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sexta-feira, 2 de julho de 2021

O Monstro (1994)


Um assassino-maníaco-sexual está à solta, e o ingênuo jardineiro paisagista e vendedor de vitrine Loris (Roberto Benigni - A VIDA É BELA), é o principal suspeito, graças ao seu infeliz hábito de ser pego em situações comprometedoras (para o qual há sempre uma explicação totalmente inocente). 


A policial disfarçada Jessica (Nicoletta Braschi - esposa de Benigni na vida real), é designada pela excêntrica psicóloga policial Taccone (Dominique Lavanant), a seguir Loris, e fornecer evidências para sua prisão - mas as coisas não saem como planejado ....Um bom exemplo de bobagem européia, "Monstro" trabalha bem em cima do senso de humor italiano. 


Muitos comparam Roberto Benigni com Charlie Chaplin, o que é um pouco forçado, é claro, mas temos em Benigni uma referência forte, fora dos Estados Unidos. É mais fácil você curti-lo, se já esteve na Itália, mas isso não é obrigatório. Como Fellini e os irmãos Bertolucci, Benigni reflete muito da cultura italiana. "Monstro" apresenta literalmente Roberto, como são ditas suas palavras, a linguagem corporal, e seu domínio cênico. Você pode se apaixonar pela cultura deste país, e depois aprender a língua, se quiser. 


Uma produção muito divertida, mas indicada apenas para os adultos, pois apresenta situações sexuais e insinuações, em abundância. No geral, "The Monster" é um ótimo filme-comédia-pseudo-suspense, e os fãs de Benigni vão gostar muito, pois traz o ator em seus melhores momentos. Nota 8.

Direção de Roberto Benigni.


quinta-feira, 18 de julho de 2019

Garotas da SS (1977)

Filme italiano, do gênero Nazi exploitation. Autoridades nazistas de alto escalão, com a intenção de erradicar traidores que planejam derrubar seu líder, recrutam e treinam um grupo de belas prostitutas, cuja missão é usar todos os meios necessários, para descobrir conspirações contra o Führer. Dirigido por Bruno Mattei, diretor associado a sub-produções do cinema italiano/pseudo-americano. Ele fez alguns clássicos, agradavelmente divertidos, como a bobagem pós-apocalíptica RATS (1984). SS Girls não está no mesmo nível disso, na verdade é um esforço razoável, dentro de um gênero medíocre em geral. 


O principal problema, é a grande quantidade de cenas entediantes de soft-core, e a ausência da violência lasciva, para animá-lo. Existem alguns personagens interessantes, um deles é Frau Inge (Marina Daunia), sádica e má; Hans Schellenberg (Gabriele Carrara), outro vilão e um dos mais cruéis da história cinematográfica; Madame Eva (Macha Magall), está bela e fatal etc.


A produção apresenta uma série de cenas eróticas, com toneladas de nudez feminina frontal, e a ocasional cena sádica com chicotadas. Infelizmente, tudo isso logo se torna uma coisa muito cansativa, e o filme rapidamente perde a vibração de seus momentos anteriores. Um último ato, no qual quase todo mundo se mata, depois de ouvir falar da morte de Hitler, garante, pelo menos, algum valor de culto ao filme, mas no geral, como na maioria das produções sobre nazistas, falta sempre qualidade ao resto do conteúdo. 


Claramente, os produtores não tinham a mesma quantia de dinheiro para gastar em design de produção e bons atores aqui, e seu diretor era conhecido por trabalhar essas limitações a seu favor, freqüentemente cruzando o limite do grotesco. Ainda assim, é curioso e recomendável para amantes do trash em geral. Nota 7,5.

Direção de Bruno Mattei.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Sinbad e os Sete Mares (1989)

Aventura italo-americana estrelada por duas lendas dos filmes B, Lou Ferrigno (HERCULES; HULK - A SÉRIE) e a atriz Teagan Clive (ALIENATOR; INTERZONE), ambos também atletas do levantamento de peso. O enredo traz Sinbad em busca de algumas pedras especiais para que seu amigo Príncipe, possa se casar com sua amada, que está sendo mantida pelo bruxo maligno Jaffar (John Steiner). Ele embarca com uma tripulação que inclui um guerreiro viking (Ennio Girolami) e um samurai (Hal Yamanouchi), superando adversidades como grandes criaturas, tiros a laser, e soldados que ressuscitam do mundo dos mortos. 


