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quinta-feira, 18 de julho de 2019

Garotas da SS (1977)

Filme italiano, do gênero Nazi exploitation. Autoridades nazistas de alto escalão, com a intenção de erradicar traidores que planejam derrubar seu líder, recrutam e treinam um grupo de belas prostitutas, cuja missão é usar todos os meios necessários, para descobrir conspirações contra o Führer. Dirigido por Bruno Mattei, diretor associado a sub-produções do cinema italiano/pseudo-americano. Ele fez alguns clássicos, agradavelmente divertidos, como a bobagem pós-apocalíptica RATS (1984). SS Girls não está no mesmo nível disso, na verdade é um esforço razoável, dentro de um gênero medíocre em geral. 


O principal problema, é a grande quantidade de cenas entediantes de soft-core, e a ausência da violência lasciva, para animá-lo. Existem alguns personagens interessantes, um deles é Frau Inge (Marina Daunia), sádica e má; Hans Schellenberg (Gabriele Carrara), outro vilão e um dos mais cruéis da história cinematográfica; Madame Eva (Macha Magall), está bela e fatal etc.


A produção apresenta uma série de cenas eróticas, com toneladas de nudez feminina frontal, e a ocasional cena sádica com chicotadas. Infelizmente, tudo isso logo se torna uma coisa muito cansativa, e o filme rapidamente perde a vibração de seus momentos anteriores. Um último ato, no qual quase todo mundo se mata, depois de ouvir falar da morte de Hitler, garante, pelo menos, algum valor de culto ao filme, mas no geral, como na maioria das produções sobre nazistas, falta sempre qualidade ao resto do conteúdo. 


Claramente, os produtores não tinham a mesma quantia de dinheiro para gastar em design de produção e bons atores aqui, e seu diretor era conhecido por trabalhar essas limitações a seu favor, freqüentemente cruzando o limite do grotesco. Ainda assim, é curioso e recomendável para amantes do trash em geral. Nota 7,5.

Direção de Bruno Mattei.

terça-feira, 18 de junho de 2019

O Rei dos Kickboxers (1990)

Kahn (Billy Blanks) é um campeão peso-pesado, que muitas vezes mata seus oponentes na frente da câmera, para promover a venda de fitas de vídeo. Jake (Loren Avedon) testemunhou seu irmão ser morto por ele, e agora deseja se vingar. Mas primeiro ele precisa melhorar suas habilidades de luta; ele pede conselhos a Phang (Keith Cooke), a única pessoa em todo o mundo que já sobreviveu a Khan, para treiná-lo até que ele seja páreo para o assassino. O enredo é perfeito - simples e limitado. A maior parte do script é dedicado às cenas de ação, enquanto o resto da trama é interrompida para ajudar na construção dos personagens, desenvolvendo sentimentos para e sobre eles. 


O filme todo parece um videogame. O protagonista enfrenta seus inimigos e trabalha/evoluindo até alcançar quem é o cara mau, e o derrota. O bandido até tem seu próprio movimento de finalização, que o herói deve procurar se esquivar. Este é de longe o melhor filme de luta de todos os tempos, e eu já vi milhares deles. "O Rei..." foi outra coprodução dos EUA-Hong Kong da N.G./Seasonal Films. Como a maioria das produções da N.G., seus filmes de kung-fu costumam ser bregas, com uma forte dose de alta energia. Esse é o lado bom dessa produtora. 


Eles nem tentam ser sérios ou elevar o material de origem. Aqui não é exceção. Ele é preenchido com muitas referências ao Kickboxing (termo muito usado nos anos 80, e que agora está em desuso) e paródias de outras produções. 


Os cineastas e os atores parecem estar se divertindo muito fazendo ele. Então sente-se e relaxe. Filmes como estes já não são mais produzidos e nós sentimos muito a falta deles. Nota 8,5.

