The Drifter. Suspense B, estrelado pela atriz Kim Delaney, famosa pela série norte-americana NYPD Blue. Foi exibido no Brasil pela primeira vez em 1991, na sessão de filmes "Supercine" da rede globo (aquela que passava nas noites de sábado nos anos 80\90). Julia (Kim Delaney) interpreta uma empresária que, após uma viagem de negócios, se envolve com o personagem misterioso Trey (interpretado pelo ator Miles O'Keeffe, famoso por fazer o personagem Tarzan, na versão feita em 1981 - Tarzan, the ape man).

Uma vez de volta á cidade grande, Julia descobre estar sendo perseguida pelo mesmo homem. O motivo da obsessão só será revelado no clímax do filme. Enquanto isso, ela também está sendo seguida por alguém contratado pelo namorado pilantra (Timothy Bottoms), e para piorar a situação, acaba tendo seu melhor amigo assassinado. Existem vários erros de edição. O mais notável, é durante o confronto final entre Julia e o detetive, onde um microfone que capta ruídos, pode ser visível na hora do tiro.
É recomendado para maiores de 16 anos, devido ao conteúdo violento para época. Suspense digno de filme B. Dirigido por Larry Brand (que também atua como ator, fazendo um pequeno papel como policial).
Terror estilo "Slasher", estrelado pela atriz adolescente Joanna Johnson, famosa pela novela da CBS "The bold and the beautiful". Killer Party foi exibido pela primeira vez na antiga sessão "cine trash" (da falida e decadente rede bandeirantes de televisão). Um grupo de garotas resolvem dar uma festinha particular em uma mansão abandonada, onde há vinte e dois anos atrás, um garoto foi morto de forma trágica.
Os moradores deste bairro, alertam sobre os estranhos fatos e acontecimentos neste local, mas mesmo assim, os jovens decidem usar a velha casa para o encontro festivo. Mais uma vez, a temática aqui é o campus universitário com suas belas garotas fúteis e baladeiras. Quando o baile da fraternidade se inicia, espíritos assassinos tomam o corpo das jovens, resultando em uma noite de vingança sangrenta, com utensílios de jardim, fios elétricos e uma guilhotina sendo usados na matança.
O filme também serviu de vitrine para o lançamento da banda de Hard Rock “White Sister”, que já havia participado da trilha sonora do filme "Hora do espanto", com a canção "Save me tonight". Aqui, eles participam do filme tocando a música tema "April", com um clipe de gosto bem duvidoso. Não possui nenhuma ligação com o filme “A Noite das Brincadeiras Mortais”, exibido pela rede globo nos anos 80. “Killer Party” foi dirigido por William Fruet e têm no elenco Martin Hewitt e Ralph Seymour.
Obscura produção turca, baseada no agressivo “Desejo de matar” americano. Aqui também, temos um justiceiro como Charles Bronson e seu majestoso bigode. Possui algumas cenas e diálogos quase idênticos ao filme americano. A história começa com o arquiteto Orhan Polat (Serdar Gokhan) em férias com sua família. De volta a Istambul, a criminalidade está comendo solta, onde mulheres são assassinadas e agredidas diariamente. Polat descobre ser isso obra de três perigosos bandidos, e decide impor suas próprias leis, executando tudo o que aparecer em sua frente.

Dá para dizer que Cellat, a versão turca de "Death Wish", fica bastante próxima do modelo do filme americano, mas também se desvia de sua inspiração às vezes, sendo mais interessante e valioso nesses pequenos detalhes, fornecendo imagens lúgubres de um lugar e uma cultura muito particular. O vigilante nesta produção é significativamente mais sádico do que o personagem Paul Kersey (Bronson) e executa meios mais criativos de matar e despachar os bandidos no final. Ao longo do filme, há também aspectos legais, como um funeral turco, danças típicas, uma música distinta e um tanto exótica, que é tocada repetidamente em intervalos.
Também não espere uma imagem de alta definição, mas como um todo, o filme é bem interessante, pois nos revela pedaços distintos e idiossincráticos de uma nação simpática, localizada do outro lado do planeta. Dirigido por Memduh Um. Estrelando Serdar Gokhan, Emel Ozden, Melek Aybek, Reha Yurdakul e Oktar Durukan.
Precursor de filmes com "serial killers", Halloween introduziu o psicopata Michael Myers e sua enorme faca de açougue no universo cinematográfico. O assassino Myers vive em um manicômio há 15 anos, desde quando matou sua própria irmã. Porém, ele consegue escapar de seu cativeiro e retorna à sua cidade natal para continuar sua saga sangrenta na localidade que, aterrorizada, ainda se lembra dele e daqueles acontecimentos trágicos. A produção também foi responsável pelo sucesso da então atriz desconhecida Jamie Lee Curtis, que logo após do filme, se tornou estrela mundial.

