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quarta-feira, 7 de junho de 2023

Deu a louca nos monstros (1987)


Deu a louca nos monstros (1987). The Monster Squad. Nesta comédia/paródia de terror, Drácula (Duncan Regehr) está vivo novamente. Na verdade, ele planeja governar o mundo e é por isso que ele procura a ajuda de outros monstros lendários, como Frankenstein e a criatura do lago. No entanto, várias crianças consideradas "nerds" descobrem o plano macabro, e se preparam para defender sua cidade natal.



Este grupo de jovens, possuem um clube na casa da árvore, e se autoproclamam fanáticas por terror. Mal sabem que o entusiasmo no gênero, se tornará útil quando sua cidade for subitamente invadida por Drácula e alguns outros vilões de terror memoráveis. O vampiro começa a aterrorizar as ruas, tentando localizar um poderoso amuleto, com potencial para causar desastres graves. 

Quando ninguém mais acredita nas crianças, ou quando os métodos tradicionais de combate ao crime não funcionam (prender o Lobisomen em uma cadeia normal, nos parece um pouco estúpido, não é?), a patrulha monstro (com a ajuda do vizinho "alemão assustador" e de Frankenstein, que resolve mudar de lado e ajudar os garotos) assume as coisas para salvar o dia. Este filme foi ótimo porque, embora os monstros possam parecer toscos (sem esquecer que é tecnicamente um filme de terror familiar), ele ainda tem grandes qualidades. As crianças são realmente muito legais (especialmente Rudy, mesmo que ele use as calças excessivamente apertadas). 


"The Monster Squad" é uma produção cult muito divertida, com uma história engraçada que envolve aventura, comédia sombria e horror. Uma bela trilha sonora, um grande elenco (Andre Gower, Robby Kiger, Ryan Lambert, Stephen Macht e Jon Gries) e muita diversão! Os fãs de filmes obscuros dos anos 80, certamente terão um ótimo material por aqui e sem contra-indicação. Nota 9.

Direção de Fred Dekker. Nota 8.

terça-feira, 5 de abril de 2022

Meus vizinhos são um terror (1993)


The Burbs. Em um bairro típico dos EUA, uma nova família se muda, ao lado do desconfiado vizinho Ray Peterson (Tom Hanks). Essas novas pessoas são realmente estranhas; ninguém os vê, sua casa é uma verdadeira bagunça, e durante a noite você pode ouvir barulhos suspeitos no porão. A única coisa que se sabe é o nome deles: Klopeks. Um dia, o personagem Walter (Gale Gordon), um velho do bairro, desaparece subitamente e todos começam a suspeitar dos Klopeks. 


O enredo não é tão relevante neste filme, mas sim os personagens que se enredam nele. No elenco fantástico, temos Tom Hanks, que interpreta o vizinho cético, da nova família no quarteirão (um monte de excêntricos que nunca saem de casa); Rick Ducommun, que interpreta Art, o amigo guloso de Hanks, convencido de que os novos vizinhos são assassinos que sugam cérebros; Bruce Dern, é Mark, o ex-soldado que ainda não deixou suas raízes militares para trás; e por último, mas não menos importante, Corey Feldman, que interpreta Rick, o vizinho idiota adolescente, que basicamente assiste os eventos do filme se desenrolarem, no conforto de sua varanda da frente. 


Esses personagens são tão bem-humorados e tão malucos, que você só precisa acreditar que há um bairro em algum lugar, com pessoas como essas. A química entre todos os personagens é simplesmente impressionante, e muito do humor do filme, vêm da maneira ridícula, em que o diretor retrata suas interações. Eu desafio qualquer pessoa que tenha visto esse filme nos anos 90 (passava direto na Globo), a assisti-lo novamente, desta vez prestando pouca atenção à história, e concentrando-se nos personagens soberbamente interpretados. 



Apesar de alguns pequenos problemas, continua sendo um filme extremamente engraçado, com um diálogo fantástico e performances muito boas de seu elenco. Para os fãs de humor negro, "Meus vizinhos..." é um antídoto perfeito, para o excesso atual de comédias desagradáveis ​​de Hollywood. Nota 8,5.