Direção de Lucas Lowen.

sábado, 15 de junho de 2019

Reformatório de Mulheres (1986)

Estrelando 3 musas dos filmes B americanos: Linda Carol (CRIMES DO DESEJO), Wendy O Williams (falecida roqueira e vocalista dos PLASMATICS) e Sybil Danning (HERCULES). A garota Jenny (Linda Carol) é enviada para uma escola-reformatório de mulheres. O local é dirigido pelo cruel diretor e sua mulher Edna (Pat Ast). Jenny terá um longo caminho até tentar escapar, porém ela também terá que lidar com "Charlie" (Wendy OW), a valentona. 


"Reform School Girls" é tecnicamente um filme estilo Women-in-Prison, mas não espere nada muito pesado/erótico como nos filmes de Jess Franco. O diretor Tom DeSimone quis dar um toque mais leve aqui, projetado para ser divertido e não ofensivo. Embora ele forneça a maioria dos ingredientes-padrão do trash/sexy americano - como lutas eróticas, cenas de duchas comunitárias, vestuário mínimo e abuso físico - tudo é feito de forma consciente e amenizada. 


As mulheres peitudas passeiam em seu dormitório em lingerie sexy, os detentos mais sujos e os membros da equipe são caricaturas grotescas, o diálogo é deliberadamente insípido ('Eu pensei que cheirava peixe'), e o enredo é tão extravagante quanto poderia ser. Sejamos sinceros: qualquer filme que tenha Wendy O. Williams (RIP), no topo de um ônibus, em rota de colisão com uma matrona sádica, gorda, com cara de espingarda, chamada Edna, jamais poderá ser levado a sério. 'Reformatório..." é um clássico cult, sobre prisões femininas (milhares de filmes com essa temática, foram feitos ao longo dos anos) e que é prazeroso de se assistir. 


Wendy O W está completamente hipnotizante, embora sua atuação seja muito ruim para dizer o mínimo. Ainda assim, o filme consegue entreter com sua premissa completamente inacreditável. Pat Ast e Linda Carol, fazem desse filme o que ele é, e afinal....por que Sybil Danning aparece na capa do DVD???, eu nunca vou saber, ela mal aparece no filme rsrs. Nota 7,5.

Direção de Tom DeSimone.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

ALLIGATOR - Jacaré Assassino (1984)

Ramon, um bebê jacaré, é jogado no vaso sanitário, indo parar no esgoto da cidade. Lá, ele se transforma em um monstro gigantesco, depois de comer cadáveres de animais de laboratório, que passaram por experimentos duvidosos com hormônios. Em pouco tempo, ele começa a atacar as pessoas e animais de sua cidade, se tornando uma ameaça mortal. Estrelando Robert Forster e Robin Riker, ALLIGATOR tem um roteiro bem escrito, com diálogos interessantes e direção regular. O carismático Robert Forster, faz o papel do policial estressado, e Henry Silva faz uma participação especial como um caçador. 


Eu não sei se o desempenho dele foi intencionalmente ruim, ou se ele estava apenas tentando ser tão ruim, mas de qualquer forma, funcionou. Eu curti seu personagem e os barulhos engraçados que ele faz. Tenho certeza que foi algo intencional. Os efeitos especiais são realmente muito bem feitos para a época e, de muitas maneiras, bem mais convincentes, do que a maioria da porcaria de efeitos (de seriados estilo CSI) que somos forçados a aturar hoje. 


A cena onde o garotinho anda na prancha e é devorado, é muito sombria e perturbadora. A maneira como a mãe acende a luz e revela a boca faminta do jacaré, é totalmente a razão pela qual os pesadelos ocorrem. Há um equilíbrio grande entre o horror e o humor. A trilha sonora e o tema que toca sobre os créditos finais, são seriamente arrepiantes. Um filme de monstros que sabe o que é, e nos diverte com isso. 


É bem superior ao seu antecessor italiano de 1979 - "Alligator, a fera assassina". Sempre um verdadeiro prazer de assistir de novo e de novo. Nota 9. 

