Mostrando postagens com marcador Ficção-Científica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Ficção-Científica. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Garoto do Futuro (1984)


Michael J. Fox interpreta um típico estudante do ensino médio, que descobre possuir um pedigree familiar incomum, que acaba o transformando em um lobisomem juvenil. Eu acho que as pessoas podem se identificar com esta produção de muitas maneiras, certos personagens apesar de serem clichês, apresentam os mesmos problemas de popularidade, solidão, intimidação, relacionamentos, etc ... coisas comuns de adolescentes. Com toda a justiça, este filme não difere muito do vasto leque de produções descartáveis sobre o ensino médio, e a figura do lobisomem é apenas uma representação diferente da angústia juvenil. 



Não é realmente um filme perfeito, e o que você vê não é original, e não há efeitos especiais deslumbrantes (quando Fox se transforma no "lobo adolescente" vestido com seu uniforme de basquete, ele parece um cruzamento entre o Chewbacca, e o lendário ator Gene Wilder), é mais uma fantasia baseada em personagens escolares. Fox está brilhante aqui - engraçado, natural e uma estrela em início de carreira. 


Há performances atraentes por toda a parte, especialmente a de Jerry Levine (ÁGUIA DE AÇO) como Stiles, e a de Matt Adler (SURFE NO HAVAI) como Lewis. Tudo isso aliado a uma trilha sonora interessante, fizeram desta produção, uma sólida jóia cult. Ainda gerou uma continuação, GAROTO DO FUTURO 2, de 1987. 



Curiosidade: o titulo brasileiro, faz menção ao fato do ator Michael J. Fox ter participado da trilogia DE VOLTA PARA O FUTURO, ou seja, apenas uma maneira caça-níquel que as produtoras de vídeo arranjaram de divulgar o filme, pois de futuro, a história não tem absolutamente nada. Recomendável. Nota 8,5.

Direção de Rod Daniel.


quinta-feira, 9 de abril de 2020

CHERRY 2000 (1987)


CHERRY 2000 (1987). No distante e futurístico ano de 2017, Sam (David Andrews), um homem rico, tem uma vida artificialmente feliz, ao lado de uma mulher perfeita e robótica. Em um fatídico dia, a esposa animatrônica de Sam, chamada Cherry 2000 (a bela atriz-modelo Pamela Gidley , que infelizmente morreu jovem aos 53 anos) sofre um acidente aquático e acaba ficando com danos permanentes em seu sistema. 


Desesperado por um novo modelo de boneca-robô, Sam acaba descobrindo que o último modelo existente, se encontra em uma fábrica abandonada, em uma zona desértica, tomada por rebeldes-mutantes. Para ter acesso a ela, ele contrata a sensual "guerreira-renegada-estilo-mad-max" E. Johnson (Melanie Griffith), para encontrar este modelo robótico tão raro. Esta jornada, os levarão à região traiçoeira e sem lei chamada "Zona 7", sob o soberano tirano Mr Lester (Tim Thomerson). 


Durante sua jornada, Sam aprende da maneira mais difícil, que a mulher perfeita não é feita de chips e miolos de computador, mas sim de carne e ossos reais (sem spoilers ok?). Bom, CHERRY 2000 finalmente alcançou o status de "filme cult". Mas, diferentemente de muitos outras produções, ela realmente merece o título. Há muitas coisas positivas por aqui. O ator Ben Johnson tem um bom e trágico papel (com que frequência você consegue isso em um filme b?). A bela Griffith é alternadamente rústica e delicada ao mesmo tempo. 


Claro, Tim Thomerson como Lester quase rouba a cena, proporcionando um vilão verdadeiramente estranho e cruel. Os efeitos são bregas, com certeza, mas eles nunca parecem falsos, ao contrário de muitos filmes lançados atualmente. Quando você vê o carro da E. Johnson sendo pendurado na barragem Hoover, é um carro real, e não um efeito digital estúpido. O filme deixa sua mensagem de forma muito óbvia, mas, considerando as claras restrições orçamentárias com as quais eles estavam trabalhando, isso é uma dádiva e não um defeito. 