Direção de Joe Dante.


terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Garoto do Futuro (1984)


Michael J. Fox interpreta um típico estudante do ensino médio, que descobre possuir um pedigree familiar incomum, que acaba o transformando em um lobisomem juvenil. Eu acho que as pessoas podem se identificar com esta produção de muitas maneiras, certos personagens apesar de serem clichês, apresentam os mesmos problemas de popularidade, solidão, intimidação, relacionamentos, etc ... coisas comuns de adolescentes. Com toda a justiça, este filme não difere muito do vasto leque de produções descartáveis sobre o ensino médio, e a figura do lobisomem é apenas uma representação diferente da angústia juvenil. 



Não é realmente um filme perfeito, e o que você vê não é original, e não há efeitos especiais deslumbrantes (quando Fox se transforma no "lobo adolescente" vestido com seu uniforme de basquete, ele parece um cruzamento entre o Chewbacca, e o lendário ator Gene Wilder), é mais uma fantasia baseada em personagens escolares. Fox está brilhante aqui - engraçado, natural e uma estrela em início de carreira. 


Há performances atraentes por toda a parte, especialmente a de Jerry Levine (ÁGUIA DE AÇO) como Stiles, e a de Matt Adler (SURFE NO HAVAI) como Lewis. Tudo isso aliado a uma trilha sonora interessante, fizeram desta produção, uma sólida jóia cult. Ainda gerou uma continuação, GAROTO DO FUTURO 2, de 1987. 



Curiosidade: o titulo brasileiro, faz menção ao fato do ator Michael J. Fox ter participado da trilogia DE VOLTA PARA O FUTURO, ou seja, apenas uma maneira caça-níquel que as produtoras de vídeo arranjaram de divulgar o filme, pois de futuro, a história não tem absolutamente nada. Recomendável. Nota 8,5.

Direção de Rod Daniel.


sexta-feira, 13 de setembro de 2019

O Cristal Mágico (1986)

Mo Fe Cui. Filme de ação feito em Hong Kong, estrelado pela dupla de atores/lutadores  Andy Lau e Cynthia Rothrock (uma espécie de versão feminina de Chuck Norris). Aproveitando a popularidade dos mega-hits de Steven Spielberg, E.T. e INDIANA JONES, o cineasta chinês, Wong Jing, dirigiu esse filme sobre Andy (Andy Lau) que, juntamente com os amigos Pin (Bin Bin) e Pancho (Jing Wong), se aventuram na Grécia para encontrar seu amigo Shen (Phillip Ko), perdido há muito tempo. Eles logo descobrem que Shen está sendo seguido tanto pela KGB, quanto pela Interpol, depois de encontrar algumas jóias raras, em uma escavação arqueológica. 


Após uma série desagradável de eventos, Andy acaba em Hong Kong com as pedras, que, ao que parece, não são jóias, mas uma forma de vida alienígena. Enquanto isso, Karov (Richard Norton, MAD MAX 4), um mágico do mal, está decidido a colocar as mãos na gema-alienígena, fazendo o que for necessário. Cynthia Rothrock é Cindy, uma agente da Interpol que procura o cristal mágico, junto com Andy Lau, que  também é algum tipo de agente especial. 


O cristal tem o poder de projetar imagens e até de fazer uma lavagem cerebral, a uma certa distância. Richard Norton é um russo ganancioso, que procura usar o cristal para seu próprio prazer. A mistura de gêneros diferentes - ficção científica e artes marciais - não é 100% eficaz, mas às vezes é interessante, principalmente durante as cenas de luta, que são ágeis e ferozes. Os destaques ficam por conta de Cynthia Rothrock (seu kung-fu de águia), Richard Norton (a maneira como ele lida, com suas armas afiadas duplas), Andy Lau (usando um guarda-chuva como arma!), e a atriz que interpreta sua irmã (com habilidades surpreendentes, de flexão de corpo), são excelentes exemplos de ação. 


Eu recomendo esse filme para admiradores da bela atriz Cynthia, bem como para qualquer fã de cinema de artes marciais, dos anos 80 de Hong Kong. Não é uma super-produção, mas possui bons momentos. Nota 8,5.