Direção de  Lewis Teague. 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

WARRIORS....Os selvagens da noite (1979)

Em um futuro pós-apocalíptico, Cyrus (Roger Hill), o líder da gangue mais poderosa da cidade de Nova York (os "Gramercy Riffs"), convoca uma cúpula da meia-noite para todas as gangues da área. Os solicitados são obrigados a enviar nove representantes desarmados para essa reunião. Durante o encontro, uma gangue chamada "The Warriors" é culpada injustamente por matar Cyrus, enquanto ele fazia seu discurso. Eles agora têm uma missão difícil: fugir, sobreviver e atravessar o território dos rivais, para chegarem ao seu próprio bairro sãos e salvos. 


Os guerreiros cruzam lentamente os territórios hostis do Bronx e de Manhattan, escapando por pouco da polícia, e de outras gangues, a cada passo do seu caminho. O filme é mais entretenimento do que algum tipo de denúncia social. Na verdade, parece em muitos aspectos, com um jogo de video-game, e não com um filme (coincidentemente, também foi licenciado e virou um interessante jogo para computadores). 


Um número implausível de gangues de jovens miscigenados, reúne-se no Bronx para ouvir uma proposta do líder, sobre uma união de interesses; as gangues também são estranhamente limpas em certo sentido, interessados em roupas, mulheres e brigas, mas aparentemente não envolvidas em tráfico de drogas, ou outros crimes hediondos. De qualquer forma, alguém mata Cyrus e uma gangue de Coney Island é suspeita (erroneamente); eles viajam de volta para casa de metrô por toda a cidade à noite, com a gangue de residentes de cada bairro pelos quais passam, impedindo-os de fazê-lo. 


O elenco também merece algum destaque, com a presença da bela Deborah Van Valkenburgh no papel de Mercy, e do falecido ator porto-riquenho Marcelino Sánchez, como o membro Rembrandt. Muito deste filme é francamente ridículo e ultrapassado; no entanto, é uma ótima premissa de filme B, e o diretor Walter Hill, era um especialista nesse tipo de miscelânea absurda e sem rodeios. Certamente não é 'Laranja Mecânica'; mas é surpreendentemente curioso e divertido, mesmo se você tiver mais de 30 anos. Nota 8.

Direção de  Walter Hill.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Double Dragon (1994)

Filme de ação obscuro, inspirado em game de sucesso mundial. Passado ​​vários anos no futuro, na Califórnia pós-terremoto, onde San Diego e Los Angeles se fundem em uma cidade só, dois irmãos adolescentes - Jimmy (Mark Dacascos - ator e campeão mundial de artes marciais) e Billy Lee (Scott Wolf - NIGHT SHIFT, CSI NY), possuem a metade de um poderoso talismã chinês antigo. O milionário Koga Shuko (Robert Patrick - TERMINATOR 2) tem a outra metade, e decide usar seus capangas para pegar a parte que resta dos irmãos, obtendo o amuleto completo e o poder absoluto do Dragão Duplo. 


Para enfrentar esse exército maligno, os irmão contam com a ajuda de um grupo de jovens rebeldes, liderados pela bela garota loira Marian (Alyssa Milano - COMMANDO). Eu serei justo, há poucos pontos positivos no filme, mas eles são extremamente triviais. Um deles é a pintura usada nos cenários da cidade devastada pelo terremoto, elas são bastante agradáveis ​​e adicionam um pouco de atmosfera. 


O segundo é Mark Dacascos, um ótimo artista marcial e um ator decente também. Em terceiro lugar e, finalmente, é Robert Patrick, que genuinamente parece estar se divertindo em cena. Quando ele aceitou esse papel, o Sr. Patrick estava desesperado por trabalhar, ou não se importava com papéis constrangedores, eu suspeito que seja o último porque ele parece ter muita alegria em atuar no filme. A sensação que se tem, é que tentaram fazer aqui uma versão moderna do clássico WARRIORS, SELVAGENS DA NOITE....com tecnologia, mas sem um roteiro cativante. 


