terça-feira, 5 de abril de 2022

Meus vizinhos são um terror (1993)


The Burbs. Em um bairro típico dos EUA, uma nova família se muda, ao lado do desconfiado vizinho Ray Peterson (Tom Hanks). Essas novas pessoas são realmente estranhas; ninguém os vê, sua casa é uma verdadeira bagunça, e durante a noite você pode ouvir barulhos suspeitos no porão. A única coisa que se sabe é o nome deles: Klopeks. Um dia, o personagem Walter (Gale Gordon), um velho do bairro, desaparece subitamente e todos começam a suspeitar dos Klopeks. 


O enredo não é tão relevante neste filme, mas sim os personagens que se enredam nele. No elenco fantástico, temos Tom Hanks, que interpreta o vizinho cético, da nova família no quarteirão (um monte de excêntricos que nunca saem de casa); Rick Ducommun, que interpreta Art, o amigo guloso de Hanks, convencido de que os novos vizinhos são assassinos que sugam cérebros; Bruce Dern, é Mark, o ex-soldado que ainda não deixou suas raízes militares para trás; e por último, mas não menos importante, Corey Feldman, que interpreta Rick, o vizinho idiota adolescente, que basicamente assiste os eventos do filme se desenrolarem, no conforto de sua varanda da frente. 


Esses personagens são tão bem-humorados e tão malucos, que você só precisa acreditar que há um bairro em algum lugar, com pessoas como essas. A química entre todos os personagens é simplesmente impressionante, e muito do humor do filme, vêm da maneira ridícula, em que o diretor retrata suas interações. Eu desafio qualquer pessoa que tenha visto esse filme nos anos 90 (passava direto na Globo), a assisti-lo novamente, desta vez prestando pouca atenção à história, e concentrando-se nos personagens soberbamente interpretados. 



Apesar de alguns pequenos problemas, continua sendo um filme extremamente engraçado, com um diálogo fantástico e performances muito boas de seu elenco. Para os fãs de humor negro, "Meus vizinhos..." é um antídoto perfeito, para o excesso atual de comédias desagradáveis ​​de Hollywood. Nota 8,5.

Direção de Joe Dante.


sexta-feira, 2 de julho de 2021

O Monstro (1994)


Um assassino-maníaco-sexual está à solta, e o ingênuo jardineiro paisagista e vendedor de vitrine Loris (Roberto Benigni - A VIDA É BELA), é o principal suspeito, graças ao seu infeliz hábito de ser pego em situações comprometedoras (para o qual há sempre uma explicação totalmente inocente). 


A policial disfarçada Jessica (Nicoletta Braschi - esposa de Benigni na vida real), é designada pela excêntrica psicóloga policial Taccone (Dominique Lavanant), a seguir Loris, e fornecer evidências para sua prisão - mas as coisas não saem como planejado ....Um bom exemplo de bobagem européia, "Monstro" trabalha bem em cima do senso de humor italiano. 


Muitos comparam Roberto Benigni com Charlie Chaplin, o que é um pouco forçado, é claro, mas temos em Benigni uma referência forte, fora dos Estados Unidos. É mais fácil você curti-lo, se já esteve na Itália, mas isso não é obrigatório. Como Fellini e os irmãos Bertolucci, Benigni reflete muito da cultura italiana. "Monstro" apresenta literalmente Roberto, como são ditas suas palavras, a linguagem corporal, e seu domínio cênico. Você pode se apaixonar pela cultura deste país, e depois aprender a língua, se quiser. 


Uma produção muito divertida, mas indicada apenas para os adultos, pois apresenta situações sexuais e insinuações, em abundância. No geral, "The Monster" é um ótimo filme-comédia-pseudo-suspense, e os fãs de Benigni vão gostar muito, pois traz o ator em seus melhores momentos. Nota 8.

Direção de Roberto Benigni.


terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Garoto do Futuro (1984)


Michael J. Fox interpreta um típico estudante do ensino médio, que descobre possuir um pedigree familiar incomum, que acaba o transformando em um lobisomem juvenil. Eu acho que as pessoas podem se identificar com esta produção de muitas maneiras, certos personagens apesar de serem clichês, apresentam os mesmos problemas de popularidade, solidão, intimidação, relacionamentos, etc ... coisas comuns de adolescentes. Com toda a justiça, este filme não difere muito do vasto leque de produções descartáveis sobre o ensino médio, e a figura do lobisomem é apenas uma representação diferente da angústia juvenil. 



