sinceras, o diálogo é fantástico do começo ao fim, e é feito por um elenco excelente, que oferece linhas absurdas, com uma "cara-de-pau" séria. McKean, Guest e Shearer são os mais fortes aqui, com a maioria dos melhores textos. 


O elenco de apoio também é abarrotado de aparições de pessoas como: Bruno Kirby, Billy Crystal, Begley Jr., Macnee, Paul Shaffer, Anjelica Huston etc.. O fato de os membros da banda não serem muito brilhantes torna tudo engraçado. Especialmente a cena, em que o vocalista fala sobre um amplificador que vai para onze em vez de dez e, portanto, produz sons mais altos (ou qualquer tolice nesse sentido). 


Robin Reiner se destaca como diretor, escritor e documentarista. No geral, este é uma ótima produção, tanto foi dito sobre isso que ainda vale a pena conferir na tela, caso não conheça. Embora não seja uma paródia como "Apertem os cintos...", esse filme é mais interessante, já que a comédia vem do diálogo tolo, e da pura imaginação da escrita. Nota 9.

Direção de Robin Reiner.  

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Os Fantasmas se Divertem (1988)

Um super-elenco, em uma das melhores comédias (?) de humor-negro, feitas em Hollywood. Adam (Alec Baldwin) e Barbara (Geena Davis) são um casal normal ... que infelizmente "morreu". Eles gastaram o seu precioso tempo, para decorar sua casa e torná-la agradável; mas agora, uma outra família está se mudando para ela. Adam e Barbara tentam assustá-los, mas acabam se tornando a principal atração dessa família, para ganhar dinheiro. Eles resolvem chamar Besourosuco (Michael Keaton, em um papel brilhante) para ajudar; ele é uma espécie de entidade-fantasmagórica-patética, porém, ele é mau, e tem outros planos para a casa. Aqui temos um humor estranho, aliado a comédia sombria, mas está tudo bem (afinal, isto aqui não é para crianças). 


Keaton é um ótimo ator cômico, ele foi a escolha perfeita, trazendo a dose certa de arrogância e idiotice para o papel. Também Geena Davis e Alec Baldwin, tiveram um bom entrosamento, bem como o tipo perfeito de casal, que tem dificuldade em aceitar sua nova realidade, na vida após a morte. Jeffrey Jones (CURTINDO A VIDA ADOIDADO), Catherine O'Hara (ESQUECERAM DE MIM) e Winona Ryder (está linda, e no auge da juventude) ficaram perfeitos como os Deetzes; perturbadores e desajeitados. 


Eu recomendo altamente este clássico, tem excelentes piadas e grandes efeitos especiais. Tim Burton fez um belo trabalho na direção. Ele recebeu um cheque em branco para fazer tudo do seu jeito, e visualmente ficou ótimo. 


O elenco é bom, mas o destaque é Keaton, absolutamente hilário no papel principal. Uma produção muito engraçada e bem feita. Nota 10.

Direção de Tim Burton.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Tuff Turf - O Rebelde (1985)

Mais um clássico da década de 80. Tuff Turf foi uma mistura de musical com filme de ação, lançado no Brasil em 1985 e estrelado por James Spader (segundo consta, na mesma época, o ator teria recusado o papel principal no filme "Footloose", pois acreditava no sucesso de Tuff Turf, que acabou não acontecendo, diga-se de passagem). A história é sobre o jovem rebelde Morgan (Spader), um encrenqueiro profissional que vive sendo expulso de escolas. Seu pai faliu e a família decide morar na Califórnia, abandonando sua antiga cidade.  


Ao chegar em sua nova escola, ele conhece um amigo, o baterista Jimmy (Robert Downey), mas também tem o desprazer de conhecer o vilão Nick (Paul Mones), a gangue de Nick (que lembra uma mistura bizarra de New kids on the block com Menudos rsrs) e a garota Frankie (a belíssima musa teen e atriz Kim Richards, tia de Paris Hilton na vida real!) que interpreta a namorada de Nick, líder da gangue. É claro que Morgan irá se interessar por ela e provocar um "pequeno" conflito na sua nova escola\cidade,  e esta é, basicamente, a razão de todo o filme. 


Um dos pontos positivos são as cenas de luta, bem coreografadas até. O filme também traz menções de outro clássico, “Juventude Transviada”. Em Tuff Turf, ainda encontramos vários aspectos sociais, como as diferenças de classes, as drogas e a ausência de perspectiva dos jovens norte-americanos. Destaque para o ator iniciante Robert Downey (ainda sem o Jr) e a grande trilha sonora com Marianne Faithful, Southside Johnny, The Jim Carroll Band e outros. O filme ganhou notoriedade nas videolocadoras brasileiras no mesmo período do surgimento do videocassete e das "fitas seladas", sendo também repetido exaustivamente na emissora do Silvio Santos, a antiga TV-S, hoje SBT. Direção de Fritz Kiersh.