segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Fome Animal (1992)

Braindead. Nas profundezas das exuberantes selvas da isolada "Ilha da Caveira", encontra-se o habitat do indescritível e ameaçador "Simian Raticus", ou mais conhecido por seu nome comum, o Rato-macaco-de-Sumatra (?), que transmite um hediondo vírus contagioso, vindo de ratos de navio, e de macacos de árvore. Atualmente, em Wellington, Nova Zelândia, o oprimido Lionel Cosgrove (Timothy Balme), que vive com sua mãe despótica Vera (Elizabeth Moody), finalmente encontrou sua alma gêmea, a personagem Paquita (Diana Peñalver), mas infelizmente, seu mundo vai mudar rapidamente quando, depois de um passeio no zoológico local, um espécime raro acaba mordendo sua mãe Vera. 


Agora que ela está contaminada, e com uma infecção se espalhando, Vera se transforma em um ser apodrecido e voraz por carne, fazendo a situação ficar fora de controle, estocando uma coleção cada vez maior de corpos rígidos e outras partes. Os desajustados e fanfarrões zumbis, detidos no porão da casa de Lionel, exigirão ação imediata por parte dele, que ainda precisa reunir coragem e enfrentar um mal realmente "grande e pertubador". 


Este é de longe o melhor filme de terror da década de 90. Ele tem tudo - um rato-macaco horripilante, um bebê bizarro, zumbis fazendo sexo, violência gratuita, gore extremo, um padre-ninja, uma mãe chata que se transforma em um zumbi, um parente mulherengo que é um perdedor patético, um velho psíquico que prevê o futuro e, finalmente, alguém que cuida de todos eles. Ah, não podemos esquecer de mencionar a cena inspiradora com um cortador de grama também. Braindead é um splattermovie realmente sangrento, mas com um pé na comédia também. 


Todos os atores são terríveis, mas é justamente isso que torna essa produção tão legal. O que realmente faz com que este filme seja uma obrigação para todos os zumbi-fãs, é a maneira extremamente ultraviolenta que eles são abatidos. É o rei dos filmes zombie-cult. Como você pode entender agora, é necessário um senso de humor doentio para assistir a este filme. No geral, esta obra-prima cinematográfica merece a mais alta crítica, sem esquecermos toda a loucura criativa e viagem inspiradora de seu diretor Peter Jackson (SENHOR DOS ANÉIS; KING KONG). Nota 10.

Direção de Peter Jackson.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Frankenstein (1984)

Versão Inglesa para o clássico da literatura mundial. Elizabeth (Carrie Fisher - a eterna Princesa Leia de STAR WARS) fica preocupada que seu noivo, Victor Frankenstein (Robert Powell) esteja passando muito tempo com seus experimentos. Acontece que ele está criando um monstro-humano (David Warner) e tentando trazê-lo de volta à vida. Este filme britânico feito para a televisão, não é exatamente a melhor versão da história, mas apresenta um bom elenco e algumas boas cenas que o tornam tolerável. Ao mesmo tempo, não há dúvida de que não há o suficiente aqui para valer a pena assistir, a menos que você queira ver todas as versões da história por aí. 


Existem alguns problemas importantes com o filme, sendo que o maior é o fato de que a direção é bastante sem brilho e não há estilo para a imagem. Ele é descontraído e se move em um ritmo muito lento. Mesmo com apenas 73 minutos, se arrasta e não há dúvida de que precisava de muito mais energia. 


Eu acho o ator Powell bastante insosso, e Fisher também está ruim como Elizabeth. Ela nem sequer tenta, um sotaque típico de época. Simplesmente não estava certa para o papel. John Gielgud aparece brevemente como o cego eremita, mas esta cena não tem muito impacto. David Warner está bem como o monstro, e ele é certamente um dos destaques de toda trama. A parte final é bem interessante, e há uma grande sequência onde o monstro confronta seu criador, fazendo perguntas sobre o por que ele ser do jeito que é. 


Esta cena foi feita com inspiração, e bem que o resto do filme poderia ser assim (só que não é). No mais, é apenas uma curiosidade para aqueles fãs deste personagem lendário. Este filme foi exibido na antiga sessão "Cine Trash", da Bandeirantes, nos anos 90. Nota 7.

Direção de James Ormerod.

Sinbad e os Sete Mares (1989)

Aventura italo-americana estrelada por duas lendas dos filmes B, Lou Ferrigno (HERCULES; HULK - A SÉRIE) e a atriz Teagan Clive (ALIENATOR; INTERZONE), ambos também atletas do levantamento de peso. O enredo traz Sinbad em busca de algumas pedras especiais para que seu amigo Príncipe, possa se casar com sua amada, que está sendo mantida pelo bruxo maligno Jaffar (John Steiner). Ele embarca com uma tripulação que inclui um guerreiro viking (Ennio Girolami) e um samurai (Hal Yamanouchi), superando adversidades como grandes criaturas, tiros a laser, e soldados que ressuscitam do mundo dos mortos. 


