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quarta-feira, 7 de junho de 2023

Deu a louca nos monstros (1987)


Deu a louca nos monstros (1987). The Monster Squad. Nesta comédia/paródia de terror, Drácula (Duncan Regehr) está vivo novamente. Na verdade, ele planeja governar o mundo e é por isso que ele procura a ajuda de outros monstros lendários, como Frankenstein e a criatura do lago. No entanto, várias crianças consideradas "nerds" descobrem o plano macabro, e se preparam para defender sua cidade natal.



Este grupo de jovens, possuem um clube na casa da árvore, e se autoproclamam fanáticas por terror. Mal sabem que o entusiasmo no gênero, se tornará útil quando sua cidade for subitamente invadida por Drácula e alguns outros vilões de terror memoráveis. O vampiro começa a aterrorizar as ruas, tentando localizar um poderoso amuleto, com potencial para causar desastres graves. 

Quando ninguém mais acredita nas crianças, ou quando os métodos tradicionais de combate ao crime não funcionam (prender o Lobisomen em uma cadeia normal, nos parece um pouco estúpido, não é?), a patrulha monstro (com a ajuda do vizinho "alemão assustador" e de Frankenstein, que resolve mudar de lado e ajudar os garotos) assume as coisas para salvar o dia. Este filme foi ótimo porque, embora os monstros possam parecer toscos (sem esquecer que é tecnicamente um filme de terror familiar), ele ainda tem grandes qualidades. As crianças são realmente muito legais (especialmente Rudy, mesmo que ele use as calças excessivamente apertadas). 


"The Monster Squad" é uma produção cult muito divertida, com uma história engraçada que envolve aventura, comédia sombria e horror. Uma bela trilha sonora, um grande elenco (Andre Gower, Robby Kiger, Ryan Lambert, Stephen Macht e Jon Gries) e muita diversão! Os fãs de filmes obscuros dos anos 80, certamente terão um ótimo material por aqui e sem contra-indicação. Nota 9.

Direção de Fred Dekker. Nota 8.

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Garoto do Futuro (1984)


Michael J. Fox interpreta um típico estudante do ensino médio, que descobre possuir um pedigree familiar incomum, que acaba o transformando em um lobisomem juvenil. Eu acho que as pessoas podem se identificar com esta produção de muitas maneiras, certos personagens apesar de serem clichês, apresentam os mesmos problemas de popularidade, solidão, intimidação, relacionamentos, etc ... coisas comuns de adolescentes. Com toda a justiça, este filme não difere muito do vasto leque de produções descartáveis sobre o ensino médio, e a figura do lobisomem é apenas uma representação diferente da angústia juvenil. 



Não é realmente um filme perfeito, e o que você vê não é original, e não há efeitos especiais deslumbrantes (quando Fox se transforma no "lobo adolescente" vestido com seu uniforme de basquete, ele parece um cruzamento entre o Chewbacca, e o lendário ator Gene Wilder), é mais uma fantasia baseada em personagens escolares. Fox está brilhante aqui - engraçado, natural e uma estrela em início de carreira. 


Há performances atraentes por toda a parte, especialmente a de Jerry Levine (ÁGUIA DE AÇO) como Stiles, e a de Matt Adler (SURFE NO HAVAI) como Lewis. Tudo isso aliado a uma trilha sonora interessante, fizeram desta produção, uma sólida jóia cult. Ainda gerou uma continuação, GAROTO DO FUTURO 2, de 1987. 



Curiosidade: o titulo brasileiro, faz menção ao fato do ator Michael J. Fox ter participado da trilogia DE VOLTA PARA O FUTURO, ou seja, apenas uma maneira caça-níquel que as produtoras de vídeo arranjaram de divulgar o filme, pois de futuro, a história não tem absolutamente nada. Recomendável. Nota 8,5.

