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quinta-feira, 9 de abril de 2020

CHERRY 2000 (1987)


CHERRY 2000 (1987). No distante e futurístico ano de 2017, Sam (David Andrews), um homem rico, tem uma vida artificialmente feliz, ao lado de uma mulher perfeita e robótica. Em um fatídico dia, a esposa animatrônica de Sam, chamada Cherry 2000 (a bela atriz-modelo Pamela Gidley , que infelizmente morreu jovem aos 53 anos) sofre um acidente aquático e acaba ficando com danos permanentes em seu sistema. 


Desesperado por um novo modelo de boneca-robô, Sam acaba descobrindo que o último modelo existente, se encontra em uma fábrica abandonada, em uma zona desértica, tomada por rebeldes-mutantes. Para ter acesso a ela, ele contrata a sensual "guerreira-renegada-estilo-mad-max" E. Johnson (Melanie Griffith), para encontrar este modelo robótico tão raro. Esta jornada, os levarão à região traiçoeira e sem lei chamada "Zona 7", sob o soberano tirano Mr Lester (Tim Thomerson). 


Durante sua jornada, Sam aprende da maneira mais difícil, que a mulher perfeita não é feita de chips e miolos de computador, mas sim de carne e ossos reais (sem spoilers ok?). Bom, CHERRY 2000 finalmente alcançou o status de "filme cult". Mas, diferentemente de muitos outras produções, ela realmente merece o título. Há muitas coisas positivas por aqui. O ator Ben Johnson tem um bom e trágico papel (com que frequência você consegue isso em um filme b?). A bela Griffith é alternadamente rústica e delicada ao mesmo tempo. 


Claro, Tim Thomerson como Lester quase rouba a cena, proporcionando um vilão verdadeiramente estranho e cruel. Os efeitos são bregas, com certeza, mas eles nunca parecem falsos, ao contrário de muitos filmes lançados atualmente. Quando você vê o carro da E. Johnson sendo pendurado na barragem Hoover, é um carro real, e não um efeito digital estúpido. O filme deixa sua mensagem de forma muito óbvia, mas, considerando as claras restrições orçamentárias com as quais eles estavam trabalhando, isso é uma dádiva e não um defeito. 


A sátira às vezes é hilária (observe Larry Fishburne, como advogado de óculos refletivos, no melhor estilo Morpheus; e a irônica derrocada final do vilão). Se você é fã de filmes apocalípticos como MAD MAX e FUGA DE NOVA IORQUE, não irá  se arrepender de apreciar este clássico, que era exibido a exaustão, na Tv global dos anos 90. Nota 8,5.

Direção de Steve De Jarnatt.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

A Volta dos Mortos-Vivos (1985)

The Return of the Living Dead. Franquia de baixo-orçamento e de grande sucesso nos anos 80. Funcionários desajeitados de um armazém químico, acidentalmente liberam um gás mortal no ar. Esses vapores tóxicos chegam até as pessoas  mortas,  que voltam a vida na forma de estúpidos zumbis, que acabam causando um grande tumulto por Louisville, Kentucky, buscando sua comida favorita, o cérebro dos vivos!. Muitos anos antes da internet, Tv-a-cabo e joguinhos de PC, "Return...'' nos apresentou zumbis velozes, que podiam correr, pular e trabalhar em grupo, atacando pessoas e fazendo disso uma atividade "tragicômica". Estes monstros não são nada lentos; eles falam, pensam e resolvem problemas. 


Os personagens adultos deste filme são bem mais interessantes, do que os adolescentes (a gangue teen, é bem fraca e clichêzinha para falar a verdade). James Karen (Frank) é absolutamente histérico em seu papel como o gerente do depósito médico, cuja irresponsabilidade desastrosa leva à liberação dos monstros. Clu Gulager (Burt) é um idiota corporativo estressado, que fará de tudo para salvar o nome e a reputação do armazém que possui. E Don Calfa (Ernie) está excelente como o agente funerário sombrio, que pode ou não ser um ex-nazista. 


