sábado, 23 de março de 2019

A Hora do Espanto (1985)

Para o jovem Charley Brewster (William Ragsdale), nada é melhor, do que assistir a um velho filme de terror, tarde da noite. Um certo dia, dois homens se mudam para a casa ao lado, e para Charley (devido a sua experiência com filmes de horror) não há dúvida, de que o comportamento estranho deles, é explicado pelo fato de que são um vampiro, e seu guardião morto-vivo. O único que pode ajudá-lo a caçá-los, é Peter Vincent (Roddy McDowall), apresentador favorito de Charley, do programa noturno "Fright Night". 


Vincent, realmente não acredita em vampiros, e está mais interessado no marketing televisivo, porém, algo irá mudar em breve na vida de ambos. Além de ser um dos melhores filmes de terror, acho que também, é um dos melhores filmes de toda a década de 1980. Ele é recheado de grandes atuações, especialmente Chris Sarandon como Jerry, e Roddy McDowall como Peter. 


Tem efeitos fantásticos de maquiagem, e que estão em falta, nos filmes de terror atuais (CREPÚSCULO não vale, é claro). E também combina uma grande sensação de medo, com um toque realista de comédia e drama. O melhor e mais engraçado aspecto do filme para mim, é como eles retratam o personagem vampiro. Eu não vou estragar a surpresa, mas o cara gosta de usar roupas de gosto duvidoso, come "frutas" o tempo todo, e tem um companheiro de quarto suspeito. Este filme é clássico!, além de possuir uma sequência igualmente  boa, e definitivamente acho que vale a pena assitir a ambos. 


Não podemos esquecer de citar a curiosa participação da atriz Amanda Bearse como Amy (a chatíssima Mercy, do seriado UM AMOR DE FAMILIA); e do ator Stephen Geoffreys no papel de Evil Ed (lendário astro da comédia FÉRIAS DA PESADA, e que também desenvolveu carreira no cinema pornô gay!). Se você é um fã de terror e vampiros, este é um belo exemplo a ser admirado. Agarre o seu punhal/crucifixo, e seja bem vindo ao Fright Night baby! Nota 9.

Direção de Tom Holland.

quarta-feira, 20 de março de 2019

Gremlins (1984)

O garoto Billy (Zach Galligan), ganha de presente, um exótico animal de estimação, de origem asiática, chamado Gizmo. Seu novo amiguinho, possui algumas regras importantes, que jamais devem ser quebradas: ele não pode ser molhado e nem alimentado em horários noturnos. Infelizmente, Billy acaba vacilando e descuidando de seu novo pet. Agora, como consequência maligna, seu amiguinho começa a reproduzir uma horda de monstros malevolentes e mal-intencionados, que pretendem dominar toda a pequena cidade. O conceito dos próprios Gremlins é intrigante e divertido, e Gizmo é uma das criaturas mais fofas da história do cinema. 


Enquanto, os primeiros 20 minutos do filme são um pouco chatos, o restante da história é uma loucura absoluta. Logo, você estará se divertindo tanto, que nem perceberá o tempo passar . Eu conheço Gremlins, desde tenra idade, e com certeza ele representa o melhor do termo nostalgia. O filme foi um sucesso, porque consegue produzir uma comédia e um horror de uma só vez, o que nem sempre é fácil (o melhor termo para isso, é "Terrir", um termo tosco, mas bem explicativo). 


A maioria dos filmes de terrir, carecem de humor verdadeiro (como a franquia "Ghoulies", que imitava a série Gremlins), mas, Gremlins é ao mesmo tempo engraçado e assustador. É cômico ver os Gremlins causarem danos, mas também causam medo - eles não são exatamente criaturas bonitas, e são bem bizarros também. No elenco ainda temos Corey Feldman (GOONIES) e a belíssima atriz Phoebe Cates (Picardias Estudantis), que abandonou a carreira para se dedicar a família. 


Podemos finalizar, dizendo que Gremlins merece a atenção, de qualquer pessoa interessada em ver um bom filme "de terror de comédia". Não é uma produção instigante, e nem vai mudar a sua vida, mas é um passeio bem divertido, que traz excelentes recordações. Nota 8,5.

