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quinta-feira, 9 de abril de 2020

CHERRY 2000 (1987)


CHERRY 2000 (1987). No distante e futurístico ano de 2017, Sam (David Andrews), um homem rico, tem uma vida artificialmente feliz, ao lado de uma mulher perfeita e robótica. Em um fatídico dia, a esposa animatrônica de Sam, chamada Cherry 2000 (a bela atriz-modelo Pamela Gidley , que infelizmente morreu jovem aos 53 anos) sofre um acidente aquático e acaba ficando com danos permanentes em seu sistema. 


Desesperado por um novo modelo de boneca-robô, Sam acaba descobrindo que o último modelo existente, se encontra em uma fábrica abandonada, em uma zona desértica, tomada por rebeldes-mutantes. Para ter acesso a ela, ele contrata a sensual "guerreira-renegada-estilo-mad-max" E. Johnson (Melanie Griffith), para encontrar este modelo robótico tão raro. Esta jornada, os levarão à região traiçoeira e sem lei chamada "Zona 7", sob o soberano tirano Mr Lester (Tim Thomerson). 


Durante sua jornada, Sam aprende da maneira mais difícil, que a mulher perfeita não é feita de chips e miolos de computador, mas sim de carne e ossos reais (sem spoilers ok?). Bom, CHERRY 2000 finalmente alcançou o status de "filme cult". Mas, diferentemente de muitos outras produções, ela realmente merece o título. Há muitas coisas positivas por aqui. O ator Ben Johnson tem um bom e trágico papel (com que frequência você consegue isso em um filme b?). A bela Griffith é alternadamente rústica e delicada ao mesmo tempo. 


Claro, Tim Thomerson como Lester quase rouba a cena, proporcionando um vilão verdadeiramente estranho e cruel. Os efeitos são bregas, com certeza, mas eles nunca parecem falsos, ao contrário de muitos filmes lançados atualmente. Quando você vê o carro da E. Johnson sendo pendurado na barragem Hoover, é um carro real, e não um efeito digital estúpido. O filme deixa sua mensagem de forma muito óbvia, mas, considerando as claras restrições orçamentárias com as quais eles estavam trabalhando, isso é uma dádiva e não um defeito. 


A sátira às vezes é hilária (observe Larry Fishburne, como advogado de óculos refletivos, no melhor estilo Morpheus; e a irônica derrocada final do vilão). Se você é fã de filmes apocalípticos como MAD MAX e FUGA DE NOVA IORQUE, não irá  se arrepender de apreciar este clássico, que era exibido a exaustão, na Tv global dos anos 90. Nota 8,5.

Direção de Steve De Jarnatt.

sábado, 21 de setembro de 2019

Lost Boys, Os Garotos Perdidos (1987)

Uma mãe e seus dois filhos se mudam para uma pequena cidade costeira, na Califórnia. O lugar é atormentado por motociclistas, e algumas mortes misteriosas. O menino mais novo (Corey Haim), faz amizade com dois outros garotos, que afirmam ser caçadores de vampiros, enquanto o rapaz mais velho (Jason Patric), é atraído para a gangue de motoqueiros, por causa de uma garota bonita. Michael começa a passar várias noites fora de casa, enquanto Sam começa a ter problemas por causa da obsessão de seus amigos. Mais um sucesso oitentisa, estrelando a dupla de Coreys (o Haim, e o Feldman). 


Com certeza, é provavelmente o melhor filme de vampiro daquele período, e com um elenco muito sólido (Jason Patric, Corey Haim, Kiefer Sutherland, Jami Gertz, Corey Feldman, Dianne Wiest, Edward Herrmann, Alex Winter, Jamison Newlander, e Barnard Hughes).  The Lost Boys é como o "Crepúsculo" do final dos anos 80. 