Direção de Rod Daniel.


quinta-feira, 30 de julho de 2020

Cemitério Maldito (1989)

Cemitério Maldito (1989). Pet Sematary. Ansioso para recomeçar sua vida, o jovem médico Louis Creed (Dale Midkiff) e sua família - sua esposa Rachel (Denise Crosby), sua filha Ellie (Blaze Berdahl) e seu bebê de três anos, Gage (Miko Hughes) - se mudam para uma nova casa, em uma pequena cidade rural, perto de uma alarmante estrada movimentada. No entanto, após a morte do querido gato de Rachel, em um acidente terrível, Louis desesperado, segue o conselho de seu vizinho amigável, para enterrá-lo em um cemitério antigo de Micmac (um santuário místico, imbuído de supostos poderes de reanimação) para trazê-lo "de volta". 


Agora, vitima de outra tragédia, Louis não tem outra escolha, senão voltar ao cemitério local, com grandes esperanças de que, desta vez, as coisas sejam diferentes para a felicidade de sua família. No entanto, este retorno sepulcral poderá trazer terríveis consequências....Esta adaptação assustadora e sangrenta de Stephen King, apresenta excelentes performances de Dale Midkiff, Fred Gwynne (que morreu tristemente, há alguns anos), Denise Crosby e alguns efeitos realmente horríveis. 


A diretora Mary Lambert tem um maravilhoso senso de estilo visual, conseguindo fazer desta, uma das poucas versões da obra de King, que não só vale a pena ver, mas também cultuar. A representação da criança zumbi Gage (Miko Hughes - participou também de "New Nightmare") é igualmente digna de elogios, ou melhor, conseguem transformar um personagem meigo, em algo ameaçador e assustador. 


Se você acha que o filme não é assustador - assista sozinho no escuro, e garanto que "Pet Sematary" é tão poderoso quanto "O Massacre da Serra Elétrica". Um clássico, recomendado para qualquer tipo de fã de horror e ficção. Nota 9.

Direção de Mary Lambert.

quinta-feira, 9 de abril de 2020

CHERRY 2000 (1987)


CHERRY 2000 (1987). No distante e futurístico ano de 2017, Sam (David Andrews), um homem rico, tem uma vida artificialmente feliz, ao lado de uma mulher perfeita e robótica. Em um fatídico dia, a esposa animatrônica de Sam, chamada Cherry 2000 (a bela atriz-modelo Pamela Gidley , que infelizmente morreu jovem aos 53 anos) sofre um acidente aquático e acaba ficando com danos permanentes em seu sistema. 


Desesperado por um novo modelo de boneca-robô, Sam acaba descobrindo que o último modelo existente, se encontra em uma fábrica abandonada, em uma zona desértica, tomada por rebeldes-mutantes. Para ter acesso a ela, ele contrata a sensual "guerreira-renegada-estilo-mad-max" E. Johnson (Melanie Griffith), para encontrar este modelo robótico tão raro. Esta jornada, os levarão à região traiçoeira e sem lei chamada "Zona 7", sob o soberano tirano Mr Lester (Tim Thomerson). 


Durante sua jornada, Sam aprende da maneira mais difícil, que a mulher perfeita não é feita de chips e miolos de computador, mas sim de carne e ossos reais (sem spoilers ok?). Bom, CHERRY 2000 finalmente alcançou o status de "filme cult". Mas, diferentemente de muitos outras produções, ela realmente merece o título. Há muitas coisas positivas por aqui. O ator Ben Johnson tem um bom e trágico papel (com que frequência você consegue isso em um filme b?). A bela Griffith é alternadamente rústica e delicada ao mesmo tempo. 


Claro, Tim Thomerson como Lester quase rouba a cena, proporcionando um vilão verdadeiramente estranho e cruel. Os efeitos são bregas, com certeza, mas eles nunca parecem falsos, ao contrário de muitos filmes lançados atualmente. Quando você vê o carro da E. Johnson sendo pendurado na barragem Hoover, é um carro real, e não um efeito digital estúpido. O filme deixa sua mensagem de forma muito óbvia, mas, considerando as claras restrições orçamentárias com as quais eles estavam trabalhando, isso é uma dádiva e não um defeito. 