Feito na Espanha, sem nenhum equipamento de som, sob um diretor que o reescreveu enquanto o filmava, arquivado por anos devido a ser inutilizável, mal dublado e mal pontuado em uma tentativa de conseguir algo vendável. Esta produção peca, por seu histórico problemático, e sofre por não ter as mesmas lindas cores brilhantes, que pelo menos fizeram o clássico "Hércules" da década de 80, divertido de se ver. 


Eu não posso recomendá-lo, a menos que você goste de fantasias despretensiosas. Há monstros, brigas, mulheres sensuais, efeitos animados, capangas vestidos de couro, narração constante explicando o que está acontecendo, música tosca, cavalos zumbis mágicos etc. 


Ainda temos no elenco a bela atriz italiana Alessandra Martines no papel de Alina, e Stefania Girolami Goodwin como Kyra. Recomendado para fãs de Lou Ferrigno (ele ainda está em forma e com um belo penteado) e filmes de ação italianos do gênio Enzo G.C. (FUGA DO BRONX; NEW BARBARIANS). NOTA 7.

Direção de Enzo G. Castellari.

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Os Sete Magníficos Gladiadores (1984)

Mais um belo clássico das antigas tardes do SBT. Filme de aventura machado-espada, nos mesmos moldes de "Hércules" e "Conan". Tinha no elenco o levantador de peso ítalo-americano Lou Ferrigno (HERCULES; HULK), Brad Harris (SAMSÃO; 10 GLADIADORES) e a bela modelo\atriz austríaca Sibyl Danning (HERCULES). O enredo gira em torno de sete heróis-aventureiros, que se juntam pelo caminho, para enfrentar as forças malignas que atacavam vilarejos indefesos, na Europa medieval.



Essas forças eram guiadas pelo cruel Rei Nicerote. Então, sob a liderança do bárbaro Han (Lou Ferrigno), o grupo do bem vai a procura do gladiador-especial Scipio (Brad Harris) e da guerreira Julia (Sybil Danning) para adicioná-los à sua equipe e com isso ganhar mais força e experiência. Em meio a tudo isso, o grupo dos "Sete" deve se preparar para um confronto final com o exército diabólico de Nicerote. 



O que diferencia o filme de outras produções da época, é que aqui não há efeitos e monstros especiais para distrair o espectador por suas deficiências de produção (história, atuação, valores de orçamento, direção, etc.), fazendo deste mesmo, um belo exemplo de distração cinematográfica, desde que não se exija muito é claro. Reza a lenda, que o figurino foi todo reaproveitado de outras produções italianas da década de 50 e 60, fazendo com que o filme pudesse ser viabilizado com baixo investimento e tempo, uma coisa bem típica do período. Lançado em 1984 pela Cannon, e dirigido por Bruno Mattei (italiano picareta que possui mais de 300 pseudônimos como diretor\produtor), foi Inspirado no clássico asiático "Sete Samurais", de Akira Kurosawa.

sábado, 16 de julho de 2016

Guerreiros do Futuro (1983)


Em 1981, logo após o lançamento do clássico "mad max2", Hollywood foi inundada por uma enxurrada de filmes pós-apocalípticos, considerados como os filhotes bastardos do clássico australiano. Entre todos estes, o meu preferido é o italo-americano "Guerreiros do Futuro". Gravado em 1983, pelo diretor italiano Enzo Castellari, o filme seria uma espécie de terceiro episódio, de uma trilogia que começou com "Guerreiros do Bronx" (1982) e depois "Fuga do Bronx" (1983). Aqui, o enredo se passa em 2019, em um mundo destruído por uma grande explosão nuclear. A Terra se torna um enorme deserto. Nesta realidade, o maior desafio é sobreviver ao ataque de um grupo de mercenários assassinos e sádicos, chamados de TEMPLÁRIOS, que assolam o deserto, aniquilando os sobreviventes indefesos deste holocausto. Eles atacam o acampamento dos civis com suas armas, disparando lasers e decepando cabeças, com seus veículos de hélices circulares. Mas, neste mundo devastado também existe um valente guerreiro, Mr Scorpion, interpretado por Timothy Brent. 



Ele é uma espécie de herói de um faroeste futurista. O filme todo parece vender essa ideia, ou seja, ser uma mistura de Star Wars, misturado com o velho clichê dos westerns-spagueti. Mas, tirando todos seus defeitos, "Guerreiros.." tem apenas uma missão, nos divertir e fazer rir, seja com cenas ruins de ação e perseguição, ou com seus figurinos e maquiagens pra lá de duvidosos. 