A diferença entre os dois, é que aqui se constrói uma trama "vampiro rock-n-roll cult", enquanto que Crepúsculo é só um filme bobo para meninas adolescentes. De qualquer forma, a produção é absolutamente linda, e o diretor Joel Schumacher soube como filmar cenas noturnas. Este filme é tanto um horror, quanto uma comédia ao mesmo tempo. 


Qualquer produção que apresente Corey Haim e Corey Feldman, será um filme interessante, sem poder levar muito a sério alguns pequenos detalhes, é claro. Se você não sabe quem são esses dois caras, é melhor procurar descobrir. Apenas assista o filme e aproveite sua trilha sonora, com muito INXS, Run DMC e The Doors. Nota 9.

Dirigido por Joel Schumacher.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

O Cristal Mágico (1986)

Mo Fe Cui. Filme de ação feito em Hong Kong, estrelado pela dupla de atores/lutadores  Andy Lau e Cynthia Rothrock (uma espécie de versão feminina de Chuck Norris). Aproveitando a popularidade dos mega-hits de Steven Spielberg, E.T. e INDIANA JONES, o cineasta chinês, Wong Jing, dirigiu esse filme sobre Andy (Andy Lau) que, juntamente com os amigos Pin (Bin Bin) e Pancho (Jing Wong), se aventuram na Grécia para encontrar seu amigo Shen (Phillip Ko), perdido há muito tempo. Eles logo descobrem que Shen está sendo seguido tanto pela KGB, quanto pela Interpol, depois de encontrar algumas jóias raras, em uma escavação arqueológica. 


Após uma série desagradável de eventos, Andy acaba em Hong Kong com as pedras, que, ao que parece, não são jóias, mas uma forma de vida alienígena. Enquanto isso, Karov (Richard Norton, MAD MAX 4), um mágico do mal, está decidido a colocar as mãos na gema-alienígena, fazendo o que for necessário. Cynthia Rothrock é Cindy, uma agente da Interpol que procura o cristal mágico, junto com Andy Lau, que  também é algum tipo de agente especial. 


O cristal tem o poder de projetar imagens e até de fazer uma lavagem cerebral, a uma certa distância. Richard Norton é um russo ganancioso, que procura usar o cristal para seu próprio prazer. A mistura de gêneros diferentes - ficção científica e artes marciais - não é 100% eficaz, mas às vezes é interessante, principalmente durante as cenas de luta, que são ágeis e ferozes. Os destaques ficam por conta de Cynthia Rothrock (seu kung-fu de águia), Richard Norton (a maneira como ele lida, com suas armas afiadas duplas), Andy Lau (usando um guarda-chuva como arma!), e a atriz que interpreta sua irmã (com habilidades surpreendentes, de flexão de corpo), são excelentes exemplos de ação. 


Eu recomendo esse filme para admiradores da bela atriz Cynthia, bem como para qualquer fã de cinema de artes marciais, dos anos 80 de Hong Kong. Não é uma super-produção, mas possui bons momentos. Nota 8,5.

Direção de Jing Wong.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Mil Séculos Antes de Cristo (1966)

O homem das cavernas Tumak (John Richardson), é banido de sua tribo selvagem. Ele encontra um novo lar, entre um grupo de gentis habitantes das cavernas do litoral, até que ele seja banido de lá também. Sentindo falta dele, uma de suas mulheres, Loana (a musa Raquel Welch - LEGALMENTE LOIRA), vai embora com ele, decidindo enfrentar o mundo pré-histórico, com seus monstros e vulcões assustadores. Este clássico é tudo que uma aventura pré-histórica deveria ser. Esqueça o fato de que os dinossauros e o homem não coexistiram, isto é apenas um detalhe insignificante. A narrativa é direta e primitiva, condizente com o cenário. 


John Richardson está muito bom e decente, e ainda tem muita barbaridade nele. Quanto à jovem Raquel Welch, nem mesmo os efeitos especiais de Ray Harryhausen poderiam ofuscar sua incrível beleza. Até em nosso tempo atual, garotas lindas como essas são raras ... elas jamais existiriam no mundo da antiguidade. A deslumbrante Raquel é puro colírio para os olhos, e é a mais bem sucedida neste aspecto, do que qualquer outra atriz na história do cinema. 


