Mostrando postagens com marcador anos 60. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador anos 60. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

O Bebê de Rosemary (1968).


Rosemary's Baby. Rosemary e Guy (Mia Farrow e John Cassavetes), são casados e se mudam para um novo apartamento, cercado por vizinhos excêntricos e ocorrências estranhas. Quando a esposa fica "misteriosamente grávida", a paranóia sobre a segurança do bebê, começa a afetar a vida do casal. Com toda certeza, é uma das maiores produções de todos os tempos. A força do filme é o roteiro, que através da trama e do diálogo, implica e sugere. Somente perto do fim, descobrimos a verdade presumida. O suspense aumenta no final, enquanto Rosemary se aventura, no interior do apartamento diabólico, de seus vizinhos "do mal". A atuação é ótima, e reforça o roteiro bem elaborado. Gostei particularmente da atriz Ruth Gordon (no papel de Minnie), com seu comportamento e maneirismos excêntricos. 


O design de produção e especialmente os figurinos, são luxuosos e coloridos. Já as roupas e penteados, como seriam de esperar, são típicos da década de 1960. Os efeitos visuais são mínimos, e são usados ​somente ​para aprimorar a história. Dado o ponto de vista do filme, a trama é bastante subjetiva. Sua interpretação é baseada nas percepções, imagens e medos do personagem Rosemary. 


Pode-se dizer que ela sofre de delírios, ou, alternativamente, pode-se explicar que o que acontece é real. Está tudo na interpretação!. De qualquer forma, é um ótimo filme. Ele se mantém bem, mesmo quarenta anos depois. Causou uma revolução no cinema de terror/suspense da época, em um período onde os filmes de horror sofriam de uma certa ingenuidade, com excessos de "dráculas", e monstros de borracha com ziper nas costas. Ele também demonstra, um outro aspecto da cultura norte-americana, que já começava a preocupar as autoridades: o surgimento das seitas satânicas nos EUA, um problema que afetou bem o país, naquele período. 


Existe também uma "maldição" envolvendo os artistas participantes do filme. A atriz Sharon Tate (esposa do diretor na época; e que faz uma ponta não creditada), acabou sendo assassinada pouco tempo depois na vida real, pela seita diabólica, do maníaco Charles Manson. Mia Farrow teve inúmeros problemas pessoais em toda sua vida;  John Cassavetes morreu em circunstâncias misteriosas; e por fim, o ex Beatle John Lennon foi assassinado na frente do prédio, que serviu de locação para o filme, entre outros acontecimentos ruins. Coincidências a parte, trata-se de uma obra prima, digna de apreciação e que sempre habitará a lista das produções mais impactantes de todos os tempos. Nota 10.

Direção de Roman Polanski.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

Mil Séculos Antes de Cristo (1966)

O homem das cavernas Tumak (John Richardson), é banido de sua tribo selvagem. Ele encontra um novo lar, entre um grupo de gentis habitantes das cavernas do litoral, até que ele seja banido de lá também. Sentindo falta dele, uma de suas mulheres, Loana (a musa Raquel Welch - LEGALMENTE LOIRA), vai embora com ele, decidindo enfrentar o mundo pré-histórico, com seus monstros e vulcões assustadores. Este clássico é tudo que uma aventura pré-histórica deveria ser. Esqueça o fato de que os dinossauros e o homem não coexistiram, isto é apenas um detalhe insignificante. A narrativa é direta e primitiva, condizente com o cenário. 


John Richardson está muito bom e decente, e ainda tem muita barbaridade nele. Quanto à jovem Raquel Welch, nem mesmo os efeitos especiais de Ray Harryhausen poderiam ofuscar sua incrível beleza. Até em nosso tempo atual, garotas lindas como essas são raras ... elas jamais existiriam no mundo da antiguidade. A deslumbrante Raquel é puro colírio para os olhos, e é a mais bem sucedida neste aspecto, do que qualquer outra atriz na história do cinema. 