O grupo de personagens é incompatível na trama, mas se reúne e forma um vínculo, revidando e ficando mais desesperado, à medida que os zumbis se tornam mais fortes. Este filme nunca desacelera, nem por um minuto. Não há cenas de explicação longas, nenhuma configuração chata, apenas "emoção-killig-zumbi", desde a primeira cena. 


É a homenagem perfeita aos filmes de Romero; não existe um final feliz aqui, apenas uma reviravolta irônica que fará sorrir até o mais cínico pessimista. Este filme já é um clássico cult e merece seu status, não foi um sucesso estrondoso como "Sexta-feira 13", ou a "Hora do pesadelo", mas conseguiu uma boa parcela de fãs, até os dias atuais. Nota 8.

Direção de Dan O'Bannon.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

O Cristal Mágico (1986)

Mo Fe Cui. Filme de ação feito em Hong Kong, estrelado pela dupla de atores/lutadores  Andy Lau e Cynthia Rothrock (uma espécie de versão feminina de Chuck Norris). Aproveitando a popularidade dos mega-hits de Steven Spielberg, E.T. e INDIANA JONES, o cineasta chinês, Wong Jing, dirigiu esse filme sobre Andy (Andy Lau) que, juntamente com os amigos Pin (Bin Bin) e Pancho (Jing Wong), se aventuram na Grécia para encontrar seu amigo Shen (Phillip Ko), perdido há muito tempo. Eles logo descobrem que Shen está sendo seguido tanto pela KGB, quanto pela Interpol, depois de encontrar algumas jóias raras, em uma escavação arqueológica. 


Após uma série desagradável de eventos, Andy acaba em Hong Kong com as pedras, que, ao que parece, não são jóias, mas uma forma de vida alienígena. Enquanto isso, Karov (Richard Norton, MAD MAX 4), um mágico do mal, está decidido a colocar as mãos na gema-alienígena, fazendo o que for necessário. Cynthia Rothrock é Cindy, uma agente da Interpol que procura o cristal mágico, junto com Andy Lau, que  também é algum tipo de agente especial. 


O cristal tem o poder de projetar imagens e até de fazer uma lavagem cerebral, a uma certa distância. Richard Norton é um russo ganancioso, que procura usar o cristal para seu próprio prazer. A mistura de gêneros diferentes - ficção científica e artes marciais - não é 100% eficaz, mas às vezes é interessante, principalmente durante as cenas de luta, que são ágeis e ferozes. Os destaques ficam por conta de Cynthia Rothrock (seu kung-fu de águia), Richard Norton (a maneira como ele lida, com suas armas afiadas duplas), Andy Lau (usando um guarda-chuva como arma!), e a atriz que interpreta sua irmã (com habilidades surpreendentes, de flexão de corpo), são excelentes exemplos de ação. 


Eu recomendo esse filme para admiradores da bela atriz Cynthia, bem como para qualquer fã de cinema de artes marciais, dos anos 80 de Hong Kong. Não é uma super-produção, mas possui bons momentos. Nota 8,5.

Direção de Jing Wong.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

PIN - Uma Jornada Além da Loucura (1988)

Nessa versão-baixo-orçamento de PSICOSE, o personagem Leon (David Hewlett) é Isolado do convívio social por seus excêntricos pais (sua mãe é maníaca por limpeza - a atriz Bronwen Mantel, em um belo papel); enquanto o pai é viciado em seu trabalho). O jovem encontra então, companhia em um amigo imaginário, que por acaso é um boneco de anatomia, do consultório médico de seu pai Dr Linden (Terry O'quinn). Infelizmente, o boneco começa a tomar conta da vida de Leon e da vida de sua irmã Ursula (Cynthia Preston), que dividem a casa com "Pin" (o manequim de anatomia). Quando Ursula começa a sair com o novo namorado, seu irmão e seu sinistro boneco, tomados pelo ciúme, resolvem entrar em ação. Este filme nunca recebeu muita atenção, sendo colocado na mesma bacia de filmes "splatter" dos anos 80.


