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sexta-feira, 13 de setembro de 2019

O Cristal Mágico (1986)

Mo Fe Cui. Filme de ação feito em Hong Kong, estrelado pela dupla de atores/lutadores  Andy Lau e Cynthia Rothrock (uma espécie de versão feminina de Chuck Norris). Aproveitando a popularidade dos mega-hits de Steven Spielberg, E.T. e INDIANA JONES, o cineasta chinês, Wong Jing, dirigiu esse filme sobre Andy (Andy Lau) que, juntamente com os amigos Pin (Bin Bin) e Pancho (Jing Wong), se aventuram na Grécia para encontrar seu amigo Shen (Phillip Ko), perdido há muito tempo. Eles logo descobrem que Shen está sendo seguido tanto pela KGB, quanto pela Interpol, depois de encontrar algumas jóias raras, em uma escavação arqueológica. 


Após uma série desagradável de eventos, Andy acaba em Hong Kong com as pedras, que, ao que parece, não são jóias, mas uma forma de vida alienígena. Enquanto isso, Karov (Richard Norton, MAD MAX 4), um mágico do mal, está decidido a colocar as mãos na gema-alienígena, fazendo o que for necessário. Cynthia Rothrock é Cindy, uma agente da Interpol que procura o cristal mágico, junto com Andy Lau, que  também é algum tipo de agente especial. 


O cristal tem o poder de projetar imagens e até de fazer uma lavagem cerebral, a uma certa distância. Richard Norton é um russo ganancioso, que procura usar o cristal para seu próprio prazer. A mistura de gêneros diferentes - ficção científica e artes marciais - não é 100% eficaz, mas às vezes é interessante, principalmente durante as cenas de luta, que são ágeis e ferozes. Os destaques ficam por conta de Cynthia Rothrock (seu kung-fu de águia), Richard Norton (a maneira como ele lida, com suas armas afiadas duplas), Andy Lau (usando um guarda-chuva como arma!), e a atriz que interpreta sua irmã (com habilidades surpreendentes, de flexão de corpo), são excelentes exemplos de ação. 


Eu recomendo esse filme para admiradores da bela atriz Cynthia, bem como para qualquer fã de cinema de artes marciais, dos anos 80 de Hong Kong. Não é uma super-produção, mas possui bons momentos. Nota 8,5.

Direção de Jing Wong.

terça-feira, 18 de junho de 2019

O Rei dos Kickboxers (1990)

Kahn (Billy Blanks) é um campeão peso-pesado, que muitas vezes mata seus oponentes na frente da câmera, para promover a venda de fitas de vídeo. Jake (Loren Avedon) testemunhou seu irmão ser morto por ele, e agora deseja se vingar. Mas primeiro ele precisa melhorar suas habilidades de luta; ele pede conselhos a Phang (Keith Cooke), a única pessoa em todo o mundo que já sobreviveu a Khan, para treiná-lo até que ele seja páreo para o assassino. O enredo é perfeito - simples e limitado. A maior parte do script é dedicado às cenas de ação, enquanto o resto da trama é interrompida para ajudar na construção dos personagens, desenvolvendo sentimentos para e sobre eles. 


O filme todo parece um videogame. O protagonista enfrenta seus inimigos e trabalha/evoluindo até alcançar quem é o cara mau, e o derrota. O bandido até tem seu próprio movimento de finalização, que o herói deve procurar se esquivar. Este é de longe o melhor filme de luta de todos os tempos, e eu já vi milhares deles. "O Rei..." foi outra coprodução dos EUA-Hong Kong da N.G./Seasonal Films. Como a maioria das produções da N.G., seus filmes de kung-fu costumam ser bregas, com uma forte dose de alta energia. Esse é o lado bom dessa produtora. 


Eles nem tentam ser sérios ou elevar o material de origem. Aqui não é exceção. Ele é preenchido com muitas referências ao Kickboxing (termo muito usado nos anos 80, e que agora está em desuso) e paródias de outras produções. 


Os cineastas e os atores parecem estar se divertindo muito fazendo ele. Então sente-se e relaxe. Filmes como estes já não são mais produzidos e nós sentimos muito a falta deles. Nota 8,5.

Direção de Lucas Lowen.