Direção de Joe Dante.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Tubarão (1975)

Quando um tubarão assassino, desencadeia o caos em um resort de praia, cabe a um xerife local, um biólogo marinho e um velho marinheiro, caçar a fera. Um dos grandes sucessos da história do cinema, "Tubarão" foi sem dúvida, um dos maiores marcos na indústria dos efeitos especiais e das cenas de suspense. Existem vários momentos icônicos aqui, como a cena da jovem magrinha, mergulhando no escuro com seu amigo. Você sabe a tragédia que vai acontecer, com a bóia se mexendo no fundo, e isso causa verdadeiros arrepios. O diretor Steven Spielberg soube oferecer, o puro terror aos telespectadores. TUBARÃO realmente prende o telespectador na tela, com o trio de caçadores de tubarão, que se aventuram para tentar capturar o mostro assassino. 


A partir daqui, você começa a fazer parte dessa odisséia. Você teme por eles, fica excitado e tem medo do que acontecerá a seguir. Quando a linha de pesca começa a girar, nossos corações começam a bater mais forte. A dinâmica do relacionamento de Richard Dreyfuss, Roy Scheider e Robert Shaw, funciona de forma brilhante. As diferenças pessoais de seus personagens são significativas, e isso acaba colocando eles no caminho errado, a desrespeitarem um ao outro e a acabar um com o outro; mas no final, eles estão lá pelo coletivo, e desenvolvem um laço que eu acho que surpreende a todos. 


Quando as coisas começam a se desenrolar, sua torcida vai para o trio, e o confronto é o único caminho a seguir. Eles têm a luta de suas vidas nas mãos, onde sua bravura deverá ser ilimitada. Nós todos admiramos tudo isso! Um filme lendário, e que agradeço por ter visto e apreciado. 


Não podemos deixar de elogiar, o trabalho do tradutor brasileiro, afinal, o nome original do filme é JAWS (o que significa mandíbulas em inglês), é claro que "Tubarão" é bem mais chamativo e atrativo, e o acréscimo da palavra assassino ao lado, foi o responsável por atrair um número maior de telespectadores. Um dos momentos mais brilhantes do cinema. Nota 10. 

Direção de Steven Spielberg.

Casa do espanto (1985)

Roger Cobb (William Katt) é um veterano do Vietnã, cuja carreira como romancista de horror piorou, quando seu filho Jimmy (interpretado pelos gêmeos Erik e Mark Silver) desapareceu misteriosamente, enquanto visitava a casa de sua tia Elizabeth (Susan French). A busca de Roger por Jimmy, destruiu seu casamento e sua carreira de escritor. A morte súbita de sua tia, traz Roger de volta para a mansão, onde seus pesadelos começaram. Os zumbis bizarros da casa, obrigam Roger a suportar uma jornada angustiante, envolvendo seu passado. Agora, ele deve partir em uma missão de resgate perigosa, dentro de uma dimensão assustadoramente desconhecida. 


Este é um filme que não é tão bem lembrado agora, mas foi um sucesso considerável no momento em que foi lançado, além de ter gerado três sequências. Ele apresenta performances muito boas de William Katt como Roger, e George Wendt como seu vizinho amigável. Ambos têm um bom timing cômico e funcionam bem juntos, enquanto Katt tem que receber crédito extra, por ainda ser capaz de atuar usando o suéter com decote em V, dos anos 80. 


Há também muitos efeitos bons e maquiagem, para os vários demônios que atormentam a casa, incluindo um monstro tosco no armário, que realmente assusta qualquer telespectador. Além disso, foi uma ideia interessante, combinar o filme, com o episódio da Guerra do Vietnã, dentro de um cenário de casa assombrada e arrasada. 


Em última análise, HOUSE é um filme divertido, mas não é um filme essencial. Não possui nenhum diferencial para produções do mesmo período, porém, possui o mais importante: oferece 90 minutos de diversão para nós (há vários monstros de látex, por aqui), os fãs do gênero Trash oitentista. Nota 8,5.

Direção de Steve Miner.

terça-feira, 12 de março de 2019

A Vingança do Espantalho (1981)

Em uma pequena cidade do interior, o personagem Bubba Ritter (Larry Drake, lendário falecido artista, que também atuou em KARATE KID e DARKMAN) sofre de distúrbios cognitivos, fazendo ter a mentalidade de uma criança. Ele também é o melhor amigo, de uma jovem garota local. Quando a garota atravessa o quintal de uma casa e é atacada por um cachorro, ele a salva, mas é erroneamente acusada de matá-la por sua mãe. O carteiro Otis P. Hazelrigg (Charles Durning) se une a outros três vigilantes, e acabam executando o pobre homem, que estava disfarçado de espantalho, em um milharal. 