Isso é realmente uma pena, porque PIN é tudo que um bom filme de terror deve ser: quieto, tenso, estressante e emocionalmente envolvente. A "voz" de PIN é extremamente perturbadora e sua mera presença em cada cena é fascinante, mas ao mesmo tempo incômoda. Você realmente se preocupa com os personagens, ao contrário dos adolescentes fúteis em filmes "slasher", que você nunca conhecerá como seres humanos, e que muitas vezes acaba torcendo contra eles durante a trama. 


Os personagens aqui, não são apenas "carne de açougue". Você gosta deles, você quer que eles sobrevivam, amadureçam e superem o passado. Todos esses elementos, tornam essa produção muito mais difícil de assistir, e muito mais horrível em seus momentos cruciais e assustadores. O final é de fato surpreendente. 


Altamente recomendado para pessoas que gostam de um terror psicológico, com sua paranóia e mentes distorcidas. Nota 8.

Direção de Sandor Stern.

terça-feira, 18 de junho de 2019

O Rei dos Kickboxers (1990)

Kahn (Billy Blanks) é um campeão peso-pesado, que muitas vezes mata seus oponentes na frente da câmera, para promover a venda de fitas de vídeo. Jake (Loren Avedon) testemunhou seu irmão ser morto por ele, e agora deseja se vingar. Mas primeiro ele precisa melhorar suas habilidades de luta; ele pede conselhos a Phang (Keith Cooke), a única pessoa em todo o mundo que já sobreviveu a Khan, para treiná-lo até que ele seja páreo para o assassino. O enredo é perfeito - simples e limitado. A maior parte do script é dedicado às cenas de ação, enquanto o resto da trama é interrompida para ajudar na construção dos personagens, desenvolvendo sentimentos para e sobre eles. 


O filme todo parece um videogame. O protagonista enfrenta seus inimigos e trabalha/evoluindo até alcançar quem é o cara mau, e o derrota. O bandido até tem seu próprio movimento de finalização, que o herói deve procurar se esquivar. Este é de longe o melhor filme de luta de todos os tempos, e eu já vi milhares deles. "O Rei..." foi outra coprodução dos EUA-Hong Kong da N.G./Seasonal Films. Como a maioria das produções da N.G., seus filmes de kung-fu costumam ser bregas, com uma forte dose de alta energia. Esse é o lado bom dessa produtora. 


Eles nem tentam ser sérios ou elevar o material de origem. Aqui não é exceção. Ele é preenchido com muitas referências ao Kickboxing (termo muito usado nos anos 80, e que agora está em desuso) e paródias de outras produções. 


Os cineastas e os atores parecem estar se divertindo muito fazendo ele. Então sente-se e relaxe. Filmes como estes já não são mais produzidos e nós sentimos muito a falta deles. Nota 8,5.

Direção de Lucas Lowen.

sábado, 15 de junho de 2019

Reformatório de Mulheres (1986)

Estrelando 3 musas dos filmes B americanos: Linda Carol (CRIMES DO DESEJO), Wendy O Williams (falecida roqueira e vocalista dos PLASMATICS) e Sybil Danning (HERCULES). A garota Jenny (Linda Carol) é enviada para uma escola-reformatório de mulheres. O local é dirigido pelo cruel diretor e sua mulher Edna (Pat Ast). Jenny terá um longo caminho até tentar escapar, porém ela também terá que lidar com "Charlie" (Wendy OW), a valentona. 


"Reform School Girls" é tecnicamente um filme estilo Women-in-Prison, mas não espere nada muito pesado/erótico como nos filmes de Jess Franco. O diretor Tom DeSimone quis dar um toque mais leve aqui, projetado para ser divertido e não ofensivo. Embora ele forneça a maioria dos ingredientes-padrão do trash/sexy americano - como lutas eróticas, cenas de duchas comunitárias, vestuário mínimo e abuso físico - tudo é feito de forma consciente e amenizada. 