Um dos destaques é a sua briga de gato com a sensual Nupondi (Martine Beswick), sem precisar do auxílio do departamento de looks. Portanto, este é uma produção muito boa, melhor do que a sequência "QUANDO OS DINOSSAUROS DOMINAVAM A TERRA, 1970". Os monstros, as atrizes e a história são ótimas. A linguagem do homem das cavernas, dificulta às vezes, entender o que está acontecendo, mas dou crédito ao diretor por ser criativo neste ponto. 


Qualquer um pode ver este filme, independente da idade, é divertido de várias maneiras, mesmo sem a coerência de um bom roteiro. Nota 8,5.

Direção de Don Chaffey.

terça-feira, 18 de junho de 2019

O Rei dos Kickboxers (1990)

Kahn (Billy Blanks) é um campeão peso-pesado, que muitas vezes mata seus oponentes na frente da câmera, para promover a venda de fitas de vídeo. Jake (Loren Avedon) testemunhou seu irmão ser morto por ele, e agora deseja se vingar. Mas primeiro ele precisa melhorar suas habilidades de luta; ele pede conselhos a Phang (Keith Cooke), a única pessoa em todo o mundo que já sobreviveu a Khan, para treiná-lo até que ele seja páreo para o assassino. O enredo é perfeito - simples e limitado. A maior parte do script é dedicado às cenas de ação, enquanto o resto da trama é interrompida para ajudar na construção dos personagens, desenvolvendo sentimentos para e sobre eles. 


O filme todo parece um videogame. O protagonista enfrenta seus inimigos e trabalha/evoluindo até alcançar quem é o cara mau, e o derrota. O bandido até tem seu próprio movimento de finalização, que o herói deve procurar se esquivar. Este é de longe o melhor filme de luta de todos os tempos, e eu já vi milhares deles. "O Rei..." foi outra coprodução dos EUA-Hong Kong da N.G./Seasonal Films. Como a maioria das produções da N.G., seus filmes de kung-fu costumam ser bregas, com uma forte dose de alta energia. Esse é o lado bom dessa produtora. 


Eles nem tentam ser sérios ou elevar o material de origem. Aqui não é exceção. Ele é preenchido com muitas referências ao Kickboxing (termo muito usado nos anos 80, e que agora está em desuso) e paródias de outras produções. 


Os cineastas e os atores parecem estar se divertindo muito fazendo ele. Então sente-se e relaxe. Filmes como estes já não são mais produzidos e nós sentimos muito a falta deles. Nota 8,5.

Direção de Lucas Lowen.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Sinbad e os Sete Mares (1989)

Aventura italo-americana estrelada por duas lendas dos filmes B, Lou Ferrigno (HERCULES; HULK - A SÉRIE) e a atriz Teagan Clive (ALIENATOR; INTERZONE), ambos também atletas do levantamento de peso. O enredo traz Sinbad em busca de algumas pedras especiais para que seu amigo Príncipe, possa se casar com sua amada, que está sendo mantida pelo bruxo maligno Jaffar (John Steiner). Ele embarca com uma tripulação que inclui um guerreiro viking (Ennio Girolami) e um samurai (Hal Yamanouchi), superando adversidades como grandes criaturas, tiros a laser, e soldados que ressuscitam do mundo dos mortos. 


Feito na Espanha, sem nenhum equipamento de som, sob um diretor que o reescreveu enquanto o filmava, arquivado por anos devido a ser inutilizável, mal dublado e mal pontuado em uma tentativa de conseguir algo vendável. Esta produção peca, por seu histórico problemático, e sofre por não ter as mesmas lindas cores brilhantes, que pelo menos fizeram o clássico "Hércules" da década de 80, divertido de se ver. 