Feito na Espanha, sem nenhum equipamento de som, sob um diretor que o reescreveu enquanto o filmava, arquivado por anos devido a ser inutilizável, mal dublado e mal pontuado em uma tentativa de conseguir algo vendável. Esta produção peca, por seu histórico problemático, e sofre por não ter as mesmas lindas cores brilhantes, que pelo menos fizeram o clássico "Hércules" da década de 80, divertido de se ver. 


Eu não posso recomendá-lo, a menos que você goste de fantasias despretensiosas. Há monstros, brigas, mulheres sensuais, efeitos animados, capangas vestidos de couro, narração constante explicando o que está acontecendo, música tosca, cavalos zumbis mágicos etc. 


Ainda temos no elenco a bela atriz italiana Alessandra Martines no papel de Alina, e Stefania Girolami Goodwin como Kyra. Recomendado para fãs de Lou Ferrigno (ele ainda está em forma e com um belo penteado) e filmes de ação italianos do gênio Enzo G.C. (FUGA DO BRONX; NEW BARBARIANS). NOTA 7.

Direção de Enzo G. Castellari.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

WARRIORS....Os selvagens da noite (1979)

Em um futuro pós-apocalíptico, Cyrus (Roger Hill), o líder da gangue mais poderosa da cidade de Nova York (os "Gramercy Riffs"), convoca uma cúpula da meia-noite para todas as gangues da área. Os solicitados são obrigados a enviar nove representantes desarmados para essa reunião. Durante o encontro, uma gangue chamada "The Warriors" é culpada injustamente por matar Cyrus, enquanto ele fazia seu discurso. Eles agora têm uma missão difícil: fugir, sobreviver e atravessar o território dos rivais, para chegarem ao seu próprio bairro sãos e salvos. 


Os guerreiros cruzam lentamente os territórios hostis do Bronx e de Manhattan, escapando por pouco da polícia, e de outras gangues, a cada passo do seu caminho. O filme é mais entretenimento do que algum tipo de denúncia social. Na verdade, parece em muitos aspectos, com um jogo de video-game, e não com um filme (coincidentemente, também foi licenciado e virou um interessante jogo para computadores). 


Um número implausível de gangues de jovens miscigenados, reúne-se no Bronx para ouvir uma proposta do líder, sobre uma união de interesses; as gangues também são estranhamente limpas em certo sentido, interessados em roupas, mulheres e brigas, mas aparentemente não envolvidas em tráfico de drogas, ou outros crimes hediondos. De qualquer forma, alguém mata Cyrus e uma gangue de Coney Island é suspeita (erroneamente); eles viajam de volta para casa de metrô por toda a cidade à noite, com a gangue de residentes de cada bairro pelos quais passam, impedindo-os de fazê-lo. 


O elenco também merece algum destaque, com a presença da bela Deborah Van Valkenburgh no papel de Mercy, e do falecido ator porto-riquenho Marcelino Sánchez, como o membro Rembrandt. Muito deste filme é francamente ridículo e ultrapassado; no entanto, é uma ótima premissa de filme B, e o diretor Walter Hill, era um especialista nesse tipo de miscelânea absurda e sem rodeios. Certamente não é 'Laranja Mecânica'; mas é surpreendentemente curioso e divertido, mesmo se você tiver mais de 30 anos. Nota 8.

Direção de  Walter Hill.

O Mestre dos brinquedos (1989)

O sádico Neil Gallagher (Jimmie F. Skaggs) encontra o segredo das marionetes de Toulon, que ganham vida e depois se matam. Alex (Paul Le Mat) e seus amigos psíquicos vêm investigar e são perseguidos por estes bonecos, que possuem uma variedade de características estranhas. Cada um deles, é acompanhado de suas próprias armas, incluindo uma broca para a cabeça e a capacidade de cuspir sanguessugas. "O Mestre..." gerou pelo menos 6 sequências. Nenhum destes é tão bom quanto este, embora a parte 2 mereça nota alta por seu personagem fantoche-de-lança-chamas. Quando inicialmente assisti a ele, era relativamente novo no gênero horror e achei bem interessante. 


Contanto que você não se incomode, pelo fato de ter sido lançado direto para Vídeo, você nunca terá qualquer problema em desfrutar plenamente do que ele tem a oferecer. A má qualidade visual, a música brega e os efeitos barulhentos, são parte integrante do que deve se esperar do terror americano B, porém há um grande charme e senso de diversão sobre o filme, que não há em muitas produções de orçamento maior. 


