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quinta-feira, 9 de abril de 2020

CHERRY 2000 (1987)


CHERRY 2000 (1987). No distante e futurístico ano de 2017, Sam (David Andrews), um homem rico, tem uma vida artificialmente feliz, ao lado de uma mulher perfeita e robótica. Em um fatídico dia, a esposa animatrônica de Sam, chamada Cherry 2000 (a bela atriz-modelo Pamela Gidley , que infelizmente morreu jovem aos 53 anos) sofre um acidente aquático e acaba ficando com danos permanentes em seu sistema. 


Desesperado por um novo modelo de boneca-robô, Sam acaba descobrindo que o último modelo existente, se encontra em uma fábrica abandonada, em uma zona desértica, tomada por rebeldes-mutantes. Para ter acesso a ela, ele contrata a sensual "guerreira-renegada-estilo-mad-max" E. Johnson (Melanie Griffith), para encontrar este modelo robótico tão raro. Esta jornada, os levarão à região traiçoeira e sem lei chamada "Zona 7", sob o soberano tirano Mr Lester (Tim Thomerson). 


Durante sua jornada, Sam aprende da maneira mais difícil, que a mulher perfeita não é feita de chips e miolos de computador, mas sim de carne e ossos reais (sem spoilers ok?). Bom, CHERRY 2000 finalmente alcançou o status de "filme cult". Mas, diferentemente de muitos outras produções, ela realmente merece o título. Há muitas coisas positivas por aqui. O ator Ben Johnson tem um bom e trágico papel (com que frequência você consegue isso em um filme b?). A bela Griffith é alternadamente rústica e delicada ao mesmo tempo. 


Claro, Tim Thomerson como Lester quase rouba a cena, proporcionando um vilão verdadeiramente estranho e cruel. Os efeitos são bregas, com certeza, mas eles nunca parecem falsos, ao contrário de muitos filmes lançados atualmente. Quando você vê o carro da E. Johnson sendo pendurado na barragem Hoover, é um carro real, e não um efeito digital estúpido. O filme deixa sua mensagem de forma muito óbvia, mas, considerando as claras restrições orçamentárias com as quais eles estavam trabalhando, isso é uma dádiva e não um defeito. 


A sátira às vezes é hilária (observe Larry Fishburne, como advogado de óculos refletivos, no melhor estilo Morpheus; e a irônica derrocada final do vilão). Se você é fã de filmes apocalípticos como MAD MAX e FUGA DE NOVA IORQUE, não irá  se arrepender de apreciar este clássico, que era exibido a exaustão, na Tv global dos anos 90. Nota 8,5.

Direção de Steve De Jarnatt.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

WARRIORS....Os selvagens da noite (1979)

Em um futuro pós-apocalíptico, Cyrus (Roger Hill), o líder da gangue mais poderosa da cidade de Nova York (os "Gramercy Riffs"), convoca uma cúpula da meia-noite para todas as gangues da área. Os solicitados são obrigados a enviar nove representantes desarmados para essa reunião. Durante o encontro, uma gangue chamada "The Warriors" é culpada injustamente por matar Cyrus, enquanto ele fazia seu discurso. Eles agora têm uma missão difícil: fugir, sobreviver e atravessar o território dos rivais, para chegarem ao seu próprio bairro sãos e salvos. 


Os guerreiros cruzam lentamente os territórios hostis do Bronx e de Manhattan, escapando por pouco da polícia, e de outras gangues, a cada passo do seu caminho. O filme é mais entretenimento do que algum tipo de denúncia social. Na verdade, parece em muitos aspectos, com um jogo de video-game, e não com um filme (coincidentemente, também foi licenciado e virou um interessante jogo para computadores). 


Um número implausível de gangues de jovens miscigenados, reúne-se no Bronx para ouvir uma proposta do líder, sobre uma união de interesses; as gangues também são estranhamente limpas em certo sentido, interessados em roupas, mulheres e brigas, mas aparentemente não envolvidas em tráfico de drogas, ou outros crimes hediondos. De qualquer forma, alguém mata Cyrus e uma gangue de Coney Island é suspeita (erroneamente); eles viajam de volta para casa de metrô por toda a cidade à noite, com a gangue de residentes de cada bairro pelos quais passam, impedindo-os de fazê-lo. 


O elenco também merece algum destaque, com a presença da bela Deborah Van Valkenburgh no papel de Mercy, e do falecido ator porto-riquenho Marcelino Sánchez, como o membro Rembrandt. Muito deste filme é francamente ridículo e ultrapassado; no entanto, é uma ótima premissa de filme B, e o diretor Walter Hill, era um especialista nesse tipo de miscelânea absurda e sem rodeios. Certamente não é 'Laranja Mecânica'; mas é surpreendentemente curioso e divertido, mesmo se você tiver mais de 30 anos. Nota 8.