Direção de Jing Wong.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

PIN - Uma Jornada Além da Loucura (1988)

Nessa versão-baixo-orçamento de PSICOSE, o personagem Leon (David Hewlett) é Isolado do convívio social por seus excêntricos pais (sua mãe é maníaca por limpeza - a atriz Bronwen Mantel, em um belo papel); enquanto o pai é viciado em seu trabalho). O jovem encontra então, companhia em um amigo imaginário, que por acaso é um boneco de anatomia, do consultório médico de seu pai Dr Linden (Terry O'quinn). Infelizmente, o boneco começa a tomar conta da vida de Leon e da vida de sua irmã Ursula (Cynthia Preston), que dividem a casa com "Pin" (o manequim de anatomia). Quando Ursula começa a sair com o novo namorado, seu irmão e seu sinistro boneco, tomados pelo ciúme, resolvem entrar em ação. Este filme nunca recebeu muita atenção, sendo colocado na mesma bacia de filmes "splatter" dos anos 80.


Isso é realmente uma pena, porque PIN é tudo que um bom filme de terror deve ser: quieto, tenso, estressante e emocionalmente envolvente. A "voz" de PIN é extremamente perturbadora e sua mera presença em cada cena é fascinante, mas ao mesmo tempo incômoda. Você realmente se preocupa com os personagens, ao contrário dos adolescentes fúteis em filmes "slasher", que você nunca conhecerá como seres humanos, e que muitas vezes acaba torcendo contra eles durante a trama. 


Os personagens aqui, não são apenas "carne de açougue". Você gosta deles, você quer que eles sobrevivam, amadureçam e superem o passado. Todos esses elementos, tornam essa produção muito mais difícil de assistir, e muito mais horrível em seus momentos cruciais e assustadores. O final é de fato surpreendente. 


Altamente recomendado para pessoas que gostam de um terror psicológico, com sua paranóia e mentes distorcidas. Nota 8.

Direção de Sandor Stern.

sábado, 15 de junho de 2019

Reformatório de Mulheres (1986)

Estrelando 3 musas dos filmes B americanos: Linda Carol (CRIMES DO DESEJO), Wendy O Williams (falecida roqueira e vocalista dos PLASMATICS) e Sybil Danning (HERCULES). A garota Jenny (Linda Carol) é enviada para uma escola-reformatório de mulheres. O local é dirigido pelo cruel diretor e sua mulher Edna (Pat Ast). Jenny terá um longo caminho até tentar escapar, porém ela também terá que lidar com "Charlie" (Wendy OW), a valentona. 


"Reform School Girls" é tecnicamente um filme estilo Women-in-Prison, mas não espere nada muito pesado/erótico como nos filmes de Jess Franco. O diretor Tom DeSimone quis dar um toque mais leve aqui, projetado para ser divertido e não ofensivo. Embora ele forneça a maioria dos ingredientes-padrão do trash/sexy americano - como lutas eróticas, cenas de duchas comunitárias, vestuário mínimo e abuso físico - tudo é feito de forma consciente e amenizada. 


As mulheres peitudas passeiam em seu dormitório em lingerie sexy, os detentos mais sujos e os membros da equipe são caricaturas grotescas, o diálogo é deliberadamente insípido ('Eu pensei que cheirava peixe'), e o enredo é tão extravagante quanto poderia ser. Sejamos sinceros: qualquer filme que tenha Wendy O. Williams (RIP), no topo de um ônibus, em rota de colisão com uma matrona sádica, gorda, com cara de espingarda, chamada Edna, jamais poderá ser levado a sério. 'Reformatório..." é um clássico cult, sobre prisões femininas (milhares de filmes com essa temática, foram feitos ao longo dos anos) e que é prazeroso de se assistir. 


Wendy O W está completamente hipnotizante, embora sua atuação seja muito ruim para dizer o mínimo. Ainda assim, o filme consegue entreter com sua premissa completamente inacreditável. Pat Ast e Linda Carol, fazem desse filme o que ele é, e afinal....por que Sybil Danning aparece na capa do DVD???, eu nunca vou saber, ela mal aparece no filme rsrs. Nota 7,5.

Direção de Tom DeSimone.