Grande parte disso, é o resultado do trabalho meticuloso dedicado a dar vida aos bonecos. Os fantoches são uma mistura de animatronics, animação pura e algumas técnicas improvisadas e, como resultado, têm vida própria, tornando-os muito mais assistíveis do que o elenco. Embora a bela Irene Miracle (no papel de Dana Hadley) e Paul Le Mat tenham feito um trabalho razoavelmente decente, o resto do cast é decepcionante (ou seja, você passará o filme torcendo pela vitória dos fantoches). Em suma, para um filme tão cheio de problemas, "O MESTRE..." ainda é divertido. 


Eu certamente não tenho dúvidas ao recomendar para uma conferida rápida ou um dia chuvoso, mas eu vou avisá-lo, é brega, sangrento e inútil, por isso não será diversão para todos.Também conhecidos como BONECOS DA MORTE. Nota 9.

Direção de David Schmoeller.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

O Massacre da Serra Elétrica 3 (1990)

O Massacre da Serra Elétrica 3 (1990). A história do primeiro filme, praticamente se repete. O casal Michele e Benny (Kate Hodge & William Butler) se depara com um atendente de posto de gasolina pervertido, que os ameaça portando uma espingarda. Eles fogem para um caminho deserto no Texas em busca de ajuda, mas só encontram um clã canibalista, interessado em se servir de carne fresca. O primeiro episódio da franquia é clássico. O segundo foi completamente diferente em estilo, mas tinha bastante sangue e insanidade. 


Este aqui parece uma versão diluída do primeiro filme. Algumas cenas são decentes, como o vilão Leatherface (R.A. Mihailoff) espreitando as pessoas na mata, armado de sua motosserra. O diretor original de "Massacre...", Tobe Hooper (POLTERGEIST; FORÇA SINISTRA), não teve nada a ver com esta película, dessa forma, fica claro entender porque a produção ficou abaixo da média. 


O filme é mal iluminado e às vezes tende a se parecer com um filme tosco, feito para a TV. Ele desiste já na sua metade, de suas intenções perturbadoras, aparentemente demonstrando sua total inépcia. É um estranho híbrido de horror/ação, bem abaixo do esperado. O que mais me surpreende, é o fato de ter sido proibido em alguns países, mesmo não tendo excesso de violência em suas cenas.


Vale a pena assistir, se você realmente ama os dois primeiros filmes da franquia, e não se importa com um episódio que não seja tão bom e nem tão clássico. Nota 6.

Direção de Jeff Burr.

Colheita Maldita (1984)

Colheita Maldita (1984). Franquia de sucesso escrita por Stephen King e estrelada pela dupla Linda Hamilton (EXTERMINADOR DO FUTURO) e Peter Horton (VIDA DE SOLTEIRO). Um garoto chamado Isaac (John Franklin), que atua como pregador-religioso-satânico, vai para uma cidade em Nebraska chamada Gatlin. Lá, usando seu poder de hipnose sinistra, ele faz com que todas as crianças matem os adultos da cidade. Um jovem casal, depois de testemunhar um assassinato, resolve procurar a cidade mais próxima (Gatlin) em busca de ajuda, mas a mesma parece deserta. Eles logo ficam presos lá, com poucas chances de saírem vivos. 


Exemplo clássico, daquele filme muito mais assustador quando se é criança (afinal de contas, temos crianças assassinas por aqui). É claro que está longe de ser um filme ruim, e eu recomendo a apreciação de toda a franquia. Ele tem seus momentos, Isaac e Malachai ainda são bem assustadores (ambos interpretados por John Franklin e Courtney Gains). 


A trilha musical com as crianças cantando, também é um efeito misterioso. A cena do café, e os rituais no milharal, são os destaques do filme, coisas bem horríveis. O resto é praticamente normal. Peter Horton e Linda Hamilton, são muito bons como o jovem casal tentando escapar das crianças assassinas. Temos também, a aparição do ator R.G. Armstrong (ator de clássicos como EL DORADO, ao lado de John Wayne) como Diehl, fazendo um belo papel. 


A produção é uma adaptação "livre" de um conto de Stephen King, mas as seqüências são apenas equívocos com a obra de King. Então não se incomode muito com isso. O filme era figurinha fácil na sessão de filmes do SBT, "Cinema em casa", nos anos 80/90, ainda viva em nossas memórias. Nota 8.