As mulheres peitudas passeiam em seu dormitório em lingerie sexy, os detentos mais sujos e os membros da equipe são caricaturas grotescas, o diálogo é deliberadamente insípido ('Eu pensei que cheirava peixe'), e o enredo é tão extravagante quanto poderia ser. Sejamos sinceros: qualquer filme que tenha Wendy O. Williams (RIP), no topo de um ônibus, em rota de colisão com uma matrona sádica, gorda, com cara de espingarda, chamada Edna, jamais poderá ser levado a sério. 'Reformatório..." é um clássico cult, sobre prisões femininas (milhares de filmes com essa temática, foram feitos ao longo dos anos) e que é prazeroso de se assistir. 


Wendy O W está completamente hipnotizante, embora sua atuação seja muito ruim para dizer o mínimo. Ainda assim, o filme consegue entreter com sua premissa completamente inacreditável. Pat Ast e Linda Carol, fazem desse filme o que ele é, e afinal....por que Sybil Danning aparece na capa do DVD???, eu nunca vou saber, ela mal aparece no filme rsrs. Nota 7,5.

Direção de Tom DeSimone.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

A Maldição de Samantha (1986)

A família Conway se muda para uma nova cidade. O filho Paul (Matthew Labyorteaux) vai se juntar à universidade local, a pedido do Dr. Johanson (Russ Marin). Paul é um gênio em tecnologia, e construiu um robô que fala, pensa e interage, chamado BB. Paul faz amizade com os vizinhos Tom Toomey (Michael Sharrett) e com uma bela loirinha chamada Samantha Pringle (Kristy Swanson - BUFFY, A CAÇA VAMPIROS), cujo o abusivo pai violento, Harry (Richard Marcus), freqüentemente a agride.


Um dia, Paul e Sam (que estavam se conhecendo melhor), Tom e o robô BB estão jogando basquete, e a bola cai no jardim de sua vizinha rabugenta, Elvira Parker (Anne Ramsey, falecida atriz que também atuou em OS GOONIES, no papel da vilã Mama Fratelli), que não a devolve. No Halloween, os jovens invadem a casa dela, mas o alarme dispara e a vizinha atira no robô, que mesmo destruído, consegue preservar seu chip. Paralelo a isso, a garota Sam é assassinada pelo seu abusivo pai. 


Paul vai ao hospital, e decide então, tomar uma atitude ousada. Implantar na garota, o microchip de seu antigo robô. A esperança do rapaz, é que sua amada "retorne" a vida. O problema é que o plano dá certo, agora Samantha tem a força e a personalidade de uma máquina, será que isso trará boas consequências???... esse clássico, é mais um belo exemplo de produção mal compreendida. Muito parecido com SHOCKER (1989), este filme recebeu uma pésssima crítica na época. Nós todos sabemos que Wes Craven sempre produz sucessos ou filmes muito ruins, mas eu acho que esse é um dos seus êxitos. Pelo menos ele está tentando algo diferente. 


A atuação é medíocre, mas eu realmente gosto da história de um "Frankenstein moderno". A direção e os sustos, são fantásticos, e a cena da bola de basquete é incrível (há um pouco de gore aqui). Todos devem dar uma chance a bela "Samantha...". Pelo menos vai ver algo exótico, e acima da média. Nota 9,5.

Direção de Wes Craven.

sábado, 8 de junho de 2019

Ataque dos vermes malditos (1990)

Uma pequena cidade está gradualmente sendo engolida, por uma criatura estranha que elimina as pessoas uma a uma. Mas o que é essa criatura e onde ela está? Ao mesmo tempo, uma sismóloga está trabalhando na área e detecta estranhos tremores. O causador desse fenômeno está no subsolo, e pode "aparecer" sem aviso prévio. Presos em sua cidade, o povo da cidade não tem como escapar. Valentine Mckee (Kevin Bacon) e Earl Bassett (Fred Ward) são dois trabalhadores braçais, "presos" na pequena cidade sem futuro, em Nevada. Eles sonham em se tornar ricos, então decidem finalmente sair de lá. 