Não é realmente um filme perfeito, e o que você vê não é original, e não há efeitos especiais deslumbrantes (quando Fox se transforma no "lobo adolescente" vestido com seu uniforme de basquete, ele parece um cruzamento entre o Chewbacca, e o lendário ator Gene Wilder), é mais uma fantasia baseada em personagens escolares. Fox está brilhante aqui - engraçado, natural e uma estrela em início de carreira. 


Há performances atraentes por toda a parte, especialmente a de Jerry Levine (ÁGUIA DE AÇO) como Stiles, e a de Matt Adler (SURFE NO HAVAI) como Lewis. Tudo isso aliado a uma trilha sonora interessante, fizeram desta produção, uma sólida jóia cult. Ainda gerou uma continuação, GAROTO DO FUTURO 2, de 1987. 



Curiosidade: o titulo brasileiro, faz menção ao fato do ator Michael J. Fox ter participado da trilogia DE VOLTA PARA O FUTURO, ou seja, apenas uma maneira caça-níquel que as produtoras de vídeo arranjaram de divulgar o filme, pois de futuro, a história não tem absolutamente nada. Recomendável. Nota 8,5.

Direção de Rod Daniel.


quinta-feira, 30 de julho de 2020

Cemitério Maldito (1989)

Cemitério Maldito (1989). Pet Sematary. Ansioso para recomeçar sua vida, o jovem médico Louis Creed (Dale Midkiff) e sua família - sua esposa Rachel (Denise Crosby), sua filha Ellie (Blaze Berdahl) e seu bebê de três anos, Gage (Miko Hughes) - se mudam para uma nova casa, em uma pequena cidade rural, perto de uma alarmante estrada movimentada. No entanto, após a morte do querido gato de Rachel, em um acidente terrível, Louis desesperado, segue o conselho de seu vizinho amigável, para enterrá-lo em um cemitério antigo de Micmac (um santuário místico, imbuído de supostos poderes de reanimação) para trazê-lo "de volta". 


Agora, vitima de outra tragédia, Louis não tem outra escolha, senão voltar ao cemitério local, com grandes esperanças de que, desta vez, as coisas sejam diferentes para a felicidade de sua família. No entanto, este retorno sepulcral poderá trazer terríveis consequências....Esta adaptação assustadora e sangrenta de Stephen King, apresenta excelentes performances de Dale Midkiff, Fred Gwynne (que morreu tristemente, há alguns anos), Denise Crosby e alguns efeitos realmente horríveis. 


A diretora Mary Lambert tem um maravilhoso senso de estilo visual, conseguindo fazer desta, uma das poucas versões da obra de King, que não só vale a pena ver, mas também cultuar. A representação da criança zumbi Gage (Miko Hughes - participou também de "New Nightmare") é igualmente digna de elogios, ou melhor, conseguem transformar um personagem meigo, em algo ameaçador e assustador. 


Se você acha que o filme não é assustador - assista sozinho no escuro, e garanto que "Pet Sematary" é tão poderoso quanto "O Massacre da Serra Elétrica". Um clássico, recomendado para qualquer tipo de fã de horror e ficção. Nota 9.

Direção de Mary Lambert.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

A Casa (1977)

A Casa (1977). Hausu. Exótico terror japônes. Uma colegial (Kimiko Ikegami), e seis de suas colegas de classe, viajam para a casa campestre e assombrada de sua tia. Logo, as meninas arrependidas começam a ser mortas uma a uma; mas qual é a razão por trás dos assassinatos? Esta produção é basicamente uma versão nipônica de "Evil Dead", mas possui um certo estilo visual, que só pode ser comparado a "Suspiria" de Dario Argento, lançado no mesmo ano. É recomendado para fãs do bizarro e do surreal, pois aqui não há muito enredo. 


O filme inteiro é muito estranho do começo ao fim e devo admitir que, se havia uma história acontecendo, deve ser sobre a jovem garota indo até a tia, para aprender mais sobre sua mãe morta. Os personagens em si são todos bastante interessantes, porque recebem o nome de sua "especialidade", sendo uma delas a "Kung-Fu" (Miki Jinbo), que possui alguns dos melhores momentos do filme (as outras atrizes também são bem bonitinhas, diga-se de passagem). A natureza surreal e a mistura de vivos e mortos, nos faz pensar se o diretor Tim Burton não assistiu a isso, antes de fazer "Beetlejuice". 