Direção de Fritz Kiersch.

sábado, 19 de janeiro de 2019

Criaturas (1986)

Filme de terror/Ficção científica estilo "Sessão da Tarde". Oito alienígenas peludos e assassinos escapam de uma prisão de segurança máxima no espaço. Eles pretendem invadir a Terra para comer qualquer coisa viva. A família Brown (Dee Wallace Stone, Billy Green Bush, Scott Grimes e Nadine van de Velde) está sendo atacada dentro de sua própria casa de fazenda. Os únicos que podem ajudar a família, são os caçadores de recompensas (caras cafonas e cabeludos no melhor estilo PRINCE) vindos de outra dimensão. 


Dirigido por Stephen Herek (Bill & Ted), este filme foi um pequeno sucesso de bilheteria e classificado como cult. Também tem no elenco M. Emmet Walsh como xerife, Terrence Mann como o caçador espacial e Don "Keith" Opper como Charlie. Não podemos esquecer Billy Zane, fazendo uma pequena participação no papel de Steve. 


A versão moderna em DVD, inclui um final alternativo e alguns recursos ocultos em comparação com o VHS. "Critters" é tão divertido como "Gremlins", apesar do baixo orçamento em comparação com seus similares. Escrito pelo diretor e por Domonic Muir. Robert Shaye (o então fundador da "New Line Cinema") produziu o filme. 


Uma bela e divertida produção, e que ainda vale a pena ser vista e comentada, gerando mais três sequências de relativo sucesso. Nota 8.

Dirigido por Stephen Herek.

A Profecia (1976)

Suspense/Horror estrelado por dois astros da época, Gregory Peck e Lee Remick. Robert (Peck) e Katherine Thorn (Remick) são um típico casal de classe média alta. Ele é embaixador dos EUA na Grã-Bretanha, e aparentemente tem uma vida perfeita. Quando sua esposa  Katherine sofre um aborto, Robert é abordado por um misterioso padre no hospital, que sugere a ele, a adoção de um recém-nascido saudável chamado Damien (Harvey Stephens), cuja a mãe desconhecida acabou de morrer no parto. 

Sem pedir autorização de sua esposa, ele concorda. Depois de se mudarem para Londres, eventos estranhos, aliados aos avisos ameaçadores de um religioso - o levam a acreditar que a criança que ele tirou daquele hospital italiano, sofre de algum tipo de maldição que atinge todos a sua volta. O primeiro e melhor da série de filmes sobre o filho do diabo, uniu um grande elenco: Gregory Peck, Lee Remick, David Warner, Patrick Troughton e Billie Whitelaw, além de Harvey Stephens, em uma excelente performance como a criança maldita. 


As mortes que a maioria dos personagens sofrem são criativas e, em alguns casos, memoráveis ​​por muitos anos depois de ver o filme - dando a oportunidade para alguns efeitos visuais incomuns e marcantes. Os outros episódios da série, infelizmente são ruins em comparação com este, mas podemos dizer facilmente que "The Omen", é o melhor suspense de terror da década de setenta. 


Era exibido constantemente na sessão de filmes CORUJÃO, da falida e decadente Rede Globo de televisão. Nota 10. 

Direção de Richard Donner.

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Noite Alucinante: A Morte do Demônio (1981)

The Evil Dead. Liderados pelo jovem Ash, (Bruce Campbell, grande ícone do terror trash oitentista) cinco estudantes universitários resolvem passar as férias em uma floresta, dentro de uma cabana remota. Um livro e uma fita de áudio são descobertos no porão, e uma maldição é liberada quando os encantamentos são lidos em voz alta. Os amigos se vêem impotentes, para deter o mal que os persegue de forma implacável, com apenas Ash de sobrevivente. Desesperado, ele tenta lutar para viver até a manhã do dia seguinte. É realmente um filme horrível. 


Você sente pena dos personagens. Eles estão presos na cabana com demônios bem sádicos. A floresta em si "está viva" e não há saída. É um dos grandes horrores ao lado de "A profecia/The Omen", "Massacre da Serra Elétrica" e "Hora do pesadelo". A cena mais assustadora é ver as meninas sendo possuídas pelos espíritos. A outra cena é quando o demônio está preso no porão - você realmente torce para que ele não saia dali tão cedo. As melhores produções de terror são aquelas em que os personagens estão em situações de desespero, sem saída fácil. 


The Evil Dead - é um desses filmes. Certifique-se de assistir a ele durante o dia. Pessoas sensíveis devem evitá-lo. "A morte do Demônio" ainda gerou mais duas continuações de sucesso. Importante ressaltar também a dupla Campbell e Raimi, ambos se tornaram conhecidos em seus meios. 


Campbell estrelou e produziu diversos filmes (FUGA DE LOS ANGELES foi um deles), já Raimi dirigiu clássicos como HOMEM-ARANHA e DARKMAN. Evil Dead é e sempre será, um exemplo de película de baixo-custo, feita com coragem, criatividade e passionalidade. Nota 10.

Direção de Sam Raimi.