Eu não posso recomendá-lo, a menos que você goste de fantasias despretensiosas. Há monstros, brigas, mulheres sensuais, efeitos animados, capangas vestidos de couro, narração constante explicando o que está acontecendo, música tosca, cavalos zumbis mágicos etc. 


Ainda temos no elenco a bela atriz italiana Alessandra Martines no papel de Alina, e Stefania Girolami Goodwin como Kyra. Recomendado para fãs de Lou Ferrigno (ele ainda está em forma e com um belo penteado) e filmes de ação italianos do gênio Enzo G.C. (FUGA DO BRONX; NEW BARBARIANS). NOTA 7.

Direção de Enzo G. Castellari.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Double Dragon (1994)

Filme de ação obscuro, inspirado em game de sucesso mundial. Passado ​​vários anos no futuro, na Califórnia pós-terremoto, onde San Diego e Los Angeles se fundem em uma cidade só, dois irmãos adolescentes - Jimmy (Mark Dacascos - ator e campeão mundial de artes marciais) e Billy Lee (Scott Wolf - NIGHT SHIFT, CSI NY), possuem a metade de um poderoso talismã chinês antigo. O milionário Koga Shuko (Robert Patrick - TERMINATOR 2) tem a outra metade, e decide usar seus capangas para pegar a parte que resta dos irmãos, obtendo o amuleto completo e o poder absoluto do Dragão Duplo. 


Para enfrentar esse exército maligno, os irmão contam com a ajuda de um grupo de jovens rebeldes, liderados pela bela garota loira Marian (Alyssa Milano - COMMANDO). Eu serei justo, há poucos pontos positivos no filme, mas eles são extremamente triviais. Um deles é a pintura usada nos cenários da cidade devastada pelo terremoto, elas são bastante agradáveis ​​e adicionam um pouco de atmosfera. 


O segundo é Mark Dacascos, um ótimo artista marcial e um ator decente também. Em terceiro lugar e, finalmente, é Robert Patrick, que genuinamente parece estar se divertindo em cena. Quando ele aceitou esse papel, o Sr. Patrick estava desesperado por trabalhar, ou não se importava com papéis constrangedores, eu suspeito que seja o último porque ele parece ter muita alegria em atuar no filme. A sensação que se tem, é que tentaram fazer aqui uma versão moderna do clássico WARRIORS, SELVAGENS DA NOITE....com tecnologia, mas sem um roteiro cativante. 


De resto podemos dizer que temos uma grande e fumegante pilha de besteiras, que praticamente não tem nenhuma semelhança com o grande jogo produzido pela TECHNOS em que se baseia, e é um exemplo absolutamente terrível de produção cinematográfica em si. Têm um grande elenco (ainda temos as belas Kristina Wagner e Julia Nickson) mas que não funciona na prática. Serve mais como nostalgia mesmo. Nota 7.

Direção de James Yukich.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

O gênio do videogame (1989)

Aventura obscura, patrocinada pela empresa de jogos eletrônicos Nintendo. Corey (Fred Savage) e Jimmy Woods (Luke Edwards), são dois irmãos que estão separados, devido ao divórcio de seus pais. Jimmy é um garoto mentalmente instável, e que teve problemas desde a morte precoce de sua irmã. Um dia Corey descobre que Jimmy, tem um talento natural para jogar videogames. Ele é um dos melhores do mundo, então decidem viajar em direção a Costa Oeste, para competir em um campeonato de videogame. 


Mas nem tudo será fácil, pois ao longo do caminho, eles devem evitar pessoas estranhas, que estão tentando levar Jimmy, embora de volta. Este filme é um clássico porque apresentou ao mundo um dos maiores jogos já feitos - "Super Mario 3". A empresa japonesa fazia um alto investimento para superar a concorrência no mercado dos jogos. 