Contém excelentes efeitos especiais, e que parecem modernos, mesmo nos dias de hoje. Esses efeitos aumentam a natureza exagerada das coisas, servindo também para dar o toque humorístico da trama. Eu acho que alguns podem não entendê-lo (o medo aqui, não vêm de elementos "anticristãos"), mas eu respeito o que o diretor tentou fazer. 



Este é provavelmente, uma das produções mais diferentes que eu já vi e certamente não vou esquecê-la, mas ao mesmo tempo não posso dizer que estou ansioso para assistir novamente, ou sair por ai recomendando a todos. Se você quer ver algo único e com efeitos "brilhantes", não irá se arrepender. Nota 8,5.

Direção de Nobuhiko Ôbayashi. 

Delírios de um anormal (1978)

Produção Nacional. Postagem em homenagem, a um dos melhores cineastas do terror, falecido recentemente. Dr. Hamilton (Jorge Peres), um psicólogo interessado em assuntos  sobrenaturais, é casado com sua amada esposa Tânia (Magana Miller). Com o passar do tempo, Hamilton passa a ter pesadelos com Zé do Caixão, que quer levar Tânia para gerar seu descendente perfeito. Seu colega de clínica, Dr. Adolfo Hansen (Jayme Cortez) convida José Mojica Marins, criador de Zé do Caixão, para convencer  Hamilton, de que o personagem não existe, sendo um fruto de sua imaginação hiperativa. 


Para este filme em particular, Mojica reuniu inúmeras cenas de seu trabalho, e juntou-as com uma pequena filmagem para contar a história do cientista Dr. Hamilton, que sofre de pesadelos terríveis, nos quais vê o ícone do terror cult "Coffin Joe" (interpretado por Zé do Caixão) tentando fugir com sua esposa Tânia. O médico que trata Hamilton, convida Zé para auxiliá-lo, acreditando que o criador de Coffin Joe pode ter a chave para curar seus pesadelos, o que, por sua vez, acaba dando a Mojica uma ideia para seu próximo filme. 


Com a maior parte do tempo gasto pelos pesadelos de Hamilton, que são essencialmente uma compilação de imagens esquisitas aleatórias, tiradas de contexto (imagens essas, que jamais fariam sentido em qualquer contexto). Para a maioria dos fãs de terror nacional, "Delírios de um anormal" é uma experiência incrivelmente tediosa, sem sentido e colossal perda de tempo, especialmente para quem já viu a maioria dos filmes mais conhecidos de Mojica, porém, para nós do blog que sempre conseguimos extrair alguma coisa positiva, "Delírios" serve bem para aqueles iniciantes na obra do grande mestre (me lembro de ter comprado o DVD nas Lojas Americanas por apenas 5 reais!). 


Se ainda não viu "A meia-noite levarei sua alma"/"A meia-noite encarnarei no teu cadáver"; "Delírios" pode funcionar muito bem como aperitivo inicial, para a apreciação do maior ícone do terror, que já existiu fora do eixo EUA/Europa. Nota 8. 

Direção de José Mojica Marins .

quinta-feira, 9 de abril de 2020

CHERRY 2000 (1987)


CHERRY 2000 (1987). No distante e futurístico ano de 2017, Sam (David Andrews), um homem rico, tem uma vida artificialmente feliz, ao lado de uma mulher perfeita e robótica. Em um fatídico dia, a esposa animatrônica de Sam, chamada Cherry 2000 (a bela atriz-modelo Pamela Gidley , que infelizmente morreu jovem aos 53 anos) sofre um acidente aquático e acaba ficando com danos permanentes em seu sistema. 


Desesperado por um novo modelo de boneca-robô, Sam acaba descobrindo que o último modelo existente, se encontra em uma fábrica abandonada, em uma zona desértica, tomada por rebeldes-mutantes. Para ter acesso a ela, ele contrata a sensual "guerreira-renegada-estilo-mad-max" E. Johnson (Melanie Griffith), para encontrar este modelo robótico tão raro. Esta jornada, os levarão à região traiçoeira e sem lei chamada "Zona 7", sob o soberano tirano Mr Lester (Tim Thomerson). 