Direção de  Walter Hill.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

Double Dragon (1994)

Filme de ação obscuro, inspirado em game de sucesso mundial. Passado ​​vários anos no futuro, na Califórnia pós-terremoto, onde San Diego e Los Angeles se fundem em uma cidade só, dois irmãos adolescentes - Jimmy (Mark Dacascos - ator e campeão mundial de artes marciais) e Billy Lee (Scott Wolf - NIGHT SHIFT, CSI NY), possuem a metade de um poderoso talismã chinês antigo. O milionário Koga Shuko (Robert Patrick - TERMINATOR 2) tem a outra metade, e decide usar seus capangas para pegar a parte que resta dos irmãos, obtendo o amuleto completo e o poder absoluto do Dragão Duplo. 


Para enfrentar esse exército maligno, os irmão contam com a ajuda de um grupo de jovens rebeldes, liderados pela bela garota loira Marian (Alyssa Milano - COMMANDO). Eu serei justo, há poucos pontos positivos no filme, mas eles são extremamente triviais. Um deles é a pintura usada nos cenários da cidade devastada pelo terremoto, elas são bastante agradáveis ​​e adicionam um pouco de atmosfera. 


O segundo é Mark Dacascos, um ótimo artista marcial e um ator decente também. Em terceiro lugar e, finalmente, é Robert Patrick, que genuinamente parece estar se divertindo em cena. Quando ele aceitou esse papel, o Sr. Patrick estava desesperado por trabalhar, ou não se importava com papéis constrangedores, eu suspeito que seja o último porque ele parece ter muita alegria em atuar no filme. A sensação que se tem, é que tentaram fazer aqui uma versão moderna do clássico WARRIORS, SELVAGENS DA NOITE....com tecnologia, mas sem um roteiro cativante. 


De resto podemos dizer que temos uma grande e fumegante pilha de besteiras, que praticamente não tem nenhuma semelhança com o grande jogo produzido pela TECHNOS em que se baseia, e é um exemplo absolutamente terrível de produção cinematográfica em si. Têm um grande elenco (ainda temos as belas Kristina Wagner e Julia Nickson) mas que não funciona na prática. Serve mais como nostalgia mesmo. Nota 7.

Direção de James Yukich.

sábado, 16 de julho de 2016

Guerreiros do Futuro (1983)


Em 1981, logo após o lançamento do clássico "mad max2", Hollywood foi inundada por uma enxurrada de filmes pós-apocalípticos, considerados como os filhotes bastardos do clássico australiano. Entre todos estes, o meu preferido é o italo-americano "Guerreiros do Futuro". Gravado em 1983, pelo diretor italiano Enzo Castellari, o filme seria uma espécie de terceiro episódio, de uma trilogia que começou com "Guerreiros do Bronx" (1982) e depois "Fuga do Bronx" (1983). Aqui, o enredo se passa em 2019, em um mundo destruído por uma grande explosão nuclear. A Terra se torna um enorme deserto. Nesta realidade, o maior desafio é sobreviver ao ataque de um grupo de mercenários assassinos e sádicos, chamados de TEMPLÁRIOS, que assolam o deserto, aniquilando os sobreviventes indefesos deste holocausto. Eles atacam o acampamento dos civis com suas armas, disparando lasers e decepando cabeças, com seus veículos de hélices circulares. Mas, neste mundo devastado também existe um valente guerreiro, Mr Scorpion, interpretado por Timothy Brent. 



Ele é uma espécie de herói de um faroeste futurista. O filme todo parece vender essa ideia, ou seja, ser uma mistura de Star Wars, misturado com o velho clichê dos westerns-spagueti. Mas, tirando todos seus defeitos, "Guerreiros.." tem apenas uma missão, nos divertir e fazer rir, seja com cenas ruins de ação e perseguição, ou com seus figurinos e maquiagens pra lá de duvidosos. 




Produzido pelo cineasta Enzo G. Castellari, "I Nuovi Barbari" (título em italiano), foi lançado duas vezes no Brasil: pela Jota Home Vídeo como GUERREIROS DO FUTURO e pela Sagres como "2019 - Os Bárbaros do Futuro". Elenco: Timothy Brent, Fred Williamson, George Eastman, Giovanni Frezza, Anna Kanakis, Iris Peynado e Zora Kerova.