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segunda-feira, 22 de julho de 2019

Mil Séculos Antes de Cristo (1966)

O homem das cavernas Tumak (John Richardson), é banido de sua tribo selvagem. Ele encontra um novo lar, entre um grupo de gentis habitantes das cavernas do litoral, até que ele seja banido de lá também. Sentindo falta dele, uma de suas mulheres, Loana (a musa Raquel Welch - LEGALMENTE LOIRA), vai embora com ele, decidindo enfrentar o mundo pré-histórico, com seus monstros e vulcões assustadores. Este clássico é tudo que uma aventura pré-histórica deveria ser. Esqueça o fato de que os dinossauros e o homem não coexistiram, isto é apenas um detalhe insignificante. A narrativa é direta e primitiva, condizente com o cenário. 


John Richardson está muito bom e decente, e ainda tem muita barbaridade nele. Quanto à jovem Raquel Welch, nem mesmo os efeitos especiais de Ray Harryhausen poderiam ofuscar sua incrível beleza. Até em nosso tempo atual, garotas lindas como essas são raras ... elas jamais existiriam no mundo da antiguidade. A deslumbrante Raquel é puro colírio para os olhos, e é a mais bem sucedida neste aspecto, do que qualquer outra atriz na história do cinema. 


Um dos destaques é a sua briga de gato com a sensual Nupondi (Martine Beswick), sem precisar do auxílio do departamento de looks. Portanto, este é uma produção muito boa, melhor do que a sequência "QUANDO OS DINOSSAUROS DOMINAVAM A TERRA, 1970". Os monstros, as atrizes e a história são ótimas. A linguagem do homem das cavernas, dificulta às vezes, entender o que está acontecendo, mas dou crédito ao diretor por ser criativo neste ponto. 


Qualquer um pode ver este filme, independente da idade, é divertido de várias maneiras, mesmo sem a coerência de um bom roteiro. Nota 8,5.

Direção de Don Chaffey.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Invasão das Mulheres Abelhas (1973)

"Uma poderosa força cósmica, está transformando as mulheres da Terra, em abelhas-rainhas-assassinas-de-homens, através do excesso físico durante o ato sexual. O agente do governo W. Smith (Neil Agar) vai a Peckham, na Califórnia, para investigar a morte de um pesquisador da Brandt Research, que está presente em um incidente, com uma alta contagem de mortes, todas provocadas por exaustão." Observando algumas dessas mortes, não há nada de muito assustador sobre elas, apesar de toda propaganda que se divulga por ai. O filme todo parece trabalhar muito em cima de exageros. 


Isso é crédito para o roteirista Nicholas Meyer, que escreveu vários textos para JORNADA NAS ESTRELAS. O roteiro de Meyer é absurdo às vezes, mas ele, junto com o diretor, são capazes de mantê-lo em um ritmo de total ausência de realidade, misturado a sensualidade exacerbada. O orçamento aqui é um pouco maior, do que em muitos filmes dessa época, apesar das limitações óbvias. A sala da colméia de abelhas, ficou impressionante, bem  como, algumas das maquiagens de "abelhas". 



Anitra Ford está linda, no papel da Dr. Susan Harris, mas ela não é nada, perto da atriz italiana Victoria Vetri (O BEBÊ DE ROSEMARY), interpretando Julie Zorn. Todas as outras atrizes estão igualmente  belas (tenho certeza que isso é uma preocupação séria, para os espectadores de produções como esta).


"Invasão...", é um daqueles filmes, realmente divertidos dos anos setenta, que mistura terror e erotismo, com outros elementos de ficção científica, criando mais uma pérola do gênero, apesar de suas óbvias deficiências cinematográficas. Vale a pena não só por ser um bom filme B, mas também pela distração e até certa complexidade em alguns momentos. Nota 8,5.

Direção de Denis Sanders.

sábado, 15 de junho de 2019

Reformatório de Mulheres (1986)

Estrelando 3 musas dos filmes B americanos: Linda Carol (CRIMES DO DESEJO), Wendy O Williams (falecida roqueira e vocalista dos PLASMATICS) e Sybil Danning (HERCULES). A garota Jenny (Linda Carol) é enviada para uma escola-reformatório de mulheres. O local é dirigido pelo cruel diretor e sua mulher Edna (Pat Ast). Jenny terá um longo caminho até tentar escapar, porém ela também terá que lidar com "Charlie" (Wendy OW), a valentona. 


"Reform School Girls" é tecnicamente um filme estilo Women-in-Prison, mas não espere nada muito pesado/erótico como nos filmes de Jess Franco. O diretor Tom DeSimone quis dar um toque mais leve aqui, projetado para ser divertido e não ofensivo. Embora ele forneça a maioria dos ingredientes-padrão do trash/sexy americano - como lutas eróticas, cenas de duchas comunitárias, vestuário mínimo e abuso físico - tudo é feito de forma consciente e amenizada. 


As mulheres peitudas passeiam em seu dormitório em lingerie sexy, os detentos mais sujos e os membros da equipe são caricaturas grotescas, o diálogo é deliberadamente insípido ('Eu pensei que cheirava peixe'), e o enredo é tão extravagante quanto poderia ser. Sejamos sinceros: qualquer filme que tenha Wendy O. Williams (RIP), no topo de um ônibus, em rota de colisão com uma matrona sádica, gorda, com cara de espingarda, chamada Edna, jamais poderá ser levado a sério. 'Reformatório..." é um clássico cult, sobre prisões femininas (milhares de filmes com essa temática, foram feitos ao longo dos anos) e que é prazeroso de se assistir. 


Wendy O W está completamente hipnotizante, embora sua atuação seja muito ruim para dizer o mínimo. Ainda assim, o filme consegue entreter com sua premissa completamente inacreditável. Pat Ast e Linda Carol, fazem desse filme o que ele é, e afinal....por que Sybil Danning aparece na capa do DVD???, eu nunca vou saber, ela mal aparece no filme rsrs. Nota 7,5.

Direção de Tom DeSimone.

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

VIXEN! (1968)

Clássico do gênero "sexploitation", dirigido pelo americano Russ Meyer (conhecido pelo excesso de sensualidade em fimes como "Motor Psycho" (1965), "Faster, Pussycat, Kill! Kill!" (1966), e "Harry, Cherry and Raquel" (1969). Foi o primeiro filme a ter uma classificação "X", por suas cenas de sexo, sendo um grande sucesso para o diretor Meyer. Tinha no elenco a bela morena Erica Gavin, Garth Pillsbury e Harrison Page. 



O enredo é sobre as desventuras da bela Vixen (Gavin), que mora na região selvagem do Canadá. Seu marido Tom (Garth Pillsbury), é um guia de deserto que sempre a deixa só, para ir trabalhar nas montanhas. Assim, Vixen desabafa sua solidão seduzindo qualquer um ao seu alcance, incluindo um casal de clientes trazido por seu marido e também seu próprio irmão de sangue. Ela manipula e seduz sexualmente todos aqueles ao seu redor.


Polêmico por adotar temas como incesto e preconceito, o filme tornou-se uma sátira política da época, ao tratar o racismo de Vixen, as discussões sobre o Vietnam, e a ameaça insidiosa do comunismo nos EUA. No final, o marido traz a casa um outro casal, enquanto Vixen sorri, aparentemente planejando seduzi-los também, perpetuando assim sua maldade. Um bom e regular filme.