A sátira às vezes é hilária (observe Larry Fishburne, como advogado de óculos refletivos, no melhor estilo Morpheus; e a irônica derrocada final do vilão). Se você é fã de filmes apocalípticos como MAD MAX e FUGA DE NOVA IORQUE, não irá  se arrepender de apreciar este clássico, que era exibido a exaustão, na Tv global dos anos 90. Nota 8,5.

Direção de Steve De Jarnatt.

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Além da Imaginação (1983)

The Twilight Zone: The Movie (1983). Twilight Zone foi uma série de televisão norte-americana da década de 50, criada por Rod Serling e dirigida por Stuart Rosenberg, apresentando histórias de ficção científica, suspense, fantasia e terror. Em 1983, os produtores americanos decidem fazer um filme, em homenagem ao seriado. Com produção de Steven Spielberg, tinha no elenco Dan Aykroyd, Albert Brooks, Vic Morrow, John Lithgow e Scatman Crothers. A produção trazia três episódios clássicos da série original, e incluia uma nova história. John Landis dirige o prólogo e o 1º segmento, Steven Spielberg dirige o 2º, Joe Dante o 3º, e George Miller dirige o segmento final. O episódio dirigido por Landis se tornou notório porque ocorreu um acidente fatal de helicóptero durante a filmagem, com a morte do ator Vic Morrow e de dois atores infantis. 


O enredo dele envolve um homem amargo e racista (Vic Morrow) experimentando seu próprio veneno. Pelas três mortes reais que causou - (o ator Vic Morrow foi decapitado pela queda de um helicóptero, e dois artistas mirins vietnamitas que estavam juntos, foram esmagados), John Landis (que dirigiu isso) chegou a ser acusado, mas foi considerado inocente pelas mortes. O segundo episódio é dirigido por Steven Spielberg. Envolve um homem velho (Scatman Crothers) trazendo suavemente à vida, os idosos em uma pousada. Esse talvez é o mais fraco deles. O terceiro episódio é dirigido por Joe Dante. É um remake de um menino que pode realizar todos os seus desejos. 


É bem dirigido com alguns efeitos especiais verdadeiramente incríveis, e uma boa performance de Kathleen Quinlan no papel de Helen. Infelizmente acabou sendo prejudicado por um final feliz e bobo (o original não tinha isso). Billy Mumy (a estrela do original) faz uma participação, e Dante Dick Miller aparece como Walter Paisley. O quarto é o melhor. Dirigido por George Miller, é um remake do episódio de William Shatner, onde ele vê um monstrinho-gremlin rasgando o avião em que está voando. O gremlin no original parecia bastante ridículo - como um ursinho de pelúcia. Aqui John Lithgow interpreta o passageiro, e o gremlin é bem mais diabólico. Em suma, um filme agradável. Eu gostei quando vi na sessão da tarde, no final dos anos 80 (quem diria, que filmes como esse eram exibidos no horário da tarde). 


Com belos efeitos e um grande roteiro, infelizmente este clássico ficou manchado pelas mortes envolvidas, porém ele também possui seus valores de produção e alguma distração. Eu recomendo para fãs de terror e para aqueles que admiram programas como "Arquivo X" e outras ficções. Nota 8,5.

Direção de Joe Dante, John Landis etc.

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

O Cristal Mágico (1986)

Mo Fe Cui. Filme de ação feito em Hong Kong, estrelado pela dupla de atores/lutadores  Andy Lau e Cynthia Rothrock (uma espécie de versão feminina de Chuck Norris). Aproveitando a popularidade dos mega-hits de Steven Spielberg, E.T. e INDIANA JONES, o cineasta chinês, Wong Jing, dirigiu esse filme sobre Andy (Andy Lau) que, juntamente com os amigos Pin (Bin Bin) e Pancho (Jing Wong), se aventuram na Grécia para encontrar seu amigo Shen (Phillip Ko), perdido há muito tempo. Eles logo descobrem que Shen está sendo seguido tanto pela KGB, quanto pela Interpol, depois de encontrar algumas jóias raras, em uma escavação arqueológica. 