Um dos destaques é a sua briga de gato com a sensual Nupondi (Martine Beswick), sem precisar do auxílio do departamento de looks. Portanto, este é uma produção muito boa, melhor do que a sequência "QUANDO OS DINOSSAUROS DOMINAVAM A TERRA, 1970". Os monstros, as atrizes e a história são ótimas. A linguagem do homem das cavernas, dificulta às vezes, entender o que está acontecendo, mas dou crédito ao diretor por ser criativo neste ponto. 


Qualquer um pode ver este filme, independente da idade, é divertido de várias maneiras, mesmo sem a coerência de um bom roteiro. Nota 8,5.

Direção de Don Chaffey.

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Viy - A Lenda do Monstro (1967)

Filme Soviético de terror sombrio. Um jovem padre é ordenado para confrontar uma bruxa, na pequena e velha igreja de madeira, de uma aldeia remota. Isso significa, passar três noites sozinho com este "ser sobrenatural', apenas com sua fé para se proteger. Tem no elenco astros do cinema russo da época como Leonid Kuravlyov (no papel de Khoma), Natalya Varley (Pannochka), Aleksey Glazyrin (Sotnik) e Nicolay Kutuzov (Vedma). Com história e efeitos minimalistas, o resultado é surpreendente. Isso é o que você verá, assistindo ao seu primeiro filme de terror russo. Uma produção totalmente diferente e de atmosfera incrível. Eu achei absolutamente interessante assistir, é como explorar um novo mundo. 


Claro que o filme não é perfeito, onde a maioria dos efeitos parecem estranhos e baratos. Ainda assim, é uma experiência visual gratificante. Tem belas imagens da natureza, e alguns efeitos seriamente impressionantes, além de um ótimo conjunto. Circunstâncias negras, além de seu controle, ou de qualquer um, parecem decretar o fim de um padre inexperiente. 


A bruxa estranha e bizarra que ele enfrenta, provavelmente assustará até homens adultos. Tive o grande prazer de ser apresentado a esse filme pelo Youtube mesmo, procurando coisas mais raras para ver. Trata-se de uma película exótica e estranha. 


Não será do agrado da maioria dos observadores modernos, porém se você gosta de assistir o incomum (como eu), este filme é para você. Muito Bom!


Dirigido por  Konstantin Ershov e Georgiy Kropachyov.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

HÉRCULES contra os Mongóis (1963)


Produção Italiana, estrelada pelo fisiculturista Mark Forest. Forest foi o segundo ator americano, depois de Steve Reeves, a ser escolhido por produtores italianos para estrelar filmes épicos. O próprio Forest é descendente direto de italianos, e algumas de suas películas foram feitas em Nápoles, Itália, justamente na região de onde vieram seus ancestrais. Entre 1960 e 1965, Forest fez inúmeros filmes épicos de espada europeus, interpretando Maciste \Hércules. 



Após a conclusão de "Hercules e o Leão de Tebas", Mark Forest largou o cinema para estudar Ópera e aperfeiçoar a sua voz. Atualmente, contando com 88 anos de idade, ele reside em Arleta, sul da Califórnia, onde canta, ensina sobre ópera, e ainda, auxilia aspirantes a fisiculturistas como personal trainer. Título original do filme: “Maciste contro i Mongoli”. Apesar de Genghis Khan estar em paz com o Ocidente, sua morte em 1227 AD, coloca no poder seus três filhos: Sayan, Susdal e Kin Khan. Esses filhos raptam a princesa Bianca. Então, Hércules (Mark Forest) é chamado para o seu resgate. Esse é mais um episódio envolvendo o personagem Hércules, que já enfrentou praticamente o mundo inteiro, de bárbaros até vampiros. É um épico, com grande elenco (Mark Forest, José Greci e Maria Grazia Spina) e produção. O defeito é o mesmo de sempre, usarem atores ocidentais para interpretarem os selvagens asiáticos, mas também, esse era o único recurso disponível na época. 



Filmado nas locações da Incir De Paolis Studios, Roma, Lazio, Itália. Recomendável, apesar de exótico. Direção de Domenico Paolella.