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quinta-feira, 30 de julho de 2020

Cemitério Maldito (1989)

Cemitério Maldito (1989). Pet Sematary. Ansioso para recomeçar sua vida, o jovem médico Louis Creed (Dale Midkiff) e sua família - sua esposa Rachel (Denise Crosby), sua filha Ellie (Blaze Berdahl) e seu bebê de três anos, Gage (Miko Hughes) - se mudam para uma nova casa, em uma pequena cidade rural, perto de uma alarmante estrada movimentada. No entanto, após a morte do querido gato de Rachel, em um acidente terrível, Louis desesperado, segue o conselho de seu vizinho amigável, para enterrá-lo em um cemitério antigo de Micmac (um santuário místico, imbuído de supostos poderes de reanimação) para trazê-lo "de volta". 


Agora, vitima de outra tragédia, Louis não tem outra escolha, senão voltar ao cemitério local, com grandes esperanças de que, desta vez, as coisas sejam diferentes para a felicidade de sua família. No entanto, este retorno sepulcral poderá trazer terríveis consequências....Esta adaptação assustadora e sangrenta de Stephen King, apresenta excelentes performances de Dale Midkiff, Fred Gwynne (que morreu tristemente, há alguns anos), Denise Crosby e alguns efeitos realmente horríveis. 


A diretora Mary Lambert tem um maravilhoso senso de estilo visual, conseguindo fazer desta, uma das poucas versões da obra de King, que não só vale a pena ver, mas também cultuar. A representação da criança zumbi Gage (Miko Hughes - participou também de "New Nightmare") é igualmente digna de elogios, ou melhor, conseguem transformar um personagem meigo, em algo ameaçador e assustador. 


Se você acha que o filme não é assustador - assista sozinho no escuro, e garanto que "Pet Sematary" é tão poderoso quanto "O Massacre da Serra Elétrica". Um clássico, recomendado para qualquer tipo de fã de horror e ficção. Nota 9.

Direção de Mary Lambert.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

A Volta dos Mortos-Vivos (1985)

The Return of the Living Dead. Franquia de baixo-orçamento e de grande sucesso nos anos 80. Funcionários desajeitados de um armazém químico, acidentalmente liberam um gás mortal no ar. Esses vapores tóxicos chegam até as pessoas  mortas,  que voltam a vida na forma de estúpidos zumbis, que acabam causando um grande tumulto por Louisville, Kentucky, buscando sua comida favorita, o cérebro dos vivos!. Muitos anos antes da internet, Tv-a-cabo e joguinhos de PC, "Return...'' nos apresentou zumbis velozes, que podiam correr, pular e trabalhar em grupo, atacando pessoas e fazendo disso uma atividade "tragicômica". Estes monstros não são nada lentos; eles falam, pensam e resolvem problemas. 


Os personagens adultos deste filme são bem mais interessantes, do que os adolescentes (a gangue teen, é bem fraca e clichêzinha para falar a verdade). James Karen (Frank) é absolutamente histérico em seu papel como o gerente do depósito médico, cuja irresponsabilidade desastrosa leva à liberação dos monstros. Clu Gulager (Burt) é um idiota corporativo estressado, que fará de tudo para salvar o nome e a reputação do armazém que possui. E Don Calfa (Ernie) está excelente como o agente funerário sombrio, que pode ou não ser um ex-nazista. 


O grupo de personagens é incompatível na trama, mas se reúne e forma um vínculo, revidando e ficando mais desesperado, à medida que os zumbis se tornam mais fortes. Este filme nunca desacelera, nem por um minuto. Não há cenas de explicação longas, nenhuma configuração chata, apenas "emoção-killig-zumbi", desde a primeira cena. 


É a homenagem perfeita aos filmes de Romero; não existe um final feliz aqui, apenas uma reviravolta irônica que fará sorrir até o mais cínico pessimista. Este filme já é um clássico cult e merece seu status, não foi um sucesso estrondoso como "Sexta-feira 13", ou a "Hora do pesadelo", mas conseguiu uma boa parcela de fãs, até os dias atuais. Nota 8.

Direção de Dan O'Bannon.