Após uma série desagradável de eventos, Andy acaba em Hong Kong com as pedras, que, ao que parece, não são jóias, mas uma forma de vida alienígena. Enquanto isso, Karov (Richard Norton, MAD MAX 4), um mágico do mal, está decidido a colocar as mãos na gema-alienígena, fazendo o que for necessário. Cynthia Rothrock é Cindy, uma agente da Interpol que procura o cristal mágico, junto com Andy Lau, que  também é algum tipo de agente especial. 


O cristal tem o poder de projetar imagens e até de fazer uma lavagem cerebral, a uma certa distância. Richard Norton é um russo ganancioso, que procura usar o cristal para seu próprio prazer. A mistura de gêneros diferentes - ficção científica e artes marciais - não é 100% eficaz, mas às vezes é interessante, principalmente durante as cenas de luta, que são ágeis e ferozes. Os destaques ficam por conta de Cynthia Rothrock (seu kung-fu de águia), Richard Norton (a maneira como ele lida, com suas armas afiadas duplas), Andy Lau (usando um guarda-chuva como arma!), e a atriz que interpreta sua irmã (com habilidades surpreendentes, de flexão de corpo), são excelentes exemplos de ação. 


Eu recomendo esse filme para admiradores da bela atriz Cynthia, bem como para qualquer fã de cinema de artes marciais, dos anos 80 de Hong Kong. Não é uma super-produção, mas possui bons momentos. Nota 8,5.

Direção de Jing Wong.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Invasão das Mulheres Abelhas (1973)

"Uma poderosa força cósmica, está transformando as mulheres da Terra, em abelhas-rainhas-assassinas-de-homens, através do excesso físico durante o ato sexual. O agente do governo W. Smith (Neil Agar) vai a Peckham, na Califórnia, para investigar a morte de um pesquisador da Brandt Research, que está presente em um incidente, com uma alta contagem de mortes, todas provocadas por exaustão." Observando algumas dessas mortes, não há nada de muito assustador sobre elas, apesar de toda propaganda que se divulga por ai. O filme todo parece trabalhar muito em cima de exageros. 


Isso é crédito para o roteirista Nicholas Meyer, que escreveu vários textos para JORNADA NAS ESTRELAS. O roteiro de Meyer é absurdo às vezes, mas ele, junto com o diretor, são capazes de mantê-lo em um ritmo de total ausência de realidade, misturado a sensualidade exacerbada. O orçamento aqui é um pouco maior, do que em muitos filmes dessa época, apesar das limitações óbvias. A sala da colméia de abelhas, ficou impressionante, bem  como, algumas das maquiagens de "abelhas". 



Anitra Ford está linda, no papel da Dr. Susan Harris, mas ela não é nada, perto da atriz italiana Victoria Vetri (O BEBÊ DE ROSEMARY), interpretando Julie Zorn. Todas as outras atrizes estão igualmente  belas (tenho certeza que isso é uma preocupação séria, para os espectadores de produções como esta).


"Invasão...", é um daqueles filmes, realmente divertidos dos anos setenta, que mistura terror e erotismo, com outros elementos de ficção científica, criando mais uma pérola do gênero, apesar de suas óbvias deficiências cinematográficas. Vale a pena não só por ser um bom filme B, mas também pela distração e até certa complexidade em alguns momentos. Nota 8,5.