Curiosamente, por causa do baixo orçamento, não foi possível contratar um figurinista, por isso os atores vinham para as filmagens com as roupas de casa. Além disso, as máscaras utilizadas no primeiro filme, foram reaproveitadas de moldes do rosto do ator William Shatner, quando interpretava o personagem James T. Kirk na série "Star Trek". Diferente das franquias “Sexta-Feira 13” e “A Hora do Pesadelo”, Halloween foi um clássico pioneiro e absoluto do gênero, não caindo nos clichês básicos do terror. O assassino é sempre o mesmo e, ainda assim, os filmes não se tornaram cansativos ou repetitivos. Enquanto a série de Jason se mostrou violenta e sem história, a “Hora do pesadelo” também apresentou alguns episódios de qualidade duvidosa.
Halloweeen gerou vários episódios de sucesso e ainda um jogo de video-game para o console ATARI. A trilha sonora é inesquecível e inconfundível, composta pelo próprio diretor. Estrelando Donald Pleasence e Jamie Lee Curtis. Direção de John Carpenter.
Clássico do suspense e obra máxima da atriz Bette Davis. Em uma magnífica interpretação no papel de Charlotte Hollis, uma solitária reclusa que carrega o luto de um brutal assassinato ocorrido há mais de 37 anos. John, seu amante, foi morto em uma festa, com uma machadada na cabeça e teve sua mão decapitada. Todos da cidade acreditam ter sido ela a assassina. Obcecada com a ideia de que o fantasma de seu amante anda rondando a casa, ela deixa todos a sua volta apavorados.

Em meio a este interminável sofrimento, as autoridades resolvem desapropriar sua propriedade, para a construção de uma nova estrada. Charlotte então pede a ajuda de sua prima Miriam (Olivia de Havilland), e de um velho amigo, Drew (Joseph Cotton) para travar uma batalha judicial. No entanto, mesmo com a presença dos amigos, a saúde mental de Charlotte deteriora-se dia após dia, agravada por estranhas visões e ocorrências bizarras envolvendo os personagens da tragédia de anos atrás e abrindo as portas para a possibilidade de uma nova tragédia. O diretor do filme queria alcançar o mesmo sucesso obtido três anos antes, com o filme "O Que Aconteceu a Baby Jane?", que contava com a dupla de atrizes Joan Crawford e Bette Davis. A ideia era reunir novamente as duas para este filme, apesar do clima pesado que existia entre elas. Mas Crawford, pouco antes do início das filmagens, adoeceu e teve que ser substituída por Olivia de Havilland.

Indicações ao Oscar: Melhor Atriz Coadjuvante (Agnes Moorehead), Fotografia em Preto e Branco, Direção de Arte, Figurino, Edição, Trilha Sonora e Canção Original. Globo de Ouro: Atriz Coadjuvante (Agnes Moorehead). Direção de Robert Aldricht.
Para quem não conhece, o termo "boca do lixo", se refere a uma região do centro da cidade de São Paulo, localizada no bairro da Luz. Notabilizou-se por ter abrigado um pólo cinematográfico desde a década de 1920, quando empresas como a Paramount, a Fox e a MGM se instalaram na região. Nas décadas seguintes, essas companhias atraíram distribuidoras, fábricas de equipamentos especializados, serviços de manutenção técnica e outras empresas do ramo cinematográfico para as redondezas.

Entre o fim dos anos 1960, e o começo dos anos 1980, a Boca do Lixo tornou-se um reduto do cinema independente brasileiro, desvinculado dos incentivos governamentais. Alguns cineastas, como Carlos Reichenbach, Luiz Castelini, Alfredo Sternheim, Juan Bajon, Cláudio Cunha, Julio Bressane, Rogério Sganzerla ou Walter Hugo Khouri, tinham clara proposta autoral em seus filmes, mas a produção da Boca ficou mesmo caracterizada pelos filmes baratos e que tinham forte apelo sexual. Sobre o filme aqui citado - Fiscalização sanitária aparece em hospital suspeito de corrupção e atos ilícitos. Mas, ao chegar no prédio, acaba encontrando algo bem pior e repugnante. Em meio as orgias sexuais que ocorrem no local, um grupo tentará desmontar este esquema e prender a quadrilha.
Boca do lixo pura do cinema nacional, que inclui cenas bizarras de sexo em cenários repugnantes, incluindo até um açougue. Com Osvaldo Cirillo, Sandra Midori e Andrea Pucci. Direção de Rajá de Aragão.
Produção Italiana, estrelada pelo fisiculturista Mark Forest. Forest foi o segundo ator americano, depois de Steve Reeves, a ser escolhido por produtores italianos para estrelar filmes épicos. O próprio Forest é descendente direto de italianos, e algumas de suas películas foram feitas em Nápoles, Itália, justamente na região de onde vieram seus ancestrais. Entre 1960 e 1965, Forest fez inúmeros filmes épicos de espada europeus, interpretando Maciste \Hércules.