Porém, a descoberta de cadáveres de humanos e animais, os seguram por lá, por mais algum tempo. Há também a estrada, que foi bloqueada por um grande pedregulho. Para estudar a atividade sísmica estranha, é chamada Rhonda (Finn Carter), uma estudante de graduação que ajuda a chegar à conclusão de que tanto as mortes, quanto as vibrações estranhas no solo, estão conectadas. 


Vermes gigantes de 30 pés, quatro deles para ser exato, estão atacando os moradores em suas casas, incluindo o casal Burt e Heather Gummer (Michael Gross e Reba Mcentire). O resto do filme, se torna uma luta desesperada para enfrentar os vermes, e sair da cidade com vida. O que realmente faz o filme funcionar são os personagens: todos eles parecem pessoas reais, com muito carisma, e presos em uma situação insana. 


Apesar da limitação de elenco, temos Kevin Bacon e Fred Ward, que não permitem o tédio ao longo da trama. Mais um bom exemplo de produção de baixo custo, com efeitos especiais razoáveis e que ainda se tornou uma franquia de relativo sucesso, principalmente no período das video-locadoras. Nota 9.

Direção de  Ron Underwood.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

ALLIGATOR - Jacaré Assassino (1984)

Ramon, um bebê jacaré, é jogado no vaso sanitário, indo parar no esgoto da cidade. Lá, ele se transforma em um monstro gigantesco, depois de comer cadáveres de animais de laboratório, que passaram por experimentos duvidosos com hormônios. Em pouco tempo, ele começa a atacar as pessoas e animais de sua cidade, se tornando uma ameaça mortal. Estrelando Robert Forster e Robin Riker, ALLIGATOR tem um roteiro bem escrito, com diálogos interessantes e direção regular. O carismático Robert Forster, faz o papel do policial estressado, e Henry Silva faz uma participação especial como um caçador. 


Eu não sei se o desempenho dele foi intencionalmente ruim, ou se ele estava apenas tentando ser tão ruim, mas de qualquer forma, funcionou. Eu curti seu personagem e os barulhos engraçados que ele faz. Tenho certeza que foi algo intencional. Os efeitos especiais são realmente muito bem feitos para a época e, de muitas maneiras, bem mais convincentes, do que a maioria da porcaria de efeitos (de seriados estilo CSI) que somos forçados a aturar hoje. 


A cena onde o garotinho anda na prancha e é devorado, é muito sombria e perturbadora. A maneira como a mãe acende a luz e revela a boca faminta do jacaré, é totalmente a razão pela qual os pesadelos ocorrem. Há um equilíbrio grande entre o horror e o humor. A trilha sonora e o tema que toca sobre os créditos finais, são seriamente arrepiantes. Um filme de monstros que sabe o que é, e nos diverte com isso. 


É bem superior ao seu antecessor italiano de 1979 - "Alligator, a fera assassina". Sempre um verdadeiro prazer de assistir de novo e de novo. Nota 9. 

Direção de  Lewis Teague. 

terça-feira, 23 de abril de 2019

A Invasão das Aranhas Gigantes (1975)

Um misterioso buraco negro atinge o norte de Wisconsin, abrindo uma porta para outras dimensões. Aranhas gigantes de 15 metros surgem dele, com um apetite voraz por carne humana. A Dra. Jenny Langer (Barbara Hale) e o Dr. Vance (Steve Brodie) da NASA, tentam salvar o mundo desta maligna invasão. "Aranhas Gigantes..." é um filme de baixo orçamento tosco, que relembra as produções dos anos 50. É tudo muito previsível; ovos de aranhas gigantes, viajam para a Terra a bordo de alguns meteoritos, e pousam em uma pequena cidade de Wisconsin. As pessoas começam a desaparecer, o gado é mutilado e as coisas fogem do controle. 


