quinta-feira, 30 de julho de 2020

Cemitério Maldito (1989)

Cemitério Maldito (1989). Pet Sematary. Ansioso para recomeçar sua vida, o jovem médico Louis Creed (Dale Midkiff) e sua família - sua esposa Rachel (Denise Crosby), sua filha Ellie (Blaze Berdahl) e seu bebê de três anos, Gage (Miko Hughes) - se mudam para uma nova casa, em uma pequena cidade rural, perto de uma alarmante estrada movimentada. No entanto, após a morte do querido gato de Rachel, em um acidente terrível, Louis desesperado, segue o conselho de seu vizinho amigável, para enterrá-lo em um cemitério antigo de Micmac (um santuário místico, imbuído de supostos poderes de reanimação) para trazê-lo "de volta". 


Agora, vitima de outra tragédia, Louis não tem outra escolha, senão voltar ao cemitério local, com grandes esperanças de que, desta vez, as coisas sejam diferentes para a felicidade de sua família. No entanto, este retorno sepulcral poderá trazer terríveis consequências....Esta adaptação assustadora e sangrenta de Stephen King, apresenta excelentes performances de Dale Midkiff, Fred Gwynne (que morreu tristemente, há alguns anos), Denise Crosby e alguns efeitos realmente horríveis. 


A diretora Mary Lambert tem um maravilhoso senso de estilo visual, conseguindo fazer desta, uma das poucas versões da obra de King, que não só vale a pena ver, mas também cultuar. A representação da criança zumbi Gage (Miko Hughes - participou também de "New Nightmare") é igualmente digna de elogios, ou melhor, conseguem transformar um personagem meigo, em algo ameaçador e assustador. 


Se você acha que o filme não é assustador - assista sozinho no escuro, e garanto que "Pet Sematary" é tão poderoso quanto "O Massacre da Serra Elétrica". Um clássico, recomendado para qualquer tipo de fã de horror e ficção. Nota 9.

Direção de Mary Lambert.

quinta-feira, 28 de maio de 2020

A Casa (1977)

A Casa (1977). Hausu. Exótico terror japônes. Uma colegial (Kimiko Ikegami), e seis de suas colegas de classe, viajam para a casa campestre e assombrada de sua tia. Logo, as meninas arrependidas começam a ser mortas uma a uma; mas qual é a razão por trás dos assassinatos? Esta produção é basicamente uma versão nipônica de "Evil Dead", mas possui um certo estilo visual, que só pode ser comparado a "Suspiria" de Dario Argento, lançado no mesmo ano. É recomendado para fãs do bizarro e do surreal, pois aqui não há muito enredo. 


O filme inteiro é muito estranho do começo ao fim e devo admitir que, se havia uma história acontecendo, deve ser sobre a jovem garota indo até a tia, para aprender mais sobre sua mãe morta. Os personagens em si são todos bastante interessantes, porque recebem o nome de sua "especialidade", sendo uma delas a "Kung-Fu" (Miki Jinbo), que possui alguns dos melhores momentos do filme (as outras atrizes também são bem bonitinhas, diga-se de passagem). A natureza surreal e a mistura de vivos e mortos, nos faz pensar se o diretor Tim Burton não assistiu a isso, antes de fazer "Beetlejuice". 


Contém excelentes efeitos especiais, e que parecem modernos, mesmo nos dias de hoje. Esses efeitos aumentam a natureza exagerada das coisas, servindo também para dar o toque humorístico da trama. Eu acho que alguns podem não entendê-lo (o medo aqui, não vêm de elementos "anticristãos"), mas eu respeito o que o diretor tentou fazer. 



Este é provavelmente, uma das produções mais diferentes que eu já vi e certamente não vou esquecê-la, mas ao mesmo tempo não posso dizer que estou ansioso para assistir novamente, ou sair por ai recomendando a todos. Se você quer ver algo único e com efeitos "brilhantes", não irá se arrepender. Nota 8,5.

Direção de Nobuhiko Ôbayashi. 

Delírios de um anormal (1978)

Produção Nacional. Postagem em homenagem, a um dos melhores cineastas do terror, falecido recentemente. Dr. Hamilton (Jorge Peres), um psicólogo interessado em assuntos  sobrenaturais, é casado com sua amada esposa Tânia (Magana Miller). Com o passar do tempo, Hamilton passa a ter pesadelos com Zé do Caixão, que quer levar Tânia para gerar seu descendente perfeito. Seu colega de clínica, Dr. Adolfo Hansen (Jayme Cortez) convida José Mojica Marins, criador de Zé do Caixão, para convencer  Hamilton, de que o personagem não existe, sendo um fruto de sua imaginação hiperativa. 