Aqui, eles também apresentam alguns acessórios, a POWER GLOVE (Luva tosca, que mais atrapalhava do que ajudava nos games), e a NINTENDO Game Hotline (uma espécie de Internet precária e que não funcionava). O elenco, além de Savage (o eterno Kevin Arnold de "Anos Incríveis), também tinha dois ícones dos anos 90, Beau Bridges ("O Resgate de Jessica" - filho de Lloyd Bridges e irmão de outro astro, Jeff Bridges) e Christian Slater ("Entrevista com o vampiro"). Este filme é uma parte da cultura pop do final dos anos 80, tendo aquele consumismo básico de produtos para game-maníacos.


Não é uma produção ruim e não é uma obra-prima. Quando assisto, me recorda a boa e velha "jogatina Nintendo". Ele pode ser brega e antiquado, mas ainda assim é ótimo de se ver. Hoje em dia não temos mais filmes assim para crianças, sobre ser jovem, livre, nunca querer envelhecer, e que as férias de verão sejam eternas. É um momento único da história do entretenimento, e que jamais deve ser esquecido. Nota 8.

Direção de Todd Holland.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Yellow Hair, a Guerreira de Indiana Jones (1984)

Não somente o terror B produziu boas pérolas cinematográficas, mas o gênero "aventura", também já rendeu alguns clássicos, como por exemplo os filmes da série "Allan Quatermain', com Richard Chamberlain e Sharon Stone em começo de carreira. Esta produção aqui, de 1984, traz a história de uma bela guerreira de cabelos amarelos (a modelo Laurene Landon, que não vingou como atriz principal) e seu companheiro leal - Pecos Kid (Ken Roberson). Eles estão atrás de uma fortuna em "ouro maia". Essa dupla corajosa foge da escravidão do exército mexicano, de uma gangue de bandidos assassinos, e de uma tribo letal de guerreiros astecas, para encontrar o vale perdido, onde se encontra todo esse tesouro.


É um lançamento da produtora  "Crown International", famosa por determinadas características; atuação questionável, baixos valores de produção e diálogos ruins. 


Por incrível que pareça, este filme foi um dos maiores orçamentos da CI, mas isso não significa que o filme em si é melhor, do que o orçamento médio da CI. Enquanto se observa, o filme  lembra mais um Spaghetti Western, do que os filmes de Indiana Jones, que está sendo anunciado. 


O título e a capa do vídeo são muito enganosos.  Também têm no elenco alguns atores conhecidos dos westerns italianos/espanhóis, incluindo Aldo Sambrell, que apareceu em produções de Sergio Leone. Mas acho que o mais interessante da produção, é a história sobre a tal civilização perdida, que vive no subsolo e realiza rituais estranhos e sinistros. 


Acho que isso deve ter sido inspirado por "Indiana Jones e o Templo da perdição", embora ambos os filmes tenham sido lançados no mesmo ano, ou seja, pode ser apenas uma coincidência.  A atuação de Laurene Landon é péssima, fica claro que ela foi escalada mais pela beleza, do que pelo talento - embora ela tenha continuado a carreira como atriz até os dias atuais. Não espere nada de muito positivo, mas você terá, pelo menos, algo ligeiramente diferente. No fim das contas, é ruim, mas é bom também.

Direção de Matt Cimber.

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Os Vigilantes (1983)

Filme de ação de baixo orçamento, estrelado por dois ícones da blaxploitation: Fred Williamson e Steve James. Enquanto Williamson ficou restrito mais a este tipo de produção B, James se tornou um dos maiores representantes dos anos 80. Bom, vamos ao enredo. Eddie Marino (Robert Forster) é um operário de uma fábrica em Nova York. Ele tem uma esposa chamada Vickie (Rutanya Alda) e um filho chamado Scott (Dante Joseph). O colega de trabalho de Eddie, Nick (Fred Williamson) e alguns outros trabalhadores da fábrica, decidem montar um grupo de justiceiros, porque estão fartos dos cafetões e traficantes que continuam tomando conta dos bairros. 