Não é necessário dizer, que caberá ao xerife local, e aos astrônomos especialistas da NASA, descobrir e, finalmente, enfrentar a origem dos fatos estranhos. É claro que, tudo está sendo causado por essas malditas aranhas gigantes que estão correndo soltas, devorando todo mundo à vista. Os efeitos são muito ruins e a atuação é muito deficiente, mas tudo faz parte da diversão. 


Surpreendentemente, eles realmente construíram aranhas gigantes para este filme (e claro, boa parte do orçamento morreu aqui) e, embora pareçam terríveis, é maravilhoso ver essas criaturas vagando e causando estragos por onde quer que passem. 


"Aranhas Gigantes..." é uma boa distração irracional, sendo melhor que 90% dos filmes de terror/ficção científica que estão sendo feitos nos dias de hoje. Não é só divertido, como também possui efeitos especiais bem curiosos para sua época. Nota 8,5.

Direção de Bill Rebane. 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Os Ghoulies (1984)

Franquia trash, de grande sucesso. Um jovem rapaz e sua namorada, se mudam para uma antiga mansão. Lá, o jovem fica fascinado pela vontade de controlar antigos demônios. Quando criança, Jonathan Graves (Peter Liapis) é retirado de seu pai, Malcolm (Michael Des Barres), o líder de um culto à magia negra, quando Malcolm quase sacrifica Jonathan em um ritual. Muitos anos depois, Jonathan descobre que seu pai faleceu e ele herdou uma grande casa, que agora está em condições precárias. Ele se muda para lá com sua namorada Rebecca (Lisa Pelikan), e logo depois começa a agir estranhamente, seguindo os passos do maligno pai. Se você é fã de filmes extravagantes, Ghoulies é uma boa pedida. 


Todos os outros provavelmente deveriam evitar esse filme. Esta é uma produção de Charles Band, conhecido por filmes bem duvidosos. Estamos quase no território da produtora Troma aqui, mas Ghoulies ainda é bem superior do que a produção típica da Troma. Ghoulies apresenta a maioria dos clichês de terror da metade dos anos 80, ou seja: cabelos grandes, minissaias apertadas, gravatas finas, uso de drogas recreativas e assim por diante. Também temos a típica alta contagem de mortos, embora nesse caso, vale a pena notar que o escritor/diretor Luca Bercovici, introduz uma "reviravolta" perto do final, que diminui significativamente os assassinatos.


Peter Liapis é o foco do filme, seu absurdo exagero, ocupa a maior parte do tempo na tela. Ainda assim, apenas a breve presença de dois servos demoníacos, Grizzel e Greedigut, por si só, faria de Ghoulies um clássico. Isso, sem nem mencionar os outros adereços  ridículos, que são obviamente bonecos e "peças mortas" (Charles Band parece amar fantoches), e foram o começo, de uma tentativa de lucrar com o sucesso da série Gremlins. Nós também temos zumbis, uma batalha de feiticeiros, óculos de sol como um grande dispositivo, bonecos malignos, um ataque com uma língua de 1,5 metro de comprimento e algum subtexto homoerótico provavelmente não intencional. 


Note que, enquanto Ghoulies é rotulado de "comédia/horror", é muito improvável que tenha sido planejado para ser uma comédia de alguma forma. Mesmo se o produtor aplicasse o rótulo ao filme antes do lançamento, provavelmente era porque até ele percebeu como o filme era ridículo. De qualquer forma, ainda há muita diversão por aqui. Nota 8.

Direção de Luca Bercovici.

Re-Animator - A hora dos mortos-vivos (1985)

Um estudante de medicina e sua namorada, envolvem-se em um experimento bizarro, de reanimar os mortos, conduzidos por seu incorrigível companheiro de quarto. A ênfase aqui também está no humor, uma vez que os mortos podem andar e aprontar por ai. O filme, inspirado por H.P. "Herbert West: Re-Animator", de Lovecraft, segue um enredo simples. Herbert West (Jeffrey Combs que, como Bruce Campbell, é uma lenda dos filmes B) é novo na Medical University. Imediatamente, Herbert discute com o Dr. Carl Hill (David Gale) o assunto da "morte cerebral". Paralelo a isso, o personagem Dan Cain (Bruce Abbot) está procurando por um companheiro de quarto. Ele também está namorando a filha de Dean Alan Halsey (Robert Sampson), Megan (Barbara Crampton). 