Para este filme em particular, Mojica reuniu inúmeras cenas de seu trabalho, e juntou-as com uma pequena filmagem para contar a história do cientista Dr. Hamilton, que sofre de pesadelos terríveis, nos quais vê o ícone do terror cult "Coffin Joe" (interpretado por Zé do Caixão) tentando fugir com sua esposa Tânia. O médico que trata Hamilton, convida Zé para auxiliá-lo, acreditando que o criador de Coffin Joe pode ter a chave para curar seus pesadelos, o que, por sua vez, acaba dando a Mojica uma ideia para seu próximo filme. 


Com a maior parte do tempo gasto pelos pesadelos de Hamilton, que são essencialmente uma compilação de imagens esquisitas aleatórias, tiradas de contexto (imagens essas, que jamais fariam sentido em qualquer contexto). Para a maioria dos fãs de terror nacional, "Delírios de um anormal" é uma experiência incrivelmente tediosa, sem sentido e colossal perda de tempo, especialmente para quem já viu a maioria dos filmes mais conhecidos de Mojica, porém, para nós do blog que sempre conseguimos extrair alguma coisa positiva, "Delírios" serve bem para aqueles iniciantes na obra do grande mestre (me lembro de ter comprado o DVD nas Lojas Americanas por apenas 5 reais!). 


Se ainda não viu "A meia-noite levarei sua alma"/"A meia-noite encarnarei no teu cadáver"; "Delírios" pode funcionar muito bem como aperitivo inicial, para a apreciação do maior ícone do terror, que já existiu fora do eixo EUA/Europa. Nota 8. 

Direção de José Mojica Marins .

quinta-feira, 9 de abril de 2020

CHERRY 2000 (1987)


CHERRY 2000 (1987). No distante e futurístico ano de 2017, Sam (David Andrews), um homem rico, tem uma vida artificialmente feliz, ao lado de uma mulher perfeita e robótica. Em um fatídico dia, a esposa animatrônica de Sam, chamada Cherry 2000 (a bela atriz-modelo Pamela Gidley , que infelizmente morreu jovem aos 53 anos) sofre um acidente aquático e acaba ficando com danos permanentes em seu sistema. 


Desesperado por um novo modelo de boneca-robô, Sam acaba descobrindo que o último modelo existente, se encontra em uma fábrica abandonada, em uma zona desértica, tomada por rebeldes-mutantes. Para ter acesso a ela, ele contrata a sensual "guerreira-renegada-estilo-mad-max" E. Johnson (Melanie Griffith), para encontrar este modelo robótico tão raro. Esta jornada, os levarão à região traiçoeira e sem lei chamada "Zona 7", sob o soberano tirano Mr Lester (Tim Thomerson). 


Durante sua jornada, Sam aprende da maneira mais difícil, que a mulher perfeita não é feita de chips e miolos de computador, mas sim de carne e ossos reais (sem spoilers ok?). Bom, CHERRY 2000 finalmente alcançou o status de "filme cult". Mas, diferentemente de muitos outras produções, ela realmente merece o título. Há muitas coisas positivas por aqui. O ator Ben Johnson tem um bom e trágico papel (com que frequência você consegue isso em um filme b?). A bela Griffith é alternadamente rústica e delicada ao mesmo tempo. 


Claro, Tim Thomerson como Lester quase rouba a cena, proporcionando um vilão verdadeiramente estranho e cruel. Os efeitos são bregas, com certeza, mas eles nunca parecem falsos, ao contrário de muitos filmes lançados atualmente. Quando você vê o carro da E. Johnson sendo pendurado na barragem Hoover, é um carro real, e não um efeito digital estúpido. O filme deixa sua mensagem de forma muito óbvia, mas, considerando as claras restrições orçamentárias com as quais eles estavam trabalhando, isso é uma dádiva e não um defeito. 


A sátira às vezes é hilária (observe Larry Fishburne, como advogado de óculos refletivos, no melhor estilo Morpheus; e a irônica derrocada final do vilão). Se você é fã de filmes apocalípticos como MAD MAX e FUGA DE NOVA IORQUE, não irá  se arrepender de apreciar este clássico, que era exibido a exaustão, na Tv global dos anos 90. Nota 8,5.