A sátira às vezes é hilária (observe Larry Fishburne, como advogado de óculos refletivos, no melhor estilo Morpheus; e a irônica derrocada final do vilão). Se você é fã de filmes apocalípticos como MAD MAX e FUGA DE NOVA IORQUE, não irá  se arrepender de apreciar este clássico, que era exibido a exaustão, na Tv global dos anos 90. Nota 8,5.

Direção de Steve De Jarnatt.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

A Volta dos Mortos-Vivos (1985)

The Return of the Living Dead. Franquia de baixo-orçamento e de grande sucesso nos anos 80. Funcionários desajeitados de um armazém químico, acidentalmente liberam um gás mortal no ar. Esses vapores tóxicos chegam até as pessoas  mortas,  que voltam a vida na forma de estúpidos zumbis, que acabam causando um grande tumulto por Louisville, Kentucky, buscando sua comida favorita, o cérebro dos vivos!. Muitos anos antes da internet, Tv-a-cabo e joguinhos de PC, "Return...'' nos apresentou zumbis velozes, que podiam correr, pular e trabalhar em grupo, atacando pessoas e fazendo disso uma atividade "tragicômica". Estes monstros não são nada lentos; eles falam, pensam e resolvem problemas. 


Os personagens adultos deste filme são bem mais interessantes, do que os adolescentes (a gangue teen, é bem fraca e clichêzinha para falar a verdade). James Karen (Frank) é absolutamente histérico em seu papel como o gerente do depósito médico, cuja irresponsabilidade desastrosa leva à liberação dos monstros. Clu Gulager (Burt) é um idiota corporativo estressado, que fará de tudo para salvar o nome e a reputação do armazém que possui. E Don Calfa (Ernie) está excelente como o agente funerário sombrio, que pode ou não ser um ex-nazista. 


O grupo de personagens é incompatível na trama, mas se reúne e forma um vínculo, revidando e ficando mais desesperado, à medida que os zumbis se tornam mais fortes. Este filme nunca desacelera, nem por um minuto. Não há cenas de explicação longas, nenhuma configuração chata, apenas "emoção-killig-zumbi", desde a primeira cena. 


É a homenagem perfeita aos filmes de Romero; não existe um final feliz aqui, apenas uma reviravolta irônica que fará sorrir até o mais cínico pessimista. Este filme já é um clássico cult e merece seu status, não foi um sucesso estrondoso como "Sexta-feira 13", ou a "Hora do pesadelo", mas conseguiu uma boa parcela de fãs, até os dias atuais. Nota 8.

Direção de Dan O'Bannon.

sábado, 8 de junho de 2019

Ataque dos vermes malditos (1990)

Uma pequena cidade está gradualmente sendo engolida, por uma criatura estranha que elimina as pessoas uma a uma. Mas o que é essa criatura e onde ela está? Ao mesmo tempo, uma sismóloga está trabalhando na área e detecta estranhos tremores. O causador desse fenômeno está no subsolo, e pode "aparecer" sem aviso prévio. Presos em sua cidade, o povo da cidade não tem como escapar. Valentine Mckee (Kevin Bacon) e Earl Bassett (Fred Ward) são dois trabalhadores braçais, "presos" na pequena cidade sem futuro, em Nevada. Eles sonham em se tornar ricos, então decidem finalmente sair de lá. 


Porém, a descoberta de cadáveres de humanos e animais, os seguram por lá, por mais algum tempo. Há também a estrada, que foi bloqueada por um grande pedregulho. Para estudar a atividade sísmica estranha, é chamada Rhonda (Finn Carter), uma estudante de graduação que ajuda a chegar à conclusão de que tanto as mortes, quanto as vibrações estranhas no solo, estão conectadas. 