Já West está a procura de um local para seus estudos, incluindo experimentos com animais. Não demora muito para que o gato do local acabe morto, revitalizado e morto novamente. As primeiras cenas de violência são perturbadoras e hilariantes ao mesmo tempo e são apenas uma amostra do que está por vir. Dan tenta resistir à tentação do poder inerente ao fluido de re-animação, mas é atraído pelo mundo louco de seu amigo Herbert. 


Há uma reviravolta de fatos na metade do filme (eu não seria louco para estragar) que quase grita para o espectador: "Não estamos seguindo regras aqui". O enredo abre caminho para a famosa conclusão de que, se você ainda não ouviu falar, vai deixá-lo sem fôlego. Mesmo sabendo o que vai acontecer, quando você finalmente o vê, em toda sua glória sexual, você entende por que esse clássico alcançou tal status. O final do filme é distorcido de muitas maneiras, é impossível narrar. 


Obviamente, é um clássico. Não posso dizer que se adequará ao gosto de todos. As cenas são tão exageradas e ultrajantes, que o sangue se torna cada vez menos chocante. O espectador tímido talvez, poderá querer fugir dessa obra-prima, mas se você é um curioso do material trash, deve procurar esse filme com certeza. Ainda gerou mais três episódios: A NOIVA DO RE-ANIMATOR; POR TRÁS DE RE-ANIMATOR e RE-ANIMATOR 2017. Nota 8.

Direção de Stuart Gordon.

Troll - O Mundo do Espanto (1986)

A família Potter acabou de se mudar para um apartamento alugado em São Francisco. Harry Potter Sr. (Michael Moriarty) e sua esposa Anne (Shelley Hack) estão trazendo os pacotes para o apartamento, enquanto seu filho Harry Jr. (Noah Hathaway; o inesquecível Atreyu do clássico HISTÓRIA SEM FIM) e sua filhinha Wendy Anne (Jenny Beck) ficam na calçada. Quando Wendy vai para a lavanderia, ela encontra o troll malvado Torok (os trolls são seres meio duendes, meio monstros), que usa seu anel mágico para possuir Wendy, e usar sua forma para transformar os moradores de seu apartamento em outros trolls, construindo assim seu reino de terror. Harry Jr. sente que algo está errado com sua irmã, e procura ajuda com a bruxa do bem Eunice St. Clair (June Lockhart), que mora no prédio. 


Esta produção não é tão boa assim, mas também não é tão horrível como costumam dizer alguns sites por aí. É principalmente uma fantasia/horror-comédia não muito ambiciosa, e estranha o suficiente, para se tornar um bom filme cult da meia-noite. Seus poucos oitenta minutos não são insuportáveis, porém, há muitas coisas que não fazem sentido. 


Primeiro: Se tudo na terra das fadas era completamente maligno, como é que a bruxa tinha o cogumelo falante? Segundo: Como é que o troll não queria que a menina morresse? Apesar das falhas, este clássico é digno de seu gênero: um ridículo filme sobre criaturas dos anos 80. A razão pela qual não é tão lembrado como a sua famosa sequência de 1990 (Trolls2), é por ser bastante estranho e chato em algumas partes, mas ainda possui valores de produção, o que difere do segundo episódio mais conhecido, onde a atuação e a escrita são horríveis de uma maneira geral. 


A melhor coisa aqui, é a excelente trilha sonora, do experiente Richard Band. No mais, temos uma produção no estilo "Terrir", esquecido pelas novas gerações. Nota 7.

Direção de  John Carl Buechler.