Direção de Steve De Jarnatt.

quinta-feira, 19 de março de 2020

Isto é SPINAL TAP! (1984)

Comédia musical, estilo falso documentário. Em 1982, a lendária (pseudo) banda de heavy metal inglesa Spinal Tap, tenta uma turnê americana de retorno, acompanhada por um fã que também é cineasta. O (pseudo) documentário resultante, intercala performances musicais poderosas, aliado as letras profundas do conjunto (que concentra um grande elenco: Rob Reiner, Christopher Guest, Michael McKean, Harry Shearer....mais o elenco de apoio: Billy Crystal, Dana Carvey, Fran Drescher, Paul Shaffer, Howard Hesseman, Ed Begley, Jr., Fred Willard, Angelica Huston); além de mostrar abertamente um grupo de rock indo em direção à crise (e talvez ao seu fim), culminando no infame (e hilário) caso do indesejado cenário de Stonehenge, de dezoito polegadas de altura. 


O filme é quase uma "tragédia", de tão bem que narra os fatos envolvendo uma banda profissional (Beatles e LED Zeppelin tiveram finais parecidos). Apesar de, a melhor parte ser os argumentos de bastidores e entrevistas sinceras, o diálogo é fantástico do começo ao fim, e é feito por um elenco excelente, que oferece linhas absurdas, com uma "cara-de-pau" séria. McKean, Guest e Shearer são os mais fortes aqui, com a maioria dos melhores textos. 


O elenco de apoio também é abarrotado de aparições de pessoas como: Bruno Kirby, Billy Crystal, Begley Jr., Macnee, Paul Shaffer, Anjelica Huston etc.. O fato de os membros da banda não serem muito brilhantes torna tudo engraçado. Especialmente a cena, em que o vocalista fala sobre um amplificador que vai para onze em vez de dez e, portanto, produz sons mais altos (ou qualquer tolice nesse sentido). 


Robin Reiner se destaca como diretor, escritor e documentarista. No geral, este é uma ótima produção, tanto foi dito sobre isso que ainda vale a pena conferir na tela, caso não conheça. Embora não seja uma paródia como "Apertem os cintos...", esse filme é mais interessante, já que a comédia vem do diálogo tolo, e da pura imaginação da escrita. Nota 9.

Direção de Robin Reiner.  

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Além da Imaginação (1983)

The Twilight Zone: The Movie (1983). Twilight Zone foi uma série de televisão norte-americana da década de 50, criada por Rod Serling e dirigida por Stuart Rosenberg, apresentando histórias de ficção científica, suspense, fantasia e terror. Em 1983, os produtores americanos decidem fazer um filme, em homenagem ao seriado. Com produção de Steven Spielberg, tinha no elenco Dan Aykroyd, Albert Brooks, Vic Morrow, John Lithgow e Scatman Crothers. A produção trazia três episódios clássicos da série original, e incluia uma nova história. John Landis dirige o prólogo e o 1º segmento, Steven Spielberg dirige o 2º, Joe Dante o 3º, e George Miller dirige o segmento final. O episódio dirigido por Landis se tornou notório porque ocorreu um acidente fatal de helicóptero durante a filmagem, com a morte do ator Vic Morrow e de dois atores infantis. 


O enredo dele envolve um homem amargo e racista (Vic Morrow) experimentando seu próprio veneno. Pelas três mortes reais que causou - (o ator Vic Morrow foi decapitado pela queda de um helicóptero, e dois artistas mirins vietnamitas que estavam juntos, foram esmagados), John Landis (que dirigiu isso) chegou a ser acusado, mas foi considerado inocente pelas mortes. O segundo episódio é dirigido por Steven Spielberg. Envolve um homem velho (Scatman Crothers) trazendo suavemente à vida, os idosos em uma pousada. Esse talvez é o mais fraco deles. O terceiro episódio é dirigido por Joe Dante. É um remake de um menino que pode realizar todos os seus desejos. 


É bem dirigido com alguns efeitos especiais verdadeiramente incríveis, e uma boa performance de Kathleen Quinlan no papel de Helen. Infelizmente acabou sendo prejudicado por um final feliz e bobo (o original não tinha isso). Billy Mumy (a estrela do original) faz uma participação, e Dante Dick Miller aparece como Walter Paisley. O quarto é o melhor. Dirigido por George Miller, é um remake do episódio de William Shatner, onde ele vê um monstrinho-gremlin rasgando o avião em que está voando. O gremlin no original parecia bastante ridículo - como um ursinho de pelúcia. Aqui John Lithgow interpreta o passageiro, e o gremlin é bem mais diabólico. Em suma, um filme agradável. Eu gostei quando vi na sessão da tarde, no final dos anos 80 (quem diria, que filmes como esse eram exibidos no horário da tarde). 