Direção de Denis Sanders.

segunda-feira, 10 de junho de 2019

A Maldição de Samantha (1986)

A família Conway se muda para uma nova cidade. O filho Paul (Matthew Labyorteaux) vai se juntar à universidade local, a pedido do Dr. Johanson (Russ Marin). Paul é um gênio em tecnologia, e construiu um robô que fala, pensa e interage, chamado BB. Paul faz amizade com os vizinhos Tom Toomey (Michael Sharrett) e com uma bela loirinha chamada Samantha Pringle (Kristy Swanson - BUFFY, A CAÇA VAMPIROS), cujo o abusivo pai violento, Harry (Richard Marcus), freqüentemente a agride.


Um dia, Paul e Sam (que estavam se conhecendo melhor), Tom e o robô BB estão jogando basquete, e a bola cai no jardim de sua vizinha rabugenta, Elvira Parker (Anne Ramsey, falecida atriz que também atuou em OS GOONIES, no papel da vilã Mama Fratelli), que não a devolve. No Halloween, os jovens invadem a casa dela, mas o alarme dispara e a vizinha atira no robô, que mesmo destruído, consegue preservar seu chip. Paralelo a isso, a garota Sam é assassinada pelo seu abusivo pai. 


Paul vai ao hospital, e decide então, tomar uma atitude ousada. Implantar na garota, o microchip de seu antigo robô. A esperança do rapaz, é que sua amada "retorne" a vida. O problema é que o plano dá certo, agora Samantha tem a força e a personalidade de uma máquina, será que isso trará boas consequências???... esse clássico, é mais um belo exemplo de produção mal compreendida. Muito parecido com SHOCKER (1989), este filme recebeu uma pésssima crítica na época. Nós todos sabemos que Wes Craven sempre produz sucessos ou filmes muito ruins, mas eu acho que esse é um dos seus êxitos. Pelo menos ele está tentando algo diferente. 


A atuação é medíocre, mas eu realmente gosto da história de um "Frankenstein moderno". A direção e os sustos, são fantásticos, e a cena da bola de basquete é incrível (há um pouco de gore aqui). Todos devem dar uma chance a bela "Samantha...". Pelo menos vai ver algo exótico, e acima da média. Nota 9,5.

Direção de Wes Craven.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

WARRIORS....Os selvagens da noite (1979)

Em um futuro pós-apocalíptico, Cyrus (Roger Hill), o líder da gangue mais poderosa da cidade de Nova York (os "Gramercy Riffs"), convoca uma cúpula da meia-noite para todas as gangues da área. Os solicitados são obrigados a enviar nove representantes desarmados para essa reunião. Durante o encontro, uma gangue chamada "The Warriors" é culpada injustamente por matar Cyrus, enquanto ele fazia seu discurso. Eles agora têm uma missão difícil: fugir, sobreviver e atravessar o território dos rivais, para chegarem ao seu próprio bairro sãos e salvos. 


Os guerreiros cruzam lentamente os territórios hostis do Bronx e de Manhattan, escapando por pouco da polícia, e de outras gangues, a cada passo do seu caminho. O filme é mais entretenimento do que algum tipo de denúncia social. Na verdade, parece em muitos aspectos, com um jogo de video-game, e não com um filme (coincidentemente, também foi licenciado e virou um interessante jogo para computadores). 


Um número implausível de gangues de jovens miscigenados, reúne-se no Bronx para ouvir uma proposta do líder, sobre uma união de interesses; as gangues também são estranhamente limpas em certo sentido, interessados em roupas, mulheres e brigas, mas aparentemente não envolvidas em tráfico de drogas, ou outros crimes hediondos. De qualquer forma, alguém mata Cyrus e uma gangue de Coney Island é suspeita (erroneamente); eles viajam de volta para casa de metrô por toda a cidade à noite, com a gangue de residentes de cada bairro pelos quais passam, impedindo-os de fazê-lo. 