De resto podemos dizer que temos uma grande e fumegante pilha de besteiras, que praticamente não tem nenhuma semelhança com o grande jogo produzido pela TECHNOS em que se baseia, e é um exemplo absolutamente terrível de produção cinematográfica em si. Têm um grande elenco (ainda temos as belas Kristina Wagner e Julia Nickson) mas que não funciona na prática. Serve mais como nostalgia mesmo. Nota 7.

Direção de James Yukich.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

O gênio do videogame (1989)

Aventura obscura, patrocinada pela empresa de jogos eletrônicos Nintendo. Corey (Fred Savage) e Jimmy Woods (Luke Edwards), são dois irmãos que estão separados, devido ao divórcio de seus pais. Jimmy é um garoto mentalmente instável, e que teve problemas desde a morte precoce de sua irmã. Um dia Corey descobre que Jimmy, tem um talento natural para jogar videogames. Ele é um dos melhores do mundo, então decidem viajar em direção a Costa Oeste, para competir em um campeonato de videogame. 


Mas nem tudo será fácil, pois ao longo do caminho, eles devem evitar pessoas estranhas, que estão tentando levar Jimmy, embora de volta. Este filme é um clássico porque apresentou ao mundo um dos maiores jogos já feitos - "Super Mario 3". A empresa japonesa fazia um alto investimento para superar a concorrência no mercado dos jogos. 


Aqui, eles também apresentam alguns acessórios, a POWER GLOVE (Luva tosca, que mais atrapalhava do que ajudava nos games), e a NINTENDO Game Hotline (uma espécie de Internet precária e que não funcionava). O elenco, além de Savage (o eterno Kevin Arnold de "Anos Incríveis), também tinha dois ícones dos anos 90, Beau Bridges ("O Resgate de Jessica" - filho de Lloyd Bridges e irmão de outro astro, Jeff Bridges) e Christian Slater ("Entrevista com o vampiro"). Este filme é uma parte da cultura pop do final dos anos 80, tendo aquele consumismo básico de produtos para game-maníacos.


Não é uma produção ruim e não é uma obra-prima. Quando assisto, me recorda a boa e velha "jogatina Nintendo". Ele pode ser brega e antiquado, mas ainda assim é ótimo de se ver. Hoje em dia não temos mais filmes assim para crianças, sobre ser jovem, livre, nunca querer envelhecer, e que as férias de verão sejam eternas. É um momento único da história do entretenimento, e que jamais deve ser esquecido. Nota 8.

Direção de Todd Holland.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Desejo de Matar 3 (1985)

Franquia de filmes de ação, iniciada nos anos 70, e finalizada no quinto episódio, nos anos 90. Depois de ter a família destruída por bandidos, o arquiteto justiceiro Paul Kersey (Charles Bronson) se muda para bairro suburbano, em outra cidade. Existem poucos filmes que honestamente podem ser chamados de clássicos, esse é um deles. Tudo começa com a ida de Kersey para a prisão, onde ele é ameaçado por algum tipo de líder de quadrilha, que aparentemente está drogado, e decide atacar o cara mais "diferente" da prisão, sem motivo aparente. 


Neste ponto ele se volta para Kersey, e o amaldiçoa como se fosse sua culpa, ele estar preso.... Não faz muito sentido, mas enfim... Em seguida, o inspetor de polícia interroga e agride Kersey, o mandando embora da cidade.... mas de repente, do nada, ele diz: "Veja bem, sou um grande fã seu!". Há várias incoerências hilárias neste enredo. 