Vermes gigantes de 30 pés, quatro deles para ser exato, estão atacando os moradores em suas casas, incluindo o casal Burt e Heather Gummer (Michael Gross e Reba Mcentire). O resto do filme, se torna uma luta desesperada para enfrentar os vermes, e sair da cidade com vida. O que realmente faz o filme funcionar são os personagens: todos eles parecem pessoas reais, com muito carisma, e presos em uma situação insana. 


Apesar da limitação de elenco, temos Kevin Bacon e Fred Ward, que não permitem o tédio ao longo da trama. Mais um bom exemplo de produção de baixo custo, com efeitos especiais razoáveis e que ainda se tornou uma franquia de relativo sucesso, principalmente no período das video-locadoras. Nota 9.

Direção de  Ron Underwood.

terça-feira, 23 de abril de 2019

A Invasão das Aranhas Gigantes (1975)

Um misterioso buraco negro atinge o norte de Wisconsin, abrindo uma porta para outras dimensões. Aranhas gigantes de 15 metros surgem dele, com um apetite voraz por carne humana. A Dra. Jenny Langer (Barbara Hale) e o Dr. Vance (Steve Brodie) da NASA, tentam salvar o mundo desta maligna invasão. "Aranhas Gigantes..." é um filme de baixo orçamento tosco, que relembra as produções dos anos 50. É tudo muito previsível; ovos de aranhas gigantes, viajam para a Terra a bordo de alguns meteoritos, e pousam em uma pequena cidade de Wisconsin. As pessoas começam a desaparecer, o gado é mutilado e as coisas fogem do controle. 


Não é necessário dizer, que caberá ao xerife local, e aos astrônomos especialistas da NASA, descobrir e, finalmente, enfrentar a origem dos fatos estranhos. É claro que, tudo está sendo causado por essas malditas aranhas gigantes que estão correndo soltas, devorando todo mundo à vista. Os efeitos são muito ruins e a atuação é muito deficiente, mas tudo faz parte da diversão. 


Surpreendentemente, eles realmente construíram aranhas gigantes para este filme (e claro, boa parte do orçamento morreu aqui) e, embora pareçam terríveis, é maravilhoso ver essas criaturas vagando e causando estragos por onde quer que passem. 


"Aranhas Gigantes..." é uma boa distração irracional, sendo melhor que 90% dos filmes de terror/ficção científica que estão sendo feitos nos dias de hoje. Não é só divertido, como também possui efeitos especiais bem curiosos para sua época. Nota 8,5.

Direção de Bill Rebane. 

domingo, 24 de março de 2019

Elvira, a Rainha das Trevas (1988)

Ao chegar em um pequeno vilarejo, onde herdou uma mansão decadente, uma famosa artista performática chamada Elvira (Cassandra Peterson), entra em conflito com um tio malvado e pessoas preconceituosas da cidade, que querem queimá-la na fogueira. Este é um grande filme de divulgação, para um personagem já existente, na mesma  tradição de personagens como ERNEST e Pee Wee Herman. Não veio para mudar a história do cinema, e sim para entreter. Ele ainda tem uma mensagem moral simples e gentil, sem nenhum custo extra. Elvira (ou melhor, Cassandra Peterson) era uma figura experiente, e que já possuía seu próprio programa de TV (também foi cantora de heavy metal e namorada de Elvis Presley), onde comentava sobre filmes de terror, vestida de viúva-negra, em um estúdio de Los Angeles. 


Ela realmente não roubou seu personagem das produções simplistas da década de 50, como muitos dizem por aí. Esse tipo de representação mítica, pertence a quem faz melhor; e Cassandra Peterson o faz muito bem. O vilão, William Morgan Sheppard, também está excelente, no papel de Vincent. Ele representa o mal, de forma bem refinada. 