O elenco também merece algum destaque, com a presença da bela Deborah Van Valkenburgh no papel de Mercy, e do falecido ator porto-riquenho Marcelino Sánchez, como o membro Rembrandt. Muito deste filme é francamente ridículo e ultrapassado; no entanto, é uma ótima premissa de filme B, e o diretor Walter Hill, era um especialista nesse tipo de miscelânea absurda e sem rodeios. Certamente não é 'Laranja Mecânica'; mas é surpreendentemente curioso e divertido, mesmo se você tiver mais de 30 anos. Nota 8.

Direção de  Walter Hill.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Alienator (1989)

Ficção científica B, estrelada pela atriz\levantadora de peso Teagan Clive, e pelo carismático ator Jan-Michael Vincent. O enredo é sobre o personagem Kol (Ross Hagen), um criminoso alienígena que foge de uma espaçonave, para o bosque de uma cidade americana. Na verdade, este filme se passa no "presente-futuro", e as pessoas na nave são todos estrangeiros (alienígenas que se parecem com seres humanos). O comandante da nave espacial (Jan-Michael Vincent), que também parece ser líder de uma ditadura existente no espaço sideral, despacha o Alienator (Teagan Clive) - uma ciborgue mortal, para capturar Kol, que ao chegar na terra, se depara com alguns adolescentes que estão fugindo do ataque impetuoso da Alienator. Ela persegue implacavelmente Kol e os jovens através de uma série de seqüências de ação e efeitos especiais de baixo orçamento. 


Kol deve enfrentar a decisão mais difícil de sua vida: lutar ou ser morto. Tido como um dos piores filmes do gênero, Alienator serviu de alavanca para a carreira de dois ícones dos anos 80, Jan-Michael Vincent e Teagan Clive. 
Vamos começar pelo primeiro, Jan-Michael Vincent, ator dos anos 60 que participou de mais de 50 filmes, e que estrelou a série AIRWOLF. Também conhecido pelo seriado LASSIE e por atuar ao lado de Charles Bronson no clássico ASSASSINO A PREÇO FIXO. Ao longo da carreira, JM Vincent esteve em produções ao lado de ícones como John Wayne, Rock Hudson, Slim Pickens e Robert Mitchum. Atualmente, o ator se encontra aposentado, depois de longos anos lutando contra as drogas, e envolvimento em episódios polêmicos como acidentes de carro e violência doméstica por estar embriagado. 


Teagan Clive é uma atriz, fisiculturista (era conhecida como a versão feminina de Arnold Schwarzenegger) e colunista de revistas sobre levantamento de peso, também participou de várias produções dos anos 80 como SIMBAD E O SETE MARES, CONAN-A SÉRIE e o clássico-trash INTERZONE. Atualmente, se encontra fora dos holofotes e pouco se sabe sobre seu atual paradeiro.
Mas, para finalizar, ainda sobre ALIENATOR, hoje pode ser considerado um marco dos filmes de ação ou uma bela versão feminina de EXTERMINADOR DO FUTURO, sendo lançado na época de ouro do VHS pela Prism Entertainment. Dirigido por Fred Olen Ray, também tem no elenco PJ Soles e John Philip Law.

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

LASERBLAST (1978)

Depois do grande sucesso de sagas como "Star Trek" e "Star Wars", muitos produtores de Hollywood se aventuraram em produzir filmes com a temática "futurística\espacial". Dirigido e produzido por Michael Rae\Charles Band, o enredo de LASERBLAST é sobre um garoto meio andrógino, chamado Billy (Kim Milford, ator e ex vocalista da banda de Jeff Beck), que possui os mesmos problemas de muitos jovens comuns, ou seja, sua família não lhe dá atenção, os policiais locais estão sempre o perseguindo, o avô de sua namorada (Cheryl Smith, ex baterista da banda Runaways) o odeia, e valentões adolescentes estão sempre atrás dele. 