Outro exemplo é o amigo de Kersey, Charley (Francis Drake), que de alguma forma, conseguiu contrabandear duas enormes metralhadoras da Coréia. Será que ele trouxe isso em sua bagagem de mão na viagem de volta? Acrescente a isso, o romance entre Kersey e sua vizinha, algo épico, e que, infelizmente, como todas as mulheres que ele namora, ela acaba terrivelmente morta, aumentando a fúria e a vingança de Kersey contra a gangue maldita. Mais um exemplo de filmes de ação de baixo-orçamento, nos moldes da Gollan-Globus. É tido por muitos, como o melhor da franquia, com mais ação e efeitos especiais. É interessante lembrar, que Bronson já era um senhor de idade, e portanto quase todas as cenas de ação foram dubladas. 


Não é o melhor (eu ainda prefiro o primeiro), mas com certeza é o mais divertido, sendo exibido durante muitos anos nas madrugadas da TV Globo. Ainda tem no elenco a bela Deborah Raffin (no papel de Kat, sua namorada), Ed Lauter (Richard), o ator latino Joe Gonzales (Rodrigues, o vizinho) e os membros da gangue Kirk Taylor (Risadinha) e Barbie Wilde (punk girl), entre outros.


Direção de Michael Winner.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Yellow Hair, a Guerreira de Indiana Jones (1984)

Não somente o terror B produziu boas pérolas cinematográficas, mas o gênero "aventura", também já rendeu alguns clássicos, como por exemplo os filmes da série "Allan Quatermain', com Richard Chamberlain e Sharon Stone em começo de carreira. Esta produção aqui, de 1984, traz a história de uma bela guerreira de cabelos amarelos (a modelo Laurene Landon, que não vingou como atriz principal) e seu companheiro leal - Pecos Kid (Ken Roberson). Eles estão atrás de uma fortuna em "ouro maia". Essa dupla corajosa foge da escravidão do exército mexicano, de uma gangue de bandidos assassinos, e de uma tribo letal de guerreiros astecas, para encontrar o vale perdido, onde se encontra todo esse tesouro.


É um lançamento da produtora  "Crown International", famosa por determinadas características; atuação questionável, baixos valores de produção e diálogos ruins. 


Por incrível que pareça, este filme foi um dos maiores orçamentos da CI, mas isso não significa que o filme em si é melhor, do que o orçamento médio da CI. Enquanto se observa, o filme  lembra mais um Spaghetti Western, do que os filmes de Indiana Jones, que está sendo anunciado. 


O título e a capa do vídeo são muito enganosos.  Também têm no elenco alguns atores conhecidos dos westerns italianos/espanhóis, incluindo Aldo Sambrell, que apareceu em produções de Sergio Leone. Mas acho que o mais interessante da produção, é a história sobre a tal civilização perdida, que vive no subsolo e realiza rituais estranhos e sinistros. 


Acho que isso deve ter sido inspirado por "Indiana Jones e o Templo da perdição", embora ambos os filmes tenham sido lançados no mesmo ano, ou seja, pode ser apenas uma coincidência.  A atuação de Laurene Landon é péssima, fica claro que ela foi escalada mais pela beleza, do que pelo talento - embora ela tenha continuado a carreira como atriz até os dias atuais. Não espere nada de muito positivo, mas você terá, pelo menos, algo ligeiramente diferente. No fim das contas, é ruim, mas é bom também.

Direção de Matt Cimber.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Os Vigilantes (1983)

Filme de ação de baixo orçamento, estrelado por dois ícones da blaxploitation: Fred Williamson e Steve James. Enquanto Williamson ficou restrito mais a este tipo de produção B, James se tornou um dos maiores representantes dos anos 80. Bom, vamos ao enredo. Eddie Marino (Robert Forster) é um operário de uma fábrica em Nova York. Ele tem uma esposa chamada Vickie (Rutanya Alda) e um filho chamado Scott (Dante Joseph). O colega de trabalho de Eddie, Nick (Fred Williamson) e alguns outros trabalhadores da fábrica, decidem montar um grupo de justiceiros, porque estão fartos dos cafetões e traficantes que continuam tomando conta dos bairros. 