Os produtores fizeram deste filme um piloto, para uma série de televisão, que infelizmente nunca foi feita, devido às suas referências sexuais inoportunas. Este aqui, no entanto, é muito divertido, ele foi seguido, alguns anos depois, pelo razoável "As Loucas Aventuras de Elvira", que se espelhava nos velhos filmes de Roger Corman, mas não conseguiu tanto êxito. 


Assista a isso para uma experiência divertida! Não há falhas técnicas graves por aqui. A execução é muito boa, funcionando como comédia e pseudo-filme de terror. Meus profundos elogios ao diretor, James Signorelli, e toda a sua equipe. Nota 9.

Direção de James Signorelli.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Casa do espanto (1985)

Roger Cobb (William Katt) é um veterano do Vietnã, cuja carreira como romancista de horror piorou, quando seu filho Jimmy (interpretado pelos gêmeos Erik e Mark Silver) desapareceu misteriosamente, enquanto visitava a casa de sua tia Elizabeth (Susan French). A busca de Roger por Jimmy, destruiu seu casamento e sua carreira de escritor. A morte súbita de sua tia, traz Roger de volta para a mansão, onde seus pesadelos começaram. Os zumbis bizarros da casa, obrigam Roger a suportar uma jornada angustiante, envolvendo seu passado. Agora, ele deve partir em uma missão de resgate perigosa, dentro de uma dimensão assustadoramente desconhecida. 


Este é um filme que não é tão bem lembrado agora, mas foi um sucesso considerável no momento em que foi lançado, além de ter gerado três sequências. Ele apresenta performances muito boas de William Katt como Roger, e George Wendt como seu vizinho amigável. Ambos têm um bom timing cômico e funcionam bem juntos, enquanto Katt tem que receber crédito extra, por ainda ser capaz de atuar usando o suéter com decote em V, dos anos 80. 


Há também muitos efeitos bons e maquiagem, para os vários demônios que atormentam a casa, incluindo um monstro tosco no armário, que realmente assusta qualquer telespectador. Além disso, foi uma ideia interessante, combinar o filme, com o episódio da Guerra do Vietnã, dentro de um cenário de casa assombrada e arrasada. 


Em última análise, HOUSE é um filme divertido, mas não é um filme essencial. Não possui nenhum diferencial para produções do mesmo período, porém, possui o mais importante: oferece 90 minutos de diversão para nós (há vários monstros de látex, por aqui), os fãs do gênero Trash oitentista. Nota 8,5.

Direção de Steve Miner.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Os Ghoulies (1984)

Franquia trash, de grande sucesso. Um jovem rapaz e sua namorada, se mudam para uma antiga mansão. Lá, o jovem fica fascinado pela vontade de controlar antigos demônios. Quando criança, Jonathan Graves (Peter Liapis) é retirado de seu pai, Malcolm (Michael Des Barres), o líder de um culto à magia negra, quando Malcolm quase sacrifica Jonathan em um ritual. Muitos anos depois, Jonathan descobre que seu pai faleceu e ele herdou uma grande casa, que agora está em condições precárias. Ele se muda para lá com sua namorada Rebecca (Lisa Pelikan), e logo depois começa a agir estranhamente, seguindo os passos do maligno pai. Se você é fã de filmes extravagantes, Ghoulies é uma boa pedida. 


Todos os outros provavelmente deveriam evitar esse filme. Esta é uma produção de Charles Band, conhecido por filmes bem duvidosos. Estamos quase no território da produtora Troma aqui, mas Ghoulies ainda é bem superior do que a produção típica da Troma. Ghoulies apresenta a maioria dos clichês de terror da metade dos anos 80, ou seja: cabelos grandes, minissaias apertadas, gravatas finas, uso de drogas recreativas e assim por diante. Também temos a típica alta contagem de mortos, embora nesse caso, vale a pena notar que o escritor/diretor Luca Bercovici, introduz uma "reviravolta" perto do final, que diminui significativamente os assassinatos.