Produzido pelo cineasta Enzo G. Castellari, "I Nuovi Barbari" (título em italiano), foi lançado duas vezes no Brasil: pela Jota Home Vídeo como GUERREIROS DO FUTURO e pela Sagres como "2019 - Os Bárbaros do Futuro". Elenco: Timothy Brent, Fred Williamson, George Eastman, Giovanni Frezza, Anna Kanakis, Iris Peynado e Zora Kerova.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Quel maledetto treno blindato (1978)


É um filme italiano de ação/guerra dirigido pelo mestre Enzo G. Castellari, escrito por Sandro Continenza\Laura Toscano, e estrelado por Bo Svenson, Peter Hooten, Fred Williamson, Michael Pergolani e Jackie Basehart. O filme -  "Em 1944, Cinco homens fogem para a Suiça tentando se livrar da ocupação germânica. Encontrados por tropas aliadas, decidem se vingar dos nazistas, explodindo um trem alemão, infestado de material tóxico"  - é um remake do clássico americano de 1967, Dirty Dozen. 



A produção atraiu a atenção dos críticos novamente, depois que Quentin Tarantino usou o título como a inspiração para seu filme de 2009, Inglourious Bastards. O filme de Tarantino não é um remake deste aqui, mas contém algumas referências a ele, incluindo a participação do ator Bo Svenson, como um coronel americano. 



Em críticas recentes, a película é classificada como uma "total falta de realismo ou perspectiva histórica", bem como as cenas de ação que levam ao clímax no trem. De fato, não serve como história, mas sim como diversão garantida para os amantes de "Braddokcs" e "Rambos" da vida. 

domingo, 6 de novembro de 2011

RATMAN - Rato Humano (1988)


RATMAN. A história do ratinho italiano que se transforma em monstro, para aterrorizar os pobres mortais. Clássico absoluto. Tem no elenco a bela Eva Grimaldi e o falecido ator-anão Nelson de La Rosa. Enredo - Duas modelos bonitas e burras, Marlis e Peggy, estão em uma Ilha do Caribe para uma sessão de fotos. Certa noite, Peggy é encontrada morta e seu corpo parece ter sido comida por roedores. 


A irmã da vítima, Terry, chega à ilha e se une a um escritor de romances, que se encontra no aeroporto, para  começar a investigar o ocorrido. Enquanto isso, Marlis (a outra modelo), e um fotógrafo local encontram outros cadáveres na selva. Procurando por ajuda, eles chegam a uma casa isolada, habitada por um estranho senhorio. Em pouco tempo, eles irão descobrir, que este senhor é um cientista do mal, criador de um feroz mutante meio-macaco, meio rato. São 80 minutos de perseguições e torturas feitas por este peste-imundo. 


Existe um final "misterioso" no filme, onde ao invés de ser assassinado e desaparecer da face da terra, essa desgraça resolve fugir para o Brasil. Sim, é isso mesmo. Satisfação garantida. Dirigido pelo italiano Giuliano Carnimeo.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

HÉRCULES contra os Mongóis (1963)


Produção Italiana, estrelada pelo fisiculturista Mark Forest. Forest foi o segundo ator americano, depois de Steve Reeves, a ser escolhido por produtores italianos para estrelar filmes épicos. O próprio Forest é descendente direto de italianos, e algumas de suas películas foram feitas em Nápoles, Itália, justamente na região de onde vieram seus ancestrais. Entre 1960 e 1965, Forest fez inúmeros filmes épicos de espada europeus, interpretando Maciste \Hércules. 



Após a conclusão de "Hercules e o Leão de Tebas", Mark Forest largou o cinema para estudar Ópera e aperfeiçoar a sua voz. Atualmente, contando com 88 anos de idade, ele reside em Arleta, sul da Califórnia, onde canta, ensina sobre ópera, e ainda, auxilia aspirantes a fisiculturistas como personal trainer. Título original do filme: “Maciste contro i Mongoli”. Apesar de Genghis Khan estar em paz com o Ocidente, sua morte em 1227 AD, coloca no poder seus três filhos: Sayan, Susdal e Kin Khan. Esses filhos raptam a princesa Bianca. Então, Hércules (Mark Forest) é chamado para o seu resgate. Esse é mais um episódio envolvendo o personagem Hércules, que já enfrentou praticamente o mundo inteiro, de bárbaros até vampiros. É um épico, com grande elenco (Mark Forest, José Greci e Maria Grazia Spina) e produção. O defeito é o mesmo de sempre, usarem atores ocidentais para interpretarem os selvagens asiáticos, mas também, esse era o único recurso disponível na época. 