Nick e seu grupo também estão cansados ​​da polícia, que nunca protege as pessoas, que se tornam vítimas fáceis. Certa noite, Eddie vai para casa depois do trabalho e descobre que sua mulher foi esfaqueada, e seu filho Scott morto a tiros. Frederico "Rico" Melendez (Willie Colón), o líder da gangue de rua porto-riquenha, é então, preso pelo crime. A assistente da promotora Mary Fletcher (Carol Lynley) planeja condenar Rico o maior tempo possível, já que Nova York não tem pena de morte. Nick tenta convencer Eddie a se juntar ao grupo de vigilantes, mas Eddie acaba decepcionando Nick, preferindo deixar que os tribunais cuidem de Rico. Nick então, resolve aplicar sua própria justiça contra a gangue de rua. O ator Steve James faz o papel do policial Gibbons. 


Para quem não o conhece, James hoje é considerado um dos maiores símbolos da década de 80, sendo ator, roteirista (escreveu o filme STREET HUNTER, de 1990) dublê e mestre de artes-marciais. Ele também estrelou as produções das franquias AMERICAN NINJA com Michael Dudikoff, FORÇA DELTA com Chuck Norris e o clássico WARRIORS - SELVAGENS DA NOITE. Além disso, também participou dos seriados OS GATÕES, MANTIS e a GATA E O RATO. Infelizmente, Steve James nos deixou precocemente, vítima de câncer (ele morreu no dia 18 de dezembro de 1993, depois de anos de abuso de anabolizantes) quando havia se casado recentemente com a atriz asiática Christine Pan James. Mas, fica aqui a nossa homenagem, aquele que sempre será lembrado, como o eterno Black Ninja...


*Filme escrito por Richard Vetere e dirigido por William Lustig.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Tuff Turf - O Rebelde (1985)

Mais um clássico da década de 80. Tuff Turf foi uma mistura de musical com filme de ação, lançado no Brasil em 1985 e estrelado por James Spader (segundo consta, na mesma época, o ator teria recusado o papel principal no filme "Footloose", pois acreditava no sucesso de Tuff Turf, que acabou não acontecendo, diga-se de passagem). A história é sobre o jovem rebelde Morgan (Spader), um encrenqueiro profissional que vive sendo expulso de escolas. Seu pai faliu e a família decide morar na Califórnia, abandonando sua antiga cidade.  


Ao chegar em sua nova escola, ele conhece um amigo, o baterista Jimmy (Robert Downey), mas também tem o desprazer de conhecer o vilão Nick (Paul Mones), a gangue de Nick (que lembra uma mistura bizarra de New kids on the block com Menudos rsrs) e a garota Frankie (a belíssima musa teen e atriz Kim Richards, tia de Paris Hilton na vida real!) que interpreta a namorada de Nick, líder da gangue. É claro que Morgan irá se interessar por ela e provocar um "pequeno" conflito na sua nova escola\cidade,  e esta é, basicamente, a razão de todo o filme. 


Um dos pontos positivos são as cenas de luta, bem coreografadas até. O filme também traz menções de outro clássico, “Juventude Transviada”. Em Tuff Turf, ainda encontramos vários aspectos sociais, como as diferenças de classes, as drogas e a ausência de perspectiva dos jovens norte-americanos. Destaque para o ator iniciante Robert Downey (ainda sem o Jr) e a grande trilha sonora com Marianne Faithful, Southside Johnny, The Jim Carroll Band e outros. O filme ganhou notoriedade nas videolocadoras brasileiras no mesmo período do surgimento do videocassete e das "fitas seladas", sendo também repetido exaustivamente na emissora do Silvio Santos, a antiga TV-S, hoje SBT. Direção de Fritz Kiersh.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

JOGO DA MORTE 2 (1981)