Eles falsificam algumas evidências de que Bubba os atacou, e vão a julgamento, sendo declarados inocentes. Eles são libertados, mas a justiça vem da sepultura, e os homens são misteriosamente mortos, um por um, na vingança do terrível espantalho! Frank DeFelitta, que também escreveu a novela "Audrey Rose", é responsável por essa fantasia de terror de 1981. O filme começa com uma misteriosa placa de crédito, em um cenário de moinho cor pastel, e é nesse momento que ouvimos inicialmente, sua inesquecível  trilha sonora. 


Alguns anos depois de ver este clássico pela primeira vez, ainda posso recordar na minha cabeça. A produção logo progride para o seu enredo, inegavelmente inteligente, que não vou me incomodar em descrever em detalhes, como isso foi feito por revisores anteriores. A atmosfera é quase insuportavelmente de suspense às vezes, e o fato de nunca vermos uma imagem clara do suposto assassino, aumenta o arrepio. Charles Durning proporciona uma de suas melhores performances como o carteiro egoísta e provinciano, que é perseguido por um assassino vingativo. 


Tudo é muito tenso, se você puder suportar o susto, observe com muito cuidado no final. Não vou contar o que acontece, mas é intrigante como eles combinaram emoções como choque, medo e amor em apenas "dois tiros". Observe e veja o que quero dizer. Este filme é recomendado, para se ver sozinho, tarde da noite, isso, se você for capaz é claro. Nota 8.

Direção de Frank de Felitta.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Os Ghoulies (1984)

Franquia trash, de grande sucesso. Um jovem rapaz e sua namorada, se mudam para uma antiga mansão. Lá, o jovem fica fascinado pela vontade de controlar antigos demônios. Quando criança, Jonathan Graves (Peter Liapis) é retirado de seu pai, Malcolm (Michael Des Barres), o líder de um culto à magia negra, quando Malcolm quase sacrifica Jonathan em um ritual. Muitos anos depois, Jonathan descobre que seu pai faleceu e ele herdou uma grande casa, que agora está em condições precárias. Ele se muda para lá com sua namorada Rebecca (Lisa Pelikan), e logo depois começa a agir estranhamente, seguindo os passos do maligno pai. Se você é fã de filmes extravagantes, Ghoulies é uma boa pedida. 


Todos os outros provavelmente deveriam evitar esse filme. Esta é uma produção de Charles Band, conhecido por filmes bem duvidosos. Estamos quase no território da produtora Troma aqui, mas Ghoulies ainda é bem superior do que a produção típica da Troma. Ghoulies apresenta a maioria dos clichês de terror da metade dos anos 80, ou seja: cabelos grandes, minissaias apertadas, gravatas finas, uso de drogas recreativas e assim por diante. Também temos a típica alta contagem de mortos, embora nesse caso, vale a pena notar que o escritor/diretor Luca Bercovici, introduz uma "reviravolta" perto do final, que diminui significativamente os assassinatos.


Peter Liapis é o foco do filme, seu absurdo exagero, ocupa a maior parte do tempo na tela. Ainda assim, apenas a breve presença de dois servos demoníacos, Grizzel e Greedigut, por si só, faria de Ghoulies um clássico. Isso, sem nem mencionar os outros adereços  ridículos, que são obviamente bonecos e "peças mortas" (Charles Band parece amar fantoches), e foram o começo, de uma tentativa de lucrar com o sucesso da série Gremlins. Nós também temos zumbis, uma batalha de feiticeiros, óculos de sol como um grande dispositivo, bonecos malignos, um ataque com uma língua de 1,5 metro de comprimento e algum subtexto homoerótico provavelmente não intencional. 


Note que, enquanto Ghoulies é rotulado de "comédia/horror", é muito improvável que tenha sido planejado para ser uma comédia de alguma forma. Mesmo se o produtor aplicasse o rótulo ao filme antes do lançamento, provavelmente era porque até ele percebeu como o filme era ridículo. De qualquer forma, ainda há muita diversão por aqui. Nota 8.

Direção de Luca Bercovici.