Nick e seu grupo também estão cansados ​​da polícia, que nunca protege as pessoas, que se tornam vítimas fáceis. Certa noite, Eddie vai para casa depois do trabalho e descobre que sua mulher foi esfaqueada, e seu filho Scott morto a tiros. Frederico "Rico" Melendez (Willie Colón), o líder da gangue de rua porto-riquenha, é então, preso pelo crime. A assistente da promotora Mary Fletcher (Carol Lynley) planeja condenar Rico o maior tempo possível, já que Nova York não tem pena de morte. Nick tenta convencer Eddie a se juntar ao grupo de vigilantes, mas Eddie acaba decepcionando Nick, preferindo deixar que os tribunais cuidem de Rico. Nick então, resolve aplicar sua própria justiça contra a gangue de rua. O ator Steve James faz o papel do policial Gibbons. 


Para quem não o conhece, James hoje é considerado um dos maiores símbolos da década de 80, sendo ator, roteirista (escreveu o filme STREET HUNTER, de 1990) dublê e mestre de artes-marciais. Ele também estrelou as produções das franquias AMERICAN NINJA com Michael Dudikoff, FORÇA DELTA com Chuck Norris e o clássico WARRIORS - SELVAGENS DA NOITE. Além disso, também participou dos seriados OS GATÕES, MANTIS e a GATA E O RATO. Infelizmente, Steve James nos deixou precocemente, vítima de câncer (ele morreu no dia 18 de dezembro de 1993, depois de anos de abuso de anabolizantes) quando havia se casado recentemente com a atriz asiática Christine Pan James. Mas, fica aqui a nossa homenagem, aquele que sempre será lembrado, como o eterno Black Ninja...


*Filme escrito por Richard Vetere e dirigido por William Lustig.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Tuff Turf - O Rebelde (1985)

Mais um clássico da década de 80. Tuff Turf foi uma mistura de musical com filme de ação, lançado no Brasil em 1985 e estrelado por James Spader (segundo consta, na mesma época, o ator teria recusado o papel principal no filme "Footloose", pois acreditava no sucesso de Tuff Turf, que acabou não acontecendo, diga-se de passagem). A história é sobre o jovem rebelde Morgan (Spader), um encrenqueiro profissional que vive sendo expulso de escolas. Seu pai faliu e a família decide morar na Califórnia, abandonando sua antiga cidade.  


Ao chegar em sua nova escola, ele conhece um amigo, o baterista Jimmy (Robert Downey), mas também tem o desprazer de conhecer o vilão Nick (Paul Mones), a gangue de Nick (que lembra uma mistura bizarra de New kids on the block com Menudos rsrs) e a garota Frankie (a belíssima musa teen e atriz Kim Richards, tia de Paris Hilton na vida real!) que interpreta a namorada de Nick, líder da gangue. É claro que Morgan irá se interessar por ela e provocar um "pequeno" conflito na sua nova escola\cidade,  e esta é, basicamente, a razão de todo o filme. 


Um dos pontos positivos são as cenas de luta, bem coreografadas até. O filme também traz menções de outro clássico, “Juventude Transviada”. Em Tuff Turf, ainda encontramos vários aspectos sociais, como as diferenças de classes, as drogas e a ausência de perspectiva dos jovens norte-americanos. Destaque para o ator iniciante Robert Downey (ainda sem o Jr) e a grande trilha sonora com Marianne Faithful, Southside Johnny, The Jim Carroll Band e outros. O filme ganhou notoriedade nas videolocadoras brasileiras no mesmo período do surgimento do videocassete e das "fitas seladas", sendo também repetido exaustivamente na emissora do Silvio Santos, a antiga TV-S, hoje SBT. Direção de Fritz Kiersh.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

JOGO DA MORTE 2 (1981)