Durante sua jornada, Sam aprende da maneira mais difícil, que a mulher perfeita não é feita de chips e miolos de computador, mas sim de carne e ossos reais (sem spoilers ok?). Bom, CHERRY 2000 finalmente alcançou o status de "filme cult". Mas, diferentemente de muitos outras produções, ela realmente merece o título. Há muitas coisas positivas por aqui. O ator Ben Johnson tem um bom e trágico papel (com que frequência você consegue isso em um filme b?). A bela Griffith é alternadamente rústica e delicada ao mesmo tempo. 


Claro, Tim Thomerson como Lester quase rouba a cena, proporcionando um vilão verdadeiramente estranho e cruel. Os efeitos são bregas, com certeza, mas eles nunca parecem falsos, ao contrário de muitos filmes lançados atualmente. Quando você vê o carro da E. Johnson sendo pendurado na barragem Hoover, é um carro real, e não um efeito digital estúpido. O filme deixa sua mensagem de forma muito óbvia, mas, considerando as claras restrições orçamentárias com as quais eles estavam trabalhando, isso é uma dádiva e não um defeito. 


A sátira às vezes é hilária (observe Larry Fishburne, como advogado de óculos refletivos, no melhor estilo Morpheus; e a irônica derrocada final do vilão). Se você é fã de filmes apocalípticos como MAD MAX e FUGA DE NOVA IORQUE, não irá  se arrepender de apreciar este clássico, que era exibido a exaustão, na Tv global dos anos 90. Nota 8,5.

Direção de Steve De Jarnatt.

quinta-feira, 19 de março de 2020

Isto é SPINAL TAP! (1984)

Comédia musical, estilo falso documentário. Em 1982, a lendária (pseudo) banda de heavy metal inglesa Spinal Tap, tenta uma turnê americana de retorno, acompanhada por um fã que também é cineasta. O (pseudo) documentário resultante, intercala performances musicais poderosas, aliado as letras profundas do conjunto (que concentra um grande elenco: Rob Reiner, Christopher Guest, Michael McKean, Harry Shearer....mais o elenco de apoio: Billy Crystal, Dana Carvey, Fran Drescher, Paul Shaffer, Howard Hesseman, Ed Begley, Jr., Fred Willard, Angelica Huston); além de mostrar abertamente um grupo de rock indo em direção à crise (e talvez ao seu fim), culminando no infame (e hilário) caso do indesejado cenário de Stonehenge, de dezoito polegadas de altura. 


O filme é quase uma "tragédia", de tão bem que narra os fatos envolvendo uma banda profissional (Beatles e LED Zeppelin tiveram finais parecidos). Apesar de, a melhor parte ser os argumentos de bastidores e entrevistas sinceras, o diálogo é fantástico do começo ao fim, e é feito por um elenco excelente, que oferece linhas absurdas, com uma "cara-de-pau" séria. McKean, Guest e Shearer são os mais fortes aqui, com a maioria dos melhores textos. 


O elenco de apoio também é abarrotado de aparições de pessoas como: Bruno Kirby, Billy Crystal, Begley Jr., Macnee, Paul Shaffer, Anjelica Huston etc.. O fato de os membros da banda não serem muito brilhantes torna tudo engraçado. Especialmente a cena, em que o vocalista fala sobre um amplificador que vai para onze em vez de dez e, portanto, produz sons mais altos (ou qualquer tolice nesse sentido). 


Robin Reiner se destaca como diretor, escritor e documentarista. No geral, este é uma ótima produção, tanto foi dito sobre isso que ainda vale a pena conferir na tela, caso não conheça. Embora não seja uma paródia como "Apertem os cintos...", esse filme é mais interessante, já que a comédia vem do diálogo tolo, e da pura imaginação da escrita. Nota 9.

Direção de Robin Reiner.  

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Além da Imaginação (1983)

The Twilight Zone: The Movie (1983). Twilight Zone foi uma série de televisão norte-americana da década de 50, criada por Rod Serling e dirigida por Stuart Rosenberg, apresentando histórias de ficção científica, suspense, fantasia e terror. Em 1983, os produtores americanos decidem fazer um filme, em homenagem ao seriado. Com produção de Steven Spielberg, tinha no elenco Dan Aykroyd, Albert Brooks, Vic Morrow, John Lithgow e Scatman Crothers. A produção trazia três episódios clássicos da série original, e incluia uma nova história. John Landis dirige o prólogo e o 1º segmento, Steven Spielberg dirige o 2º, Joe Dante o 3º, e George Miller dirige o segmento final. O episódio dirigido por Landis se tornou notório porque ocorreu um acidente fatal de helicóptero durante a filmagem, com a morte do ator Vic Morrow e de dois atores infantis. 