Re-Animator - A hora dos mortos-vivos (1985)

Um estudante de medicina e sua namorada, envolvem-se em um experimento bizarro, de reanimar os mortos, conduzidos por seu incorrigível companheiro de quarto. A ênfase aqui também está no humor, uma vez que os mortos podem andar e aprontar por ai. O filme, inspirado por H.P. "Herbert West: Re-Animator", de Lovecraft, segue um enredo simples. Herbert West (Jeffrey Combs que, como Bruce Campbell, é uma lenda dos filmes B) é novo na Medical University. Imediatamente, Herbert discute com o Dr. Carl Hill (David Gale) o assunto da "morte cerebral". Paralelo a isso, o personagem Dan Cain (Bruce Abbot) está procurando por um companheiro de quarto. Ele também está namorando a filha de Dean Alan Halsey (Robert Sampson), Megan (Barbara Crampton). 


Já West está a procura de um local para seus estudos, incluindo experimentos com animais. Não demora muito para que o gato do local acabe morto, revitalizado e morto novamente. As primeiras cenas de violência são perturbadoras e hilariantes ao mesmo tempo e são apenas uma amostra do que está por vir. Dan tenta resistir à tentação do poder inerente ao fluido de re-animação, mas é atraído pelo mundo louco de seu amigo Herbert. 


Há uma reviravolta de fatos na metade do filme (eu não seria louco para estragar) que quase grita para o espectador: "Não estamos seguindo regras aqui". O enredo abre caminho para a famosa conclusão de que, se você ainda não ouviu falar, vai deixá-lo sem fôlego. Mesmo sabendo o que vai acontecer, quando você finalmente o vê, em toda sua glória sexual, você entende por que esse clássico alcançou tal status. O final do filme é distorcido de muitas maneiras, é impossível narrar. 


Obviamente, é um clássico. Não posso dizer que se adequará ao gosto de todos. As cenas são tão exageradas e ultrajantes, que o sangue se torna cada vez menos chocante. O espectador tímido talvez, poderá querer fugir dessa obra-prima, mas se você é um curioso do material trash, deve procurar esse filme com certeza. Ainda gerou mais três episódios: A NOIVA DO RE-ANIMATOR; POR TRÁS DE RE-ANIMATOR e RE-ANIMATOR 2017. Nota 8.

Direção de Stuart Gordon.

Troll - O Mundo do Espanto (1986)

A família Potter acabou de se mudar para um apartamento alugado em São Francisco. Harry Potter Sr. (Michael Moriarty) e sua esposa Anne (Shelley Hack) estão trazendo os pacotes para o apartamento, enquanto seu filho Harry Jr. (Noah Hathaway; o inesquecível Atreyu do clássico HISTÓRIA SEM FIM) e sua filhinha Wendy Anne (Jenny Beck) ficam na calçada. Quando Wendy vai para a lavanderia, ela encontra o troll malvado Torok (os trolls são seres meio duendes, meio monstros), que usa seu anel mágico para possuir Wendy, e usar sua forma para transformar os moradores de seu apartamento em outros trolls, construindo assim seu reino de terror. Harry Jr. sente que algo está errado com sua irmã, e procura ajuda com a bruxa do bem Eunice St. Clair (June Lockhart), que mora no prédio. 


Esta produção não é tão boa assim, mas também não é tão horrível como costumam dizer alguns sites por aí. É principalmente uma fantasia/horror-comédia não muito ambiciosa, e estranha o suficiente, para se tornar um bom filme cult da meia-noite. Seus poucos oitenta minutos não são insuportáveis, porém, há muitas coisas que não fazem sentido. 


Primeiro: Se tudo na terra das fadas era completamente maligno, como é que a bruxa tinha o cogumelo falante? Segundo: Como é que o troll não queria que a menina morresse? Apesar das falhas, este clássico é digno de seu gênero: um ridículo filme sobre criaturas dos anos 80. A razão pela qual não é tão lembrado como a sua famosa sequência de 1990 (Trolls2), é por ser bastante estranho e chato em algumas partes, mas ainda possui valores de produção, o que difere do segundo episódio mais conhecido, onde a atuação e a escrita são horríveis de uma maneira geral. 


A melhor coisa aqui, é a excelente trilha sonora, do experiente Richard Band. No mais, temos uma produção no estilo "Terrir", esquecido pelas novas gerações. Nota 7.