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Bala de Prata (1985)

Também conhecido como "A HORA DO LOBISOMEM". A pequena cidade de Tarker's Mills, era um lugar muito pacífico, até que alguns assassinatos começaram a acontecer. Os habitantes acreditam que algum maníaco está à solta, e que eles devem caçá-lo para o bem de todos. O personagem Marty (Corey Haim - SEM LICENÇA PARA DIRIGIR), um jovem deficiente, acredita que o assassino não é um ser humano, mas sim, um lobisomem. Depois de um encontro com a fera, Marty e sua irmã Jane (Megan Follows), querem descobrir como acabar com esta criatura do mal. BALA DE PRATA é apenas entretenimento, um daqueles filmes de terror que dependem da tensão atmosférica, e de monstros assustadores. 


O lobisomem é bastante impressionante, nesta adaptação da novela de Stephen King, CYCLE OF THE WEREWOLF. O astro dos anos 80 Corey Haim, está muito bem como um jovem cadeirante, que descobre que há um lobisomem no meio deles - os habitantes da cidade acham que os assassinatos são obra de um psicopata assassino, mas Corey e sua irmã Megan Follows, convencem Tio Red (um descolado Gary Busey) a encontrar a identidade do lobisomem (e claro, haverá uma reviravolta em tudo isso). 


Everett McGill está bem como o assustador ministro Lowe, e todo o filme funciona, porque não se leva muito a sério, e isto é percebido desde o começo. A história é convincente, atmosférica e possui algumas mortes sangrentas. A atuação é agradável, e a ação nunca é monótona. Em geral, se você ainda não viu BALA DE PRATA, pode conferir. 


Fãs de filmes de terror dos anos 80/90, e com lobisomens, não ficarão desapontados. Nota 8,5.

Direção de Daniel Attias.

domingo, 24 de março de 2019

Elvira, a Rainha das Trevas (1988)

Ao chegar em um pequeno vilarejo, onde herdou uma mansão decadente, uma famosa artista performática chamada Elvira (Cassandra Peterson), entra em conflito com um tio malvado e pessoas preconceituosas da cidade, que querem queimá-la na fogueira. Este é um grande filme de divulgação, para um personagem já existente, na mesma  tradição de personagens como ERNEST e Pee Wee Herman. Não veio para mudar a história do cinema, e sim para entreter. Ele ainda tem uma mensagem moral simples e gentil, sem nenhum custo extra. Elvira (ou melhor, Cassandra Peterson) era uma figura experiente, e que já possuía seu próprio programa de TV (também foi cantora de heavy metal e namorada de Elvis Presley), onde comentava sobre filmes de terror, vestida de viúva-negra, em um estúdio de Los Angeles. 


Ela realmente não roubou seu personagem das produções simplistas da década de 50, como muitos dizem por aí. Esse tipo de representação mítica, pertence a quem faz melhor; e Cassandra Peterson o faz muito bem. O vilão, William Morgan Sheppard, também está excelente, no papel de Vincent. Ele representa o mal, de forma bem refinada. 


Os produtores fizeram deste filme um piloto, para uma série de televisão, que infelizmente nunca foi feita, devido às suas referências sexuais inoportunas. Este aqui, no entanto, é muito divertido, ele foi seguido, alguns anos depois, pelo razoável "As Loucas Aventuras de Elvira", que se espelhava nos velhos filmes de Roger Corman, mas não conseguiu tanto êxito. 


Assista a isso para uma experiência divertida! Não há falhas técnicas graves por aqui. A execução é muito boa, funcionando como comédia e pseudo-filme de terror. Meus profundos elogios ao diretor, James Signorelli, e toda a sua equipe. Nota 9.

Direção de James Signorelli.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

WARRIORS....Os selvagens da noite (1979)

Em um futuro pós-apocalíptico, Cyrus (Roger Hill), o líder da gangue mais poderosa da cidade de Nova York (os "Gramercy Riffs"), convoca uma cúpula da meia-noite para todas as gangues da área. Os solicitados são obrigados a enviar nove representantes desarmados para essa reunião. Durante o encontro, uma gangue chamada "The Warriors" é culpada injustamente por matar Cyrus, enquanto ele fazia seu discurso. Eles agora têm uma missão difícil: fugir, sobreviver e atravessar o território dos rivais, para chegarem ao seu próprio bairro sãos e salvos. 