Filmado nas locações da Incir De Paolis Studios, Roma, Lazio, Itália. Recomendável, apesar de exótico. Direção de Domenico Paolella. 

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A espada de Fogo (1982)


The sword of the barbarians\Sangraal. Esta produção italiana, foi mais um filme B nos moldes de Conan. O script não é mau, mas deixa muito a desejar. O enredo é sobre o ataque em um vilarejo medieval, feito por seguidores da deusa maléfica Rani, que culmina no assassinato da esposa de um nobre espadachim. Movido pelo censo de justiça, este guerreiro parti então, para uma viagem a Arca dos Templários, com o objetivo claro de obter uma arma mágica, que irá ajudá-lo a cumprir sua missão de vingança contra esses bárbaros.



Tem no elenco Peter McCoy, como o guerreiro Sangraal e Sabrina Siani (atriz\modelo conhecida pela nudez constante em produções italinas de baixo orçamento), como a Deusa da vida e do ouro. Possui makeups e figurinos péssimos. As batalhas são absurdas e mal produzidas. O melhor do filme, é a cena da caverna, onde o trio protagonista se depara com os temíveis (e mau feitos) homens-serpente. 



Sendo assim, acaba servindo apenas para os fãs de filmes de machado-espada. Direção de Michele Massimo Tarantini.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

O Anticristo (1974)


Mais um filme feito na Itália. Aqui, a velha história de possessão demoníaca e exorcismo se repete como no cinema americano. Tinha no elenco a bela Carla Gravina, Mel Ferrer, Arthur Kennedy e George Coulouris. O enredo gira em torno de Ippolita (Gravina), uma jovem paralítica, com graves problemas mentais decorrentes da morte de sua mãe. Sua ausência de fé e a intervenção de um psicólogo bem-intencionado (Dr Sinibaldi, interpretado por Umberto Orsini), levam Ippolita a se lembrar de sua vida passada, como uma bruxa, durante a Inquisição medieval. 



Como resultado, Ippolita é possuída espiritualmente e começa a seduzir homens locais, somente para matá-los. Um exorcismo parece ser a única solução para deter a sua loucura, e impedir que ela dê à luz a um bebê anticristo. Um padre (Kennedy) é, então, chamado para exorcizá-la. Existem cenas assustadoras e bem feitas neste filme, que mistura o pior dos efeitos visuais estilo "chapolin", com o melhor da história criativa. 



De um modo geral, é um filme despretensioso, porém inteligente, posso dizer que em matéria de originalidade, chega a superar seu antecessor americano. Apesar de conter cenas repugnantes, blasfêmias a todo vapor e até toques de incesto, o filme é uma excelente alternativa para os fãs de filmes de exorcismo. Dirigido por Alberto De Martino.

Panic - Bakterion (1976)


Pânico\Bakterion. Clássico Trash. Cuidado, não confundir com aquele filmeco feito nos anos 90, pelo capitalista Wes Craven, com as carinhas mais populares da MTV americana. Estamos falando do PÂNICO verdadeiro (também chamado Bakterion), feito na Inglaterra em 1976. Tinha no elenco David Warbeck, Janet Agren e Frank Ressel. Foi lançado nos primórdios do VHS no Brasil. Na capa, aparece um monstro com a cara deformada, típico de filmes do gênero. O enredo é sobre um cientista (Roberto Ricci), que contaminado por um vírus, se transforma em uma aberração assassina, que sai mutilando pessoas por ai. 



Uma das melhores cenas envolve o padre da cidade (Eugenio Benito), que, junto com vários pequenos coroinhas, arma uma barricada na sacristia, impedindo a invasão do mutante assassino.Típica tralha italiana, é diversão garantida, mas difícil vai ser encontrar esta pérola, pois foi lançado no Brasil no início do VHS, pela Poletel, que lançou 99% dos filmes de baixo custo em território nacional. 



A maioria das locadoras atuais já vendeu esta preciosidade para os sebos há séculos, por isso vale a pena garimpar pelas lojas de usados e se você tiver sorte, com certeza encontrará um clássico slasher a uns justos poucos centavos...Direção de Tonino Ricci.