Após a conclusão de "Hercules e o Leão de Tebas", Mark Forest largou o cinema para estudar Ópera e aperfeiçoar a sua voz. Atualmente, contando com 88 anos de idade, ele reside em Arleta, sul da Califórnia, onde canta, ensina sobre ópera, e ainda, auxilia aspirantes a fisiculturistas como personal trainer. Título original do filme: “Maciste contro i Mongoli”. Apesar de Genghis Khan estar em paz com o Ocidente, sua morte em 1227 AD, coloca no poder seus três filhos: Sayan, Susdal e Kin Khan. Esses filhos raptam a princesa Bianca. Então, Hércules (Mark Forest) é chamado para o seu resgate. Esse é mais um episódio envolvendo o personagem Hércules, que já enfrentou praticamente o mundo inteiro, de bárbaros até vampiros. É um épico, com grande elenco (Mark Forest, José Greci e Maria Grazia Spina) e produção. O defeito é o mesmo de sempre, usarem atores ocidentais para interpretarem os selvagens asiáticos, mas também, esse era o único recurso disponível na época.

Filmado nas locações da Incir De Paolis Studios, Roma, Lazio, Itália. Recomendável, apesar de exótico. Direção de Domenico Paolella.
O pior episódio da franquia e o meu preferido. Apesar disso, o filme rendeu US$ 29,9 milhões, uma receita consideravelmente maior que a do antecessor. Vários anos após os acontecimentos na rua Elm, Jesse Walsh (Mark Patton) e sua família se mudam para a casa de Nancy Thompson (Heather Langenkamp, que não aparece nesse filme), única sobrevivente do assassino Freddie. Perseguido em seus sonhos, Jesse vive com problemas para dormir e dorme muitas vezes na escola.
Lisa (Kim Myers), sua namorada, descobre o diário de Nancy Thompson no armário de Jessé, e aos poucos entende tudo o que ocoreu no passado. Seus pais acreditam que Jesse está se drogando, mas ele sabe que Freddie está tentando possuí-lo. Desprovido de sono, alienado, e com medo, Jesse leva o confronto final para a fábrica abandonada, onde tudo começou. Infelizmente temos um elenco fraco nesta produção, sem Heather Langenkamp e sem Johnny Depp, como no primeiro filme.
Wes Craven, o criador da série de filmes, recusou-se a trabalhar neste aqui, porque ele nunca quis a continuação da franquia (ele até queria que o primeiro filme tivesse um final feliz). Craven disse também, que ele não gostava da idéia de Freddy manipular o protagonista a cometer os assassinatos. Direção de Jack Sholder.
Desconhecida produção canadense, feita pelo mesmo diretor do clássico "The gate". Segundo consta na internet, o filme seria o piloto para uma série que não chegou a ser produzida. A história se passa em um futuro apocalíptico. Um empresario (Stephen Markle) é sentenciado à prisão por razões infundadas e sem direito a um julgamento (junto com ele, também são presas outras pessoas, por crimes falsos, quando um novo regime político assume o controle).
Na cadeia, protegida por robôs de patins, ele sofre as piores torturas (feitas pelo diretor do presídio, tentando fazê-lo confessar os crimes que ele nunca praticou). Em sua cela individual, ele tem como companhia, apenas máquinas sombrias. O terror aqui é totalmente psicológico, com o personagem tendo flashes de sua vida livre e cotidiano de sua família. É uma espécie de "Expresso da meia-noite" futurista. Tem no elenco Don Francks e Stephen Markle.
O fim do filme é bem interessante também, sendo algo que realmente surpreende. O curioso é o tempo de duração da produção, que não passa dos 50 minutos, talvez pela exaustão psíquica provocada. Direção de Tibor Takács.
O espírito do assassino Jason Vorhees sobrevive nesta sequência. Depois do episódio 4, "O capítulo final", este "Um novo começo" mostra os mesmos assassinatos, apesar de Jason estar definitivamente morto. O filme se passa muitos anos depois do anterior, quando Tommy (aqui interpretado pelo ator John Sheperd), o menino que venceu Jason, cresce e se torna um jovem problemático. Tommy vive atormentado com visões e sofre com pesadelos.

Então, é levado para uma clínica de perturbados mentais. Este local se tornará o cenário de novas mortes, todas envolvendo o assassino vingativo de Crystal Lake. Será mesmo Jason o assassino...o final aguarda uma bela surpresa. Uma curiosidade, na versão original do script, o personagem Violet (Tiffany Helm) era para ter sido morta com uma machadada entre as coxas. Mas, como os produtores acharam essa cena muita ofensiva, mudaram a morte para uma machadada no peito. A atriz Dana Plato (a loirinha que interpretava a irmã de Gary Colleman, no seriado "Arnold", e que infelizmente teve uma morte trágica por overdose) havia sido convidada, para participar do filme, mas acabou recusando. Os criadores da série "Friday the 13th", realmente haviam planejado seu fim com o episódio 4, mas o sucesso de bilheteria dos filmes anteriores (aliado a uma porção de dinheiro oferecida pelos gananciosos produtores de Hollywood) abriu caminho para a série continuar até os dias de hoje.

O elenco é fraco e desanimador, nem Corey Feldman (na época, ocupado gravando os "Goonies") fazendo uma pontinha consegue animar isto aqui. Direção de Danny Steinmann.