Os guerreiros cruzam lentamente os territórios hostis do Bronx e de Manhattan, escapando por pouco da polícia, e de outras gangues, a cada passo do seu caminho. O filme é mais entretenimento do que algum tipo de denúncia social. Na verdade, parece em muitos aspectos, com um jogo de video-game, e não com um filme (coincidentemente, também foi licenciado e virou um interessante jogo para computadores). 


Um número implausível de gangues de jovens miscigenados, reúne-se no Bronx para ouvir uma proposta do líder, sobre uma união de interesses; as gangues também são estranhamente limpas em certo sentido, interessados em roupas, mulheres e brigas, mas aparentemente não envolvidas em tráfico de drogas, ou outros crimes hediondos. De qualquer forma, alguém mata Cyrus e uma gangue de Coney Island é suspeita (erroneamente); eles viajam de volta para casa de metrô por toda a cidade à noite, com a gangue de residentes de cada bairro pelos quais passam, impedindo-os de fazê-lo. 


O elenco também merece algum destaque, com a presença da bela Deborah Van Valkenburgh no papel de Mercy, e do falecido ator porto-riquenho Marcelino Sánchez, como o membro Rembrandt. Muito deste filme é francamente ridículo e ultrapassado; no entanto, é uma ótima premissa de filme B, e o diretor Walter Hill, era um especialista nesse tipo de miscelânea absurda e sem rodeios. Certamente não é 'Laranja Mecânica'; mas é surpreendentemente curioso e divertido, mesmo se você tiver mais de 30 anos. Nota 8.

Direção de  Walter Hill.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

O Massacre da Serra Elétrica 3 (1990)

O Massacre da Serra Elétrica 3 (1990). A história do primeiro filme, praticamente se repete. O casal Michele e Benny (Kate Hodge & William Butler) se depara com um atendente de posto de gasolina pervertido, que os ameaça portando uma espingarda. Eles fogem para um caminho deserto no Texas em busca de ajuda, mas só encontram um clã canibalista, interessado em se servir de carne fresca. O primeiro episódio da franquia é clássico. O segundo foi completamente diferente em estilo, mas tinha bastante sangue e insanidade. 


Este aqui parece uma versão diluída do primeiro filme. Algumas cenas são decentes, como o vilão Leatherface (R.A. Mihailoff) espreitando as pessoas na mata, armado de sua motosserra. O diretor original de "Massacre...", Tobe Hooper (POLTERGEIST; FORÇA SINISTRA), não teve nada a ver com esta película, dessa forma, fica claro entender porque a produção ficou abaixo da média. 


O filme é mal iluminado e às vezes tende a se parecer com um filme tosco, feito para a TV. Ele desiste já na sua metade, de suas intenções perturbadoras, aparentemente demonstrando sua total inépcia. É um estranho híbrido de horror/ação, bem abaixo do esperado. O que mais me surpreende, é o fato de ter sido proibido em alguns países, mesmo não tendo excesso de violência em suas cenas.


Vale a pena assistir, se você realmente ama os dois primeiros filmes da franquia, e não se importa com um episódio que não seja tão bom e nem tão clássico. Nota 6.

Direção de Jeff Burr.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Blacula - O vampiro negro (1972)

Blacula - O vampiro negro (1972). Blacula é a história de Mamuwalde, um príncipe africano. Em 1780, depois de visitar o Conde Drácula, Manuwalde é transformado em um vampiro e trancado em um caixão. Alguns séculos depois, em 1972, dois colecionadores de antiguidades transportam o caixão para Los Angeles. Os dois homens abrem o caixão e soltam Blacula (William Marshall) na cidade. Blacula logo encontra Tina (Vonetta McGee), que é sua esposa, reencarnada no corpo da personagem Luva,  e faz de tudo para conquistar seu amor. 


O amigo de Tina, Dr. Gordon (Thalmus Rasulala), descobre que Blacula é um vampiro e resolve o perseguir. Basicamente, esta é a história de Drácula atualizada para os dias modernos, com elementos de blaxploitation (movimento de cinema feito para o público negro) para torná-lo distinto, de outras filmes da época. 