Para se distrair e fugir da realidade, ele costuma fazer algumas visitas ao deserto da cidade. Em uma dessas visitas, Billy encontra casualmente, uma arma Laser deixada para trás (junto com ela, também vem um estranho medalhão), por uma dupla de alienígenas bizarros que estavam capturando uma outra espécie de ET bizarro e fugitivo (e bem mal feito). Billy resolve se vingar de seus algozes e de outras pessoas que o oprimiam, utilizando essa arma espacial. O único problema, é que esse equipamento possui um efeito colateral, e com o passar do tempo, este mesmo acaba transformando-o em um extraterrestre verde e cada vez mais agressivo. Regularmente citado como um dos piores filmes já feitos, Laserblast é uma mistura confusa de sons e imagens, representando bem, o final dos anos 70. Os destaques incluem animações toscas, e cenas de sexo típicas do gênero. É visualmente, narrativamente e foneticamente desgastante. 


Os produtores chegaram a pensar em um sequência para ele, mas que felizmente, acabou não saindo. Para os amantes de efeitos stop-motion, o filme é um prato cheio....aliás uma das poucas coisas que se salvam por aqui. Ainda tem no elenco Gianni Russo (Poderoso Chefão) e o nerd profissional Eddie Deezen (Grease\Loucuras na madrugada). 

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

984: Prisioneiro do Futuro. (1982)


Desconhecida produção canadense, feita pelo mesmo diretor do clássico "The gate". Segundo consta na internet, o filme seria o piloto para uma série que não chegou a ser produzida. A história se passa em um futuro apocalíptico. Um empresario (Stephen Markle) é sentenciado à prisão por razões infundadas e sem direito a um julgamento (junto com ele, também são presas outras pessoas, por crimes falsos, quando um novo regime político assume o controle). 



Na cadeia, protegida por robôs de patins, ele sofre as piores torturas (feitas pelo diretor do presídio, tentando fazê-lo confessar os crimes que ele nunca praticou). Em sua cela individual, ele tem como companhia, apenas máquinas sombrias. O terror aqui é totalmente psicológico, com o personagem tendo flashes de sua vida livre e cotidiano de sua família. É uma espécie de "Expresso da meia-noite" futurista. Tem no elenco Don Francks e Stephen Markle. 



O fim do filme é bem interessante também, sendo algo que realmente surpreende. O curioso é o tempo de duração da produção, que não passa dos 50 minutos, talvez pela exaustão psíquica provocada. Direção de Tibor Takács.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Godzilla vs Megallon (1973)


Humanos idiotas fazem testes nucleares na Ilha dos Monstros (para quem não conhece, a Ilha dos Monstros é a morada do Godzilla, assim como na série original). O problema é que esses testes, além de aborrecer os monstrengos inúteis de borracha, também acabam torrando a paciência de seres subterrâneos da comunidade de Seatopia (uma espécie de Atlântida). Não demora muito para os habitantes de Seatopia enviarem seu vingativo vilão para chutar o rabo dos humanos. 



Para despertar este peste, é necessário um ritual de dança ridículo, enquanto o líder (Robert Dunhan - único ator não-japonês e com um bigode horroroso) entoa palavras cabalísticas para o terrível Megalon surgir das entranhas da mãmãe Terra. O ator Katsuhiko Sasaki, interpreta o inventor Goro Ibuki, enquanto que Shinji Takagi e Date Hideto interpretam Godzilla e Megalon, respectivamente. Apesar de tudo isso, o filme é também um dos mais vistos nos Estados Unidos - fez sucesso em seu lançamento inicial, em grande parte devido a uma agressiva campanha de marketing, incluindo cartazes elaborados, dos dois monstros do título lutando no topo da World Trade Center, provavelmente para capitalizar em cima do remake de "King Kong', de Dino De Laurentiis, que usou uma imagem semelhante para o seu próprio cartaz. 



Esta produção aqui, é da fase bonzinha do Godzilla. Tudo é em tom de comédia, fazendo valer a pena a perda de alguns breves segundos. Direção: Jun Fukuda.