Mesmo depois de oito anos da morte de Bruce Lee, alguns produtores resolvem continuar explorando a imagem do ícone do kung-fu, se aproveitando de material antigo e restos de cenas do grande lutador\ator. Primeiro foi em "Jogo da Morte parte 1" (1978), depois com essa continuação aqui, pra lá de duvidosa. O ator Tong Lung, volta a fazer cenas de luta de Bruce Lee, assim como no primeiro filme, e também interpreta Bobby Lo, irmão de Bruce. Bruce Lee interpreta Billy Lo, e começa o filme visitando seu amigo Chin kun (Hawang Jang-lee). Ambos possuem estilos diferentes e são mestres muito respeitados. Chin Kun é desafiado, assim como Billy, que então vai visitar o templo sagrado, onde seu irmão reside e descobre que ele anda desagradando o abade. A partir daí, segue uma trama onde Chin kun é assasinado. Billy vai ao japão para o funeral e para a investigação. Lá chegando, passa por várias tentativas de ser morto, mas escapa, culminando na cena clássica do caixão de Chin kun sendo sequestrado por um helicóptero. Billy Lo morre, (aparece mais uma vez, cenas do funeral real do Bruce Lee). 



Bobby Lo, o irmão, pretende descobrir a verdade sobre a morte de Billy. Ele vai também para o japão, e de lá direto para a morada do personagem Lewis (Roy Horan), um ocidental que estuda as artes marciais. Bobby acredita que Lewis está envolvido com a morte de seu irmão. O templo de Lewis é um local obscuro, onde são criados e observados animais selvagens, bem como a existência de uma lenda, afirmando que há uma "torre da morte de cabeça pra baixo" (por isso o filme também é chamado de "Torre da Morte") nos arredores. Bobby  então, parte para o confronto, enfrentando vários inimigos poderosos, como uma espécie de hércules e também um monge budista, tentando encontrar pistas do acontecido. 



O filme em si não é ruim, apesar da produção tosca. Vale uma conferida pela criatividade contida nele. Direção: Ng See Yuen. Elenco: Tong Lung, Hawang Jang-Lee, Roy Horam, Bruce Lee.

O OCTÓGONO (1980)

Lendária produção com o ícone Chuck Norris e uma das primeiras a apresentar os guerreiros ninja ao público do ocidente. Reza a lenda que o filme também serviu de inspiração para os torneios de vale-tudo e MMA ao redor do mundo. Scott James (Chuck Norris) é um campeão de artes marciais aposentado. Justine Wentworth (Karen Carlson), uma rica herdeira em busca de vingança, que o encontra e o convence a se infiltrar em um  perigoso grupo terrorista chamada "The Octagon", que treina seus mercenários na antiga e misteriosa arte do Ninjutsu. Scott descobre que a seita é liderada pelo seu meio-irmão e antigo desafeto Seikura (Tadashi Yamashita), que usa suas habilidades marciais para treinar seus soldados malignos no estilo letal dos ninjas. Scott agora se vê obrigado a enfrentar o seu meio-irmão num confronto final, na desesperada tentativa de impedi-lo que continue no seu caminho de sangue. 



Também tem no elenco Lee Van Cleef no papel de McCarn, caçador de recompensas e líder de um grupo anti-terrorista. Ele é o primeiro a comentar sobre uma tal base secreta onde mercenários recebem treinamento ninja para poderem praticar crimes políticos ao redor do mundo. Os grandes momentos do filme ocorrem quando Chuck vai enfrentando vários "sub-chefes" antes do fim, como se estivesse em um jogo de arcade, entre eles muitos ninjas, assassinos e guerreiros toscos.


Apesar de não ser um dos melhores trabalhos de Norris, ironicamente foi o sucesso de bilheteria desta aventura, que transformou o ator em um dos grandes astros de ação do estilo. Também conhecido como "Escola de Assassinos". Direção de Eric Karson e roteiro por Paul Aaron e Leigh Chapman.