Como uma paródia, funciona muito bem, com Blacula se destacando por suas ações. Há boas atuações de Marshall e Rasulala como duas peças opostas, e um monte de diálogos por toda parte, como o slogan de um personagem "Esse é um cara estranho". 


Os efeitos especiais são bem compostos até, como o vampiro se transformando em um morcego animado, e a dissolução de seu corpo no final, lembrando as típicas mortes dos filmes da Hammer. Enquanto alguns tratam este clássico cult como nada espetacular, posso dizer que ainda sim, é um pedaço essencial do caos cinematográfico da década de 70. Nota 9.

Direção de William Crain.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Fantasma (1979)

Fantasma (1979). Também conhecido como NOITE MACABRA ou FANTASMA DA NOITE. Mike (Michael Baldwin), um jovem adolescente que acaba de perder seus pais e com medo de perder seu irmão Jody (Bill Thornbury), o segue para um funeral. Lá, ele testemunha um homem alto e grisalho (Angus Scrimm) levantando um caixão sozinho. Mike decide investigar e descobre que o Homem Alto, protegido por suas assassinas esferas voadoras, está manipulando os corpos mortos a metade de seu tamanho normal, e reanimando-os como escravos. 


Cabe então a Mike, seu irmão, e o sorveteiro Reggie (Reggie Bannister), deter este bizarro homem Alto. "Fantasma" é um daqueles filmes em que você tem que olhar além das restrições de um filme de horror/ficção, para encontrar o verdadeiro talento subjacente. 


A produção sofre com uma atuação simplista, uma ingenuidade clássica dos personagens da década de 1970, efeitos especiais improvisados ​​que não funcionam direito, trilha sonora que poderia muito bem ser uma série de arquivos MIDI, e um enredo que é praticamente incoerente.; no entanto, ele mantém um certo charme original e desenvoltura, que os filmes de orçamento maior freqüentemente não têm. Muitos anos depois, seu diretor Don Coscarelli foi consagrado como um mestre do terror, e o ator Angus Scrimm um ícone do horror (embora em menor grau do que, digamos, Robert Englund - Freddy Kruegger). Apesar do enredo soar bobo, a execução real dessa ideia, deixa claro por que esse filme realmente triunfou na história e gerou mais quatro sequências (todas estreladas por Scrimm). Esta produção captura a sensação do horror do final dos anos 1970 e início dos anos 80, com o jovem rapaz tropeçando em uma trama de proporções grandes e sinistras. 


Suspense voltado para os jovens de uma geração que tinha nos filmes, uma grande inspiração e fonte de entretenimento, coisa que hoje, já não faz tanto sentido pelo excesso de tecnologia disponível por ai. Nota 8.

Direção de Don Coscarelli. 

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Natal Negro (2006)

Filmes de terror com figuras ou datas natalinas não costumam ser muito populares, tendo em vista ser difícil associar algum tipo de maldade a isso, porém existem algumas poucas boas opções no mercado. Esta produção norte-americana é uma refilmagem do clássico "Noite do terror", feito em 1974 ("Black Christmas"). O enredo conta a história de uma fraternidade onde, há muito tempo, o garotinho Billy sofreu abusos de sua mãe. Ela acaba matando o marido para começar uma nova família com seu amante, prendendo o pobre Billy no sótão - para sempre. Quando a mãe de Billy engravida de uma menina e a trata com amor, algo que Billy nunca teve, ele foge do sótão e assassina brutalmente sua mãe e seu amante.


Passado alguns anos depois, as garotas que moram na fraternidade onde Billy passou sua infância, são atormentadas por misteriosas ligações de um estranho, na noite de Natal. Após algumas ameaças e intimidações, as meninas começam a morrer, uma a uma. Será que Billy está de volta para se vingar? Para um filme realizado a pouco tempo, trata-se de uma razoável alternativa, ficando claramente a luz de distância do original, mas mesmo assim, um bom passatempo.


Com direção de  Glen Morgan, tem no elenco Michelle Trachtenberg, Mary Elizabeth Winstead e Lacey Chabert.