Mesmo depois de oito anos da morte de Bruce Lee, alguns produtores resolvem continuar explorando a imagem do ícone do kung-fu, se aproveitando de material antigo e restos de cenas do grande lutador\ator. Primeiro foi em "Jogo da Morte parte 1" (1978), depois com essa continuação aqui, pra lá de duvidosa. O ator Tong Lung, volta a fazer cenas de luta de Bruce Lee, assim como no primeiro filme, e também interpreta Bobby Lo, irmão de Bruce. Bruce Lee interpreta Billy Lo, e começa o filme visitando seu amigo Chin kun (Hawang Jang-lee). Ambos possuem estilos diferentes e são mestres muito respeitados. Chin Kun é desafiado, assim como Billy, que então vai visitar o templo sagrado, onde seu irmão reside e descobre que ele anda desagradando o abade. A partir daí, segue uma trama onde Chin kun é assasinado. Billy vai ao japão para o funeral e para a investigação. Lá chegando, passa por várias tentativas de ser morto, mas escapa, culminando na cena clássica do caixão de Chin kun sendo sequestrado por um helicóptero. Billy Lo morre, (aparece mais uma vez, cenas do funeral real do Bruce Lee). 



Bobby Lo, o irmão, pretende descobrir a verdade sobre a morte de Billy. Ele vai também para o japão, e de lá direto para a morada do personagem Lewis (Roy Horan), um ocidental que estuda as artes marciais. Bobby acredita que Lewis está envolvido com a morte de seu irmão. O templo de Lewis é um local obscuro, onde são criados e observados animais selvagens, bem como a existência de uma lenda, afirmando que há uma "torre da morte de cabeça pra baixo" (por isso o filme também é chamado de "Torre da Morte") nos arredores. Bobby  então, parte para o confronto, enfrentando vários inimigos poderosos, como uma espécie de hércules e também um monge budista, tentando encontrar pistas do acontecido. 



O filme em si não é ruim, apesar da produção tosca. Vale uma conferida pela criatividade contida nele. Direção: Ng See Yuen. Elenco: Tong Lung, Hawang Jang-Lee, Roy Horam, Bruce Lee.

O OCTÓGONO (1980)

Lendária produção com o ícone Chuck Norris e uma das primeiras a apresentar os guerreiros ninja ao público do ocidente. Reza a lenda que o filme também serviu de inspiração para os torneios de vale-tudo e MMA ao redor do mundo. Scott James (Chuck Norris) é um campeão de artes marciais aposentado. Justine Wentworth (Karen Carlson), uma rica herdeira em busca de vingança, que o encontra e o convence a se infiltrar em um  perigoso grupo terrorista chamada "The Octagon", que treina seus mercenários na antiga e misteriosa arte do Ninjutsu. Scott descobre que a seita é liderada pelo seu meio-irmão e antigo desafeto Seikura (Tadashi Yamashita), que usa suas habilidades marciais para treinar seus soldados malignos no estilo letal dos ninjas. Scott agora se vê obrigado a enfrentar o seu meio-irmão num confronto final, na desesperada tentativa de impedi-lo que continue no seu caminho de sangue. 



Também tem no elenco Lee Van Cleef no papel de McCarn, caçador de recompensas e líder de um grupo anti-terrorista. Ele é o primeiro a comentar sobre uma tal base secreta onde mercenários recebem treinamento ninja para poderem praticar crimes políticos ao redor do mundo. Os grandes momentos do filme ocorrem quando Chuck vai enfrentando vários "sub-chefes" antes do fim, como se estivesse em um jogo de arcade, entre eles muitos ninjas, assassinos e guerreiros toscos.


Apesar de não ser um dos melhores trabalhos de Norris, ironicamente foi o sucesso de bilheteria desta aventura, que transformou o ator em um dos grandes astros de ação do estilo. Também conhecido como "Escola de Assassinos". Direção de Eric Karson e roteiro por Paul Aaron e Leigh Chapman.