Direção de  John Carl Buechler.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Fome Animal (1992)

Braindead. Nas profundezas das exuberantes selvas da isolada "Ilha da Caveira", encontra-se o habitat do indescritível e ameaçador "Simian Raticus", ou mais conhecido por seu nome comum, o Rato-macaco-de-Sumatra (?), que transmite um hediondo vírus contagioso, vindo de ratos de navio, e de macacos de árvore. Atualmente, em Wellington, Nova Zelândia, o oprimido Lionel Cosgrove (Timothy Balme), que vive com sua mãe despótica Vera (Elizabeth Moody), finalmente encontrou sua alma gêmea, a personagem Paquita (Diana Peñalver), mas infelizmente, seu mundo vai mudar rapidamente quando, depois de um passeio no zoológico local, um espécime raro acaba mordendo sua mãe Vera. 


Agora que ela está contaminada, e com uma infecção se espalhando, Vera se transforma em um ser apodrecido e voraz por carne, fazendo a situação ficar fora de controle, estocando uma coleção cada vez maior de corpos rígidos e outras partes. Os desajustados e fanfarrões zumbis, detidos no porão da casa de Lionel, exigirão ação imediata por parte dele, que ainda precisa reunir coragem e enfrentar um mal realmente "grande e pertubador". 


Este é de longe o melhor filme de terror da década de 90. Ele tem tudo - um rato-macaco horripilante, um bebê bizarro, zumbis fazendo sexo, violência gratuita, gore extremo, um padre-ninja, uma mãe chata que se transforma em um zumbi, um parente mulherengo que é um perdedor patético, um velho psíquico que prevê o futuro e, finalmente, alguém que cuida de todos eles. Ah, não podemos esquecer de mencionar a cena inspiradora com um cortador de grama também. Braindead é um splattermovie realmente sangrento, mas com um pé na comédia também. 


Todos os atores são terríveis, mas é justamente isso que torna essa produção tão legal. O que realmente faz com que este filme seja uma obrigação para todos os zumbi-fãs, é a maneira extremamente ultraviolenta que eles são abatidos. É o rei dos filmes zombie-cult. Como você pode entender agora, é necessário um senso de humor doentio para assistir a este filme. No geral, esta obra-prima cinematográfica merece a mais alta crítica, sem esquecermos toda a loucura criativa e viagem inspiradora de seu diretor Peter Jackson (SENHOR DOS ANÉIS; KING KONG). Nota 10.

Direção de Peter Jackson.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Frankenstein (1984)

Versão Inglesa para o clássico da literatura mundial. Elizabeth (Carrie Fisher - a eterna Princesa Leia de STAR WARS) fica preocupada que seu noivo, Victor Frankenstein (Robert Powell) esteja passando muito tempo com seus experimentos. Acontece que ele está criando um monstro-humano (David Warner) e tentando trazê-lo de volta à vida. Este filme britânico feito para a televisão, não é exatamente a melhor versão da história, mas apresenta um bom elenco e algumas boas cenas que o tornam tolerável. Ao mesmo tempo, não há dúvida de que não há o suficiente aqui para valer a pena assistir, a menos que você queira ver todas as versões da história por aí. 


Existem alguns problemas importantes com o filme, sendo que o maior é o fato de que a direção é bastante sem brilho e não há estilo para a imagem. Ele é descontraído e se move em um ritmo muito lento. Mesmo com apenas 73 minutos, se arrasta e não há dúvida de que precisava de muito mais energia. 


Eu acho o ator Powell bastante insosso, e Fisher também está ruim como Elizabeth. Ela nem sequer tenta, um sotaque típico de época. Simplesmente não estava certa para o papel. John Gielgud aparece brevemente como o cego eremita, mas esta cena não tem muito impacto. David Warner está bem como o monstro, e ele é certamente um dos destaques de toda trama. A parte final é bem interessante, e há uma grande sequência onde o monstro confronta seu criador, fazendo perguntas sobre o por que ele ser do jeito que é. 


Esta cena foi feita com inspiração, e bem que o resto do filme poderia ser assim (só que não é). No mais, é apenas uma curiosidade para aqueles fãs deste personagem lendário. Este filme foi exibido na antiga sessão "Cine Trash", da Bandeirantes, nos anos 90. Nota 7.

Direção de James Ormerod.