Peter Liapis é o foco do filme, seu absurdo exagero, ocupa a maior parte do tempo na tela. Ainda assim, apenas a breve presença de dois servos demoníacos, Grizzel e Greedigut, por si só, faria de Ghoulies um clássico. Isso, sem nem mencionar os outros adereços  ridículos, que são obviamente bonecos e "peças mortas" (Charles Band parece amar fantoches), e foram o começo, de uma tentativa de lucrar com o sucesso da série Gremlins. Nós também temos zumbis, uma batalha de feiticeiros, óculos de sol como um grande dispositivo, bonecos malignos, um ataque com uma língua de 1,5 metro de comprimento e algum subtexto homoerótico provavelmente não intencional. 


Note que, enquanto Ghoulies é rotulado de "comédia/horror", é muito improvável que tenha sido planejado para ser uma comédia de alguma forma. Mesmo se o produtor aplicasse o rótulo ao filme antes do lançamento, provavelmente era porque até ele percebeu como o filme era ridículo. De qualquer forma, ainda há muita diversão por aqui. Nota 8.

Direção de Luca Bercovici.

Re-Animator - A hora dos mortos-vivos (1985)

Um estudante de medicina e sua namorada, envolvem-se em um experimento bizarro, de reanimar os mortos, conduzidos por seu incorrigível companheiro de quarto. A ênfase aqui também está no humor, uma vez que os mortos podem andar e aprontar por ai. O filme, inspirado por H.P. "Herbert West: Re-Animator", de Lovecraft, segue um enredo simples. Herbert West (Jeffrey Combs que, como Bruce Campbell, é uma lenda dos filmes B) é novo na Medical University. Imediatamente, Herbert discute com o Dr. Carl Hill (David Gale) o assunto da "morte cerebral". Paralelo a isso, o personagem Dan Cain (Bruce Abbot) está procurando por um companheiro de quarto. Ele também está namorando a filha de Dean Alan Halsey (Robert Sampson), Megan (Barbara Crampton). 


Já West está a procura de um local para seus estudos, incluindo experimentos com animais. Não demora muito para que o gato do local acabe morto, revitalizado e morto novamente. As primeiras cenas de violência são perturbadoras e hilariantes ao mesmo tempo e são apenas uma amostra do que está por vir. Dan tenta resistir à tentação do poder inerente ao fluido de re-animação, mas é atraído pelo mundo louco de seu amigo Herbert. 


Há uma reviravolta de fatos na metade do filme (eu não seria louco para estragar) que quase grita para o espectador: "Não estamos seguindo regras aqui". O enredo abre caminho para a famosa conclusão de que, se você ainda não ouviu falar, vai deixá-lo sem fôlego. Mesmo sabendo o que vai acontecer, quando você finalmente o vê, em toda sua glória sexual, você entende por que esse clássico alcançou tal status. O final do filme é distorcido de muitas maneiras, é impossível narrar. 


Obviamente, é um clássico. Não posso dizer que se adequará ao gosto de todos. As cenas são tão exageradas e ultrajantes, que o sangue se torna cada vez menos chocante. O espectador tímido talvez, poderá querer fugir dessa obra-prima, mas se você é um curioso do material trash, deve procurar esse filme com certeza. Ainda gerou mais três episódios: A NOIVA DO RE-ANIMATOR; POR TRÁS DE RE-ANIMATOR e RE-ANIMATOR 2017. Nota 8.

Direção de Stuart Gordon.

Troll - O Mundo do Espanto (1986)

A família Potter acabou de se mudar para um apartamento alugado em São Francisco. Harry Potter Sr. (Michael Moriarty) e sua esposa Anne (Shelley Hack) estão trazendo os pacotes para o apartamento, enquanto seu filho Harry Jr. (Noah Hathaway; o inesquecível Atreyu do clássico HISTÓRIA SEM FIM) e sua filhinha Wendy Anne (Jenny Beck) ficam na calçada. Quando Wendy vai para a lavanderia, ela encontra o troll malvado Torok (os trolls são seres meio duendes, meio monstros), que usa seu anel mágico para possuir Wendy, e usar sua forma para transformar os moradores de seu apartamento em outros trolls, construindo assim seu reino de terror. Harry Jr. sente que algo está errado com sua irmã, e procura ajuda com a bruxa do bem Eunice St. Clair (June Lockhart), que mora no prédio. 