Com belos efeitos e um grande roteiro, infelizmente este clássico ficou manchado pelas mortes envolvidas, porém ele também possui seus valores de produção e alguma distração. Eu recomendo para fãs de terror e para aqueles que admiram programas como "Arquivo X" e outras ficções. Nota 8,5.

Direção de Joe Dante, John Landis etc.

sábado, 16 de novembro de 2019

Psicose 4 - A Revelação (1990)

Psycho IV: The Beginning. Norman Bates (Anthony Perkins) retorna para este episódio final, mais uma vez tendo problemas com sua figura materna (Olivia Hussey). Desta vez, ele é convidado a conversar com um apresentador de rádio, compartilhando suas antigas e pertubadoras memórias. Estaria Norman arrependido, e recuperado de seus transtornos? Eu gostei de como este filme mergulhou no passado conturbado de Norman Bates. Esse foi provavelmente o melhor aspecto dele. Anthony Perkins mais uma vez reprisa seu papel, depois de sofrer aquela horrível humilhação do terceiro episódio. Olivia Hussey interpreta de forma maléfica a mãe de Norman. 


O jeito que ela grita com ele e retira sua masculinidade é simplesmente horrível. Mas, no entanto, ela consegue permanecer humana em algumas cenas. Henry Thomas fez um bom trabalho ao interpretar Norman Bates na adolescência, mas seu desempenho carece do charme nerd e infantil, que Anthony Perkins tinha no filme original. Quanto ao resto dos atores, bem, a maioria deles não vale a pena mencionar. 


Exceto Thomas Schuster, que interpretou Chet Rudolph, o cowboy da meia-noite de Norman Bates. Seu personagem era muito arrogante e rude, aquele cara que você gosta de odiar. O tipo de homem que a mãe traria para casa e espera que você ligue para a polícia. O diretor Mick Garris não é Alfred Hitchcock. Ele também não é Richard Franklin. Mas ele consegue oferecer uma boa experiência à série PSICOSE. 


Não é tão bom quanto Psycho ou Psycho II, mas funciona bem, como o último episódio clássico da franquia. Infelizmente, o ator Anthony Perkins acabaria morrendo dois anos depois do lançamento do filme, vitima do HIV. Fica aqui, nossa homenagem a este monstro sagrado do cinema. Nota 9.

Direção de Mick Garris.

sábado, 19 de outubro de 2019

Os Pássaros 2 (1994)

The Birds II: Land's End. Um professor de biologia e sua família, decide passar um tempo em uma casa de veraneio, localizada em uma ilha. Neste local, ele pretende escrever uma tese importante, enquanto supera a morte de um de seus filhos. Enquanto eles estão lá, um grande bando de pássaros aparecem e começam a atacar humanos individualmente, sem motivo aparente. O prefeito da cidade (que também é o médico local) se recusa a acreditar que os pássaros são os responsáveis, ​​pela avalanche de ferimentos que estão ocorrendo. Porém, em pouco tempo, ele não tem outra opção, a não ser se defender destes mesmos pássaros que começam, a atacar grupos maiores de civis. 


Nós sabemos muito bem, que fazer qualquer "alteração" no trabalho de um gênio como Alfred Hitchcock, é praticamente impossível, porém a atuação dos atores que compõem a família do filme (Brad Johnson e Chelsea Field como Ted e May; e duas atrizes menos conhecidas como suas filhas) pelo menos compensam até certo ponto, um desdobramento cinematográfico ruim. A história da agressão de pássaros e as reações irracionais das pessoas ao inesperado, não muda neste roteiro. 


No entanto, as linhas de diálogos entre os personagens, principalmente com as pessoas da vila atacada, poderia ter sido muito mais inteligente. A única característica melhor do que a do filme original, foram as paisagens. Alfred Hitchcock concentrou-se no suspense, enquanto este filme tem tempo para se concentrar mais na estética. É certo que isso ainda não o aproxima de ser um clássico, mas ainda é bastante agradável. Outro ponto questionável, é que o diretor Rick Rosenthal (HALLOWEEN 2), resolveu usar um pseudônimo - Alan Smithee. 


Com base nisso, você não pode contar com uma boa direção - e eu certamente não culpo Rick Rosenthal por negar esta produção, afinal de contas, ainda estamos falando de um dos trabalhos do gênio imortal Alfred Hitchcock, sendo impossível quaquer comparação.....ainda assim, esta continuação (e não um remake!) diverte, e serve como curiosidade para fãs de terror, no geral. Nota 8,5.