O enredo dele envolve um homem amargo e racista (Vic Morrow) experimentando seu próprio veneno. Pelas três mortes reais que causou - (o ator Vic Morrow foi decapitado pela queda de um helicóptero, e dois artistas mirins vietnamitas que estavam juntos, foram esmagados), John Landis (que dirigiu isso) chegou a ser acusado, mas foi considerado inocente pelas mortes. O segundo episódio é dirigido por Steven Spielberg. Envolve um homem velho (Scatman Crothers) trazendo suavemente à vida, os idosos em uma pousada. Esse talvez é o mais fraco deles. O terceiro episódio é dirigido por Joe Dante. É um remake de um menino que pode realizar todos os seus desejos. 


É bem dirigido com alguns efeitos especiais verdadeiramente incríveis, e uma boa performance de Kathleen Quinlan no papel de Helen. Infelizmente acabou sendo prejudicado por um final feliz e bobo (o original não tinha isso). Billy Mumy (a estrela do original) faz uma participação, e Dante Dick Miller aparece como Walter Paisley. O quarto é o melhor. Dirigido por George Miller, é um remake do episódio de William Shatner, onde ele vê um monstrinho-gremlin rasgando o avião em que está voando. O gremlin no original parecia bastante ridículo - como um ursinho de pelúcia. Aqui John Lithgow interpreta o passageiro, e o gremlin é bem mais diabólico. Em suma, um filme agradável. Eu gostei quando vi na sessão da tarde, no final dos anos 80 (quem diria, que filmes como esse eram exibidos no horário da tarde). 


Com belos efeitos e um grande roteiro, infelizmente este clássico ficou manchado pelas mortes envolvidas, porém ele também possui seus valores de produção e alguma distração. Eu recomendo para fãs de terror e para aqueles que admiram programas como "Arquivo X" e outras ficções. Nota 8,5.

Direção de Joe Dante, John Landis etc.

sábado, 16 de novembro de 2019

Psicose 4 - A Revelação (1990)

Psycho IV: The Beginning. Norman Bates (Anthony Perkins) retorna para este episódio final, mais uma vez tendo problemas com sua figura materna (Olivia Hussey). Desta vez, ele é convidado a conversar com um apresentador de rádio, compartilhando suas antigas e pertubadoras memórias. Estaria Norman arrependido, e recuperado de seus transtornos? Eu gostei de como este filme mergulhou no passado conturbado de Norman Bates. Esse foi provavelmente o melhor aspecto dele. Anthony Perkins mais uma vez reprisa seu papel, depois de sofrer aquela horrível humilhação do terceiro episódio. Olivia Hussey interpreta de forma maléfica a mãe de Norman. 


O jeito que ela grita com ele e retira sua masculinidade é simplesmente horrível. Mas, no entanto, ela consegue permanecer humana em algumas cenas. Henry Thomas fez um bom trabalho ao interpretar Norman Bates na adolescência, mas seu desempenho carece do charme nerd e infantil, que Anthony Perkins tinha no filme original. Quanto ao resto dos atores, bem, a maioria deles não vale a pena mencionar. 


Exceto Thomas Schuster, que interpretou Chet Rudolph, o cowboy da meia-noite de Norman Bates. Seu personagem era muito arrogante e rude, aquele cara que você gosta de odiar. O tipo de homem que a mãe traria para casa e espera que você ligue para a polícia. O diretor Mick Garris não é Alfred Hitchcock. Ele também não é Richard Franklin. Mas ele consegue oferecer uma boa experiência à série PSICOSE. 


Não é tão bom quanto Psycho ou Psycho II, mas funciona bem, como o último episódio clássico da franquia. Infelizmente, o ator Anthony Perkins acabaria morrendo dois anos depois do lançamento do filme, vitima do HIV. Fica aqui, nossa homenagem a este monstro sagrado do cinema. Nota 9.

Direção de Mick Garris.