Esta produção não é tão boa assim, mas também não é tão horrível como costumam dizer alguns sites por aí. É principalmente uma fantasia/horror-comédia não muito ambiciosa, e estranha o suficiente, para se tornar um bom filme cult da meia-noite. Seus poucos oitenta minutos não são insuportáveis, porém, há muitas coisas que não fazem sentido. 


Primeiro: Se tudo na terra das fadas era completamente maligno, como é que a bruxa tinha o cogumelo falante? Segundo: Como é que o troll não queria que a menina morresse? Apesar das falhas, este clássico é digno de seu gênero: um ridículo filme sobre criaturas dos anos 80. A razão pela qual não é tão lembrado como a sua famosa sequência de 1990 (Trolls2), é por ser bastante estranho e chato em algumas partes, mas ainda possui valores de produção, o que difere do segundo episódio mais conhecido, onde a atuação e a escrita são horríveis de uma maneira geral. 


A melhor coisa aqui, é a excelente trilha sonora, do experiente Richard Band. No mais, temos uma produção no estilo "Terrir", esquecido pelas novas gerações. Nota 7.

Direção de  John Carl Buechler.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Fome Animal (1992)

Braindead. Nas profundezas das exuberantes selvas da isolada "Ilha da Caveira", encontra-se o habitat do indescritível e ameaçador "Simian Raticus", ou mais conhecido por seu nome comum, o Rato-macaco-de-Sumatra (?), que transmite um hediondo vírus contagioso, vindo de ratos de navio, e de macacos de árvore. Atualmente, em Wellington, Nova Zelândia, o oprimido Lionel Cosgrove (Timothy Balme), que vive com sua mãe despótica Vera (Elizabeth Moody), finalmente encontrou sua alma gêmea, a personagem Paquita (Diana Peñalver), mas infelizmente, seu mundo vai mudar rapidamente quando, depois de um passeio no zoológico local, um espécime raro acaba mordendo sua mãe Vera. 


Agora que ela está contaminada, e com uma infecção se espalhando, Vera se transforma em um ser apodrecido e voraz por carne, fazendo a situação ficar fora de controle, estocando uma coleção cada vez maior de corpos rígidos e outras partes. Os desajustados e fanfarrões zumbis, detidos no porão da casa de Lionel, exigirão ação imediata por parte dele, que ainda precisa reunir coragem e enfrentar um mal realmente "grande e pertubador". 


Este é de longe o melhor filme de terror da década de 90. Ele tem tudo - um rato-macaco horripilante, um bebê bizarro, zumbis fazendo sexo, violência gratuita, gore extremo, um padre-ninja, uma mãe chata que se transforma em um zumbi, um parente mulherengo que é um perdedor patético, um velho psíquico que prevê o futuro e, finalmente, alguém que cuida de todos eles. Ah, não podemos esquecer de mencionar a cena inspiradora com um cortador de grama também. Braindead é um splattermovie realmente sangrento, mas com um pé na comédia também. 


Todos os atores são terríveis, mas é justamente isso que torna essa produção tão legal. O que realmente faz com que este filme seja uma obrigação para todos os zumbi-fãs, é a maneira extremamente ultraviolenta que eles são abatidos. É o rei dos filmes zombie-cult. Como você pode entender agora, é necessário um senso de humor doentio para assistir a este filme. No geral, esta obra-prima cinematográfica merece a mais alta crítica, sem esquecermos toda a loucura criativa e viagem inspiradora de seu diretor Peter Jackson (SENHOR DOS ANÉIS; KING KONG). Nota 10.

Direção de Peter Jackson.