Direção de  Alan Smithee.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

A Volta dos Mortos-Vivos (1985)

The Return of the Living Dead. Franquia de baixo-orçamento e de grande sucesso nos anos 80. Funcionários desajeitados de um armazém químico, acidentalmente liberam um gás mortal no ar. Esses vapores tóxicos chegam até as pessoas  mortas,  que voltam a vida na forma de estúpidos zumbis, que acabam causando um grande tumulto por Louisville, Kentucky, buscando sua comida favorita, o cérebro dos vivos!. Muitos anos antes da internet, Tv-a-cabo e joguinhos de PC, "Return...'' nos apresentou zumbis velozes, que podiam correr, pular e trabalhar em grupo, atacando pessoas e fazendo disso uma atividade "tragicômica". Estes monstros não são nada lentos; eles falam, pensam e resolvem problemas. 


Os personagens adultos deste filme são bem mais interessantes, do que os adolescentes (a gangue teen, é bem fraca e clichêzinha para falar a verdade). James Karen (Frank) é absolutamente histérico em seu papel como o gerente do depósito médico, cuja irresponsabilidade desastrosa leva à liberação dos monstros. Clu Gulager (Burt) é um idiota corporativo estressado, que fará de tudo para salvar o nome e a reputação do armazém que possui. E Don Calfa (Ernie) está excelente como o agente funerário sombrio, que pode ou não ser um ex-nazista. 


O grupo de personagens é incompatível na trama, mas se reúne e forma um vínculo, revidando e ficando mais desesperado, à medida que os zumbis se tornam mais fortes. Este filme nunca desacelera, nem por um minuto. Não há cenas de explicação longas, nenhuma configuração chata, apenas "emoção-killig-zumbi", desde a primeira cena. 


É a homenagem perfeita aos filmes de Romero; não existe um final feliz aqui, apenas uma reviravolta irônica que fará sorrir até o mais cínico pessimista. Este filme já é um clássico cult e merece seu status, não foi um sucesso estrondoso como "Sexta-feira 13", ou a "Hora do pesadelo", mas conseguiu uma boa parcela de fãs, até os dias atuais. Nota 8.

Direção de Dan O'Bannon.

O Bebê de Rosemary (1968).


Rosemary's Baby. Rosemary e Guy (Mia Farrow e John Cassavetes), são casados e se mudam para um novo apartamento, cercado por vizinhos excêntricos e ocorrências estranhas. Quando a esposa fica "misteriosamente grávida", a paranóia sobre a segurança do bebê, começa a afetar a vida do casal. Com toda certeza, é uma das maiores produções de todos os tempos. A força do filme é o roteiro, que através da trama e do diálogo, implica e sugere. Somente perto do fim, descobrimos a verdade presumida. O suspense aumenta no final, enquanto Rosemary se aventura, no interior do apartamento diabólico, de seus vizinhos "do mal". A atuação é ótima, e reforça o roteiro bem elaborado. Gostei particularmente da atriz Ruth Gordon (no papel de Minnie), com seu comportamento e maneirismos excêntricos. 


O design de produção e especialmente os figurinos, são luxuosos e coloridos. Já as roupas e penteados, como seriam de esperar, são típicos da década de 1960. Os efeitos visuais são mínimos, e são usados ​somente ​para aprimorar a história. Dado o ponto de vista do filme, a trama é bastante subjetiva. Sua interpretação é baseada nas percepções, imagens e medos do personagem Rosemary. 


Pode-se dizer que ela sofre de delírios, ou, alternativamente, pode-se explicar que o que acontece é real. Está tudo na interpretação!. De qualquer forma, é um ótimo filme. Ele se mantém bem, mesmo quarenta anos depois. Causou uma revolução no cinema de terror/suspense da época, em um período onde os filmes de horror sofriam de uma certa ingenuidade, com excessos de "dráculas", e monstros de borracha com ziper nas costas. Ele também demonstra, um outro aspecto da cultura norte-americana, que já começava a preocupar as autoridades: o surgimento das seitas satânicas nos EUA, um problema que afetou bem o país, naquele período. 


Existe também uma "maldição" envolvendo os artistas participantes do filme. A atriz Sharon Tate (esposa do diretor na época; e que faz uma ponta não creditada), acabou sendo assassinada pouco tempo depois na vida real, pela seita diabólica, do maníaco Charles Manson. Mia Farrow teve inúmeros problemas pessoais em toda sua vida;  John Cassavetes morreu em circunstâncias misteriosas; e por fim, o ex Beatle John Lennon foi assassinado na frente do prédio, que serviu de locação para o filme, entre outros acontecimentos ruins. Coincidências a parte, trata-se de uma obra prima, digna de apreciação e que sempre habitará a lista das produções mais impactantes de todos os tempos. Nota 10